Felipe De Palma Kind 637 Postado Novembro 10, 2025 Compartilhar Postado Novembro 10, 2025 39 minutos atrás, CHÃOTSEIYA disse: Eu acho que ao invés de limar, se eles fossem adaptar ND com ou sem um remake do clássico, o primeiro volume seria uma boa porta de entrada para novos fãs. Eles veriam esse "prologo" e se interessariam em ver o antes e/ou spin offs. A pergunta que precisa ser feita é: Quem seria o melhor na ost de Rerise, Toshihiko Sahashi ou Yoshihiro Ike? Eu gostaria do volume 1 de ND em formato filme, terminando com o tenma vendo o o seiya na cadeira de rodas, tocando os creditos e depois mostrando a saori no futuro 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
GFernandes 7.806 Postado Novembro 10, 2025 Compartilhar Postado Novembro 10, 2025 A tag que qualificava Rerise of Poseidon como 'adaptação para anime' foi removida da Champion Cross: https://championcross.jp/series/bb53b4cc903af Será que acabou o sonho? 3 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Bruno Ogawara 3.267 Postado Novembro 10, 2025 Compartilhar Postado Novembro 10, 2025 4 minutos atrás, GFernandes disse: A tag que qualificava Rerise of Poseidon como 'adaptação para anime' foi removida da Champion Cross: https://championcross.jp/series/bb53b4cc903af Será que acabou o sonho? Saint Seiya A TELA PERDIDA Hades Myth Edição Extra - Masami Kurumada (Original) Shiori Teyogi (Desenho) | Cruz de campeão Mas de LC Gaiden CONTINUA!! Terceira temporada CONFIRMADA!!!11ONE 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Airplanes 503 Postado Novembro 10, 2025 Compartilhar Postado Novembro 10, 2025 14 horas atrás, Felipe De Palma Kind disse: Eu gostaria do volume 1 de ND em formato filme, terminando com o tenma vendo o o seiya na cadeira de rodas, tocando os creditos e depois mostrando a saori no futuro Seria uma bacana uma espécie de episódio 1 como um especial de uma hora.... Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
GFernandes 7.806 Postado Novembro 10, 2025 Compartilhar Postado Novembro 10, 2025 Suda explica aquilo que nós, aqui no fórum, já debatemos várias e várias vezes: A abordagem utilizada para o Kanon após Hades: https://note.com/tunakansuda/n/n58b3d44e6c18 Uma tradução: Dizem que a técnica chamada “Golpe Fantasma de Fênix” (Hōō Genmaken) foi criada justamente para inserir cenas de flashback durante as batalhas. Afinal, interromper o ritmo do combate com um repentino “isso aconteceu há X anos...” toda vez deixaria o leitor entediado. Então, a ideia foi: e se o flashback fosse o efeito da técnica? — genial, não é? Essa função se mostrou perfeitamente já em sua primeira aparição, no volume 4 do mangá. A técnica é usada para revelar o passado de Hyoga, explicando o motivo de ele ter se tornado um Cavaleiro, e culminando no momento em que sua raiva explode ao reviver o trauma da mãe congelada — tudo isso de modo muito elegante. Quando o oponente, ainda confuso, diz algo como “O que foi esse golpe? Nem doeu nem coçou”, o molde da técnica fica completa. Em termos práticos, trata-se de uma adaptação brilhante do icônico “Você já está morto” (Omae wa mou shindeiru), que dominava a época. Desde que li uma entrevista que dizia que o Golpe Fantasma de Fênix foi criado para introduzir flashbacks, eu passei a acreditar firmemente que colocar retrospectivas no meio de uma luta é uma atitude cafona que quebra o ritmo — e que, se for fazê-lo, é preciso engenhosidade. Esse é o estilo Kurumada, o verdadeiro espírito kōha (durão) japonês! Enquanto eu desenhava “Rerise of Poseidon”, o Ikki vivia aparecendo na minha cabeça, emergindo das chamas e me dizendo: “Fuh... vai despejar o passado do personagem no meio da luta de novo? Nem foi atingida pelo meu Golpe Fantasma e já está caindo na moleza! Que narrativa melosa e frouxa!” Aí eu só conseguia responder: “Desculpa! Já vai acabar! É só o essencial, juro! Nada de aprofundar demais! Pode voltar, por favor!” E assim seguia o processo, me desculpando a cada vez. Como resultado, acabei criando várias técnicas “tipo o Golpe Fantasma”, que basicamente serviam de pretexto para flashbacks: Halação de Olhos Malignos de Kasa, o Destino Akáshico de Eneias e o Mahayuga Yatra de Krishna. E aí eu pensava: “Hmm... será que o Ikki ficaria bravo com isso também?” — e tremia só de imaginar. Mas foi justamente o uso narrativo do Golpe Fantasma que contribuiu de forma decisiva para o desfecho da Saga de Poseidon. As duas informações reveladas pela técnica — A Ânfora de Atena que Kanon encontrou no Cabo Sunion e o grande Cosmo que o salvou naquele mesmo local — se conectam perfeitamente ao selamento de Poseidon e à redenção de Sorento. Como construção narrativa, há ali uma engenhosidade que não aparece nem na Saga das Doze Casas nem na de Hades — acho belíssimo. Focando agora em Kanon, o importante naquela cena é que ele finalmente revela sua verdadeira face: um “pequeno homem” distorcido por um complexo de inferioridade em relação ao irmão gêmeo. Essa relação de amor e ódio com Saga é o cerne da popularidade de Kanon, e, nesse sentido, ele provavelmente ficará eternamente em dívida com Ikki, que trouxe isso à tona. Falando em Kanon... Se dividirmos os fãs de Saint Seiya de forma grosseira, há dois tipos: Os garotos que acham que o mais importante são as armaduras e os golpes estilosos. As moças que se alimentam das relações entre os personagens. Claro que há tons intermediários, mas dá para entender a ideia. Eu, Suda, quando lia em tempo real, era um menino no primário, então 100% do primeiro tipo — não me interessava o lado emocional ou psicológico dos personagens. Minha visão sobre Kanon era bem simples: Na Saga de Poseidon, ele era um vilão inferior ao Saga. Na de Hades, um ex-vilão que virou aliado confiável. Foi só anos depois, lendo doujinshis e revistas como Seiji Biblos e Fusion Product, que percebi o quanto ele era obcecado pelo irmão — e pensei: “Uau, existe todo um mundo que a gente, moleque sem pelos, não enxergava!” Vale lembrar que, mesmo em sua primeira aparição, Kanon já tinha 28 anos — um adulto. O irmão com quem ele se irritava aos 15 (“Por que o irmão mais velho, sendo tão forte, não domina o mundo comigo!?”) já havia morrido, e seu próprio sonho de conquista fora destruído por garotos mais novos. Na Saga de Hades, ele decide dar um fim à vida desregrada e se dedicar seriamente ao dever — e isso o torna muito mais respeitável. Dá para sentir o peso de alguém que viveu o dobro da idade dos protagonistas. E o modo como ele respeita profundamente Ikki — depois de ter sido derrotado espiritualmente por ele — também é algo muito bom de ver. Acho que o encanto de Kanon está justamente nessa humanidade nascida de sua “pequenez”. Ele é flexível, adaptável, persistente — qualidades positivas de um “pequeno homem”. Mesmo sendo um vilão, ele escutou as palavras de Ikki e Sorento, e por isso foi capaz de reconhecer Atena como sua benfeitora e protegê-la com a própria vida. Depois, assumiu com dignidade o posto de Gêmeos em lugar do irmão — uma transformação admirável. E então chegamos ao Kanon de “Rerise of Poseidon”. Na Saga de Hades, ele “encerrou suas más ações passadas” (bom, pelo menos tentou) e ficou sem pendências... mas o final com a autoexplosão foi rápido demais. Eu queria mostrar algo mais: não o substituto de Saga, mas o encerramento pessoal de Kanon. Em outras palavras, queria retratar sua liberdade como indivíduo, liberto da sombra do irmão — afinal, ele já beira os trinta anos. Isaak, que sabia a verdade sobre ele, e Kasa, egoísta e mesquinho, eram perfeitos como figuras de julgamento. A história os faz reconhecer Kanon como companheiro por meio do combate, mas a química entre Kanon e Kasa acabou sendo boa demais — formaram uma dupla tão parecida que fiquei pensando: “Será que é bom deixá-los tão próximos assim? Não fica meio desequilibrado?” Também temi que o Kanon dessa obra, mais “malandro” e descontraído, destoasse da imagem séria que muitos tinham dele na Saga de Hades. Mas, para mim, lá ele estava forçando uma postura exemplar — querendo mostrar serviço, pagar pelos pecados, ser um bom Cavaleiro. Desta vez, eu queria vê-lo à vontade. E Kasa o acolheu muito bem nesse papel. Nenhum dos outros cinco teria funcionado da mesma forma. Então percebi, conforme desenhava: talvez o Kanon, amaldiçoado desde o nascimento e que deu tantas voltas na vida, só pudesse se tornar realmente “livre de arrependimentos” ao encontrar um amigo igual a ele, sem dívidas nem hierarquia. Não era algo que eu tivesse planejado — simplesmente entendi isso durante o processo. Kasa, afinal, não é do tipo “belo à la Kurumada”, nem tem boa índole. Está mais no grupo dos personagens de “baixo escalão”. Alguns podem achar que ele é um parceiro indigno para dividir a cena com Kanon, muito menos para substituir Saga. Mas o que posso dizer? Dessa vez, os personagens simplesmente se moveram sozinhos, além do que eu imaginava. Então peço que me perdoem por isso. De todo modo, Kanon e os outros ainda têm muito o que mostrar — espero que acompanhem até o final. 3 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
CHÃOTSEIYA 931 Postado Novembro 11, 2025 Compartilhar Postado Novembro 11, 2025 Também temi que o Kanon dessa obra, mais “malandro” e descontraído, destoasse da imagem séria que muitos tinham dele na Saga de Hades. Mas, para mim, lá ele estava forçando uma postura exemplar — querendo mostrar serviço, pagar pelos pecados, ser um bom Cavaleiro. Omitiu ao não dizer que fez dele um bebê chorão fraco. Kanon é um personagem sério, em nenhum momento a gente vê ele sendo "descontraído". A desculpa dele estar em missão é baboseira, não tem problema admitir que fez fanfic para tornar o personagem no que precisava pra história de Rerise andar. E eu não compro essa amizade entre os marinas tão abruptamente. O Seiya e os outros tiveram vários momentos antes de se tornarem irmãos de batalha. Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Cesare 1.517 Postado Novembro 11, 2025 Compartilhar Postado Novembro 11, 2025 (editado) Cara, o Kurumada só foi inventar de colocar algumas interações entre os cavaleiros de ouro no Episódio Zero e ainda assim não ficou muito bom. Imagina entre os marinas! Ele nunca foi bom nisso. O Suda teve que se virar em muita coisa no Rerise. Pra um mangá curto, é inevitável enxutar conteúdo. Editado Novembro 11, 2025 por Cesare Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Kasinao 10.318 Postado Janeiro 12 Compartilhar Postado Janeiro 12 Capa da edição italiana confirmando que vai finalizar no volume 4. 4 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Bruno Ogawara 3.267 Postado Janeiro 12 Compartilhar Postado Janeiro 12 Rerise realmente seria um bom filme longa metragem em 2D. 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
CHÃOTSEIYA 931 Postado Janeiro 13 Compartilhar Postado Janeiro 13 16 horas atrás, Kasinao disse: Capa da edição italiana confirmando que vai finalizar no volume 4. Ainda acho que tem chances do Suda continuar com "Poseidon", mas agora definitivamente com um outro título. Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Bruno Ogawara 3.267 Postado Janeiro 13 Compartilhar Postado Janeiro 13 (editado) 17 minutos atrás, CHÃOTSEIYA disse: Ainda acho que tem chances do Suda continuar com "Poseidon", mas agora definitivamente com um outro título. Apesar de eu achar desnecessário mostrar / contar a primeira Guerra Santa contra Poseidon (pra mim basta apenas o Hipermito, já que a única geração que realmente importa é somente a do Seiya / da Saori), ela sendo feita num spin-off (ainda mais se fosse pelas mãos de Suda-Sensei) na minha opinião seria algo menos pior do que se o maestro fosse querer inventar de usar o pincel brutal, ardente e extremo dele pra isso (e assim perderia ainda mais tempo do que ele já perdeu com o NaDa...). Editado Janeiro 13 por Bruno Ogawara Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
CHÃOTSEIYA 931 Postado Janeiro 13 Compartilhar Postado Janeiro 13 30 minutos atrás, Bruno Ogawara disse: Apesar de eu achar desnecessário mostrar / contar a primeira Guerra Santa contra Poseidon (pra mim basta apenas o Hipermito, já que a única geração que realmente importa é somente a do Seiya / da Saori), ela sendo feita num spin-off (ainda mais se fosse pelas mãos de Suda-Sensei) na minha opinião seria algo menos pior do que se o maestro fosse querer inventar de usar o pincel brutal, ardente e extremo dele pra isso (e assim perderia ainda mais tempo do que ele já perdeu com o NaDa...). Eu gosto da possibilidade da liberdade criativa que o Suda ou o escritor em questão teria pra abordar esse momento da mitologia. Especialmente se fosse pela perspectiva dos generais, seria a ideia do Kurumada de que eles são "heróis distorcidos" ainda mais ao extremo, pq acredito que todos iriam morrer pros cavaleiros de Athena, mas seriam os protagonistas. Apesar de não duvidar de uma história focada em ambos e abordar a "dualidade". De todo modo, eu acho que é uma história pronta pra ser contada, se a franquia vai continuar tendo spin offs, então... Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Bruno Ogawara 3.267 Postado Janeiro 13 Compartilhar Postado Janeiro 13 (editado) 43 minutos atrás, CHÃOTSEIYA disse: Eu gosto da possibilidade da liberdade criativa que o Suda ou o escritor em questão teria pra abordar esse momento da mitologia. Especialmente se fosse pela perspectiva dos generais, seria a ideia do Kurumada de que eles são "heróis distorcidos" ainda mais ao extremo, pq acredito que todos iriam morrer pros cavaleiros de Athena, mas seriam os protagonistas. Apesar de não duvidar de uma história focada em ambos e abordar a "dualidade". De todo modo, eu acho que é uma história pronta pra ser contada, se a franquia vai continuar tendo spin offs, então... Eu já acho que os protagonistas seriam os Cavaleiros mesmo. Mas bem, apesar da franquia já estar lotada de spin-offs (e também dos outros motivos que mencionei no meu comentário anterior), esse seria um dos que eu não reclamaria de existir (assim como também um da primeira Guerra Santa contra Ares). Editado Janeiro 13 por Bruno Ogawara Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Este é um post popular. GFernandes 7.806 Postado Janeiro 31 Este é um post popular. Compartilhar Postado Janeiro 31 Suda atualizou seu blog no início do mês: https://note.com/tunakansuda/n/n6d4c0c787f15 Tradução: Da última vez, escrevi algo do tipo: “Enfiar deliberadamente cenas de flashback no meio da batalha para mostrar o passado do personagem é coisa de sujeito cafona… tsc” (disse ele, enquanto faz isso toda vez). Isso se conecta também àquele sentimento que expressei antes, no capítulo sobre a origem de Rerise of Poseidon, de que “os Generais Marinas eram legais justamente por terem sido usados e descartados como inimigos sem passado definido; torná-los protagonistas, transformando-os em pessoas comuns, empáticas, é algo cruel”. No fundo, trata-se da questão de quanta “resolução” é necessária na representação do mundo interior de um personagem de mangá — uma discussão que provavelmente esconde, por trás, ideologias diferentes de autor para autor. No caso de Saint Seiya, ou melhor, dos mangás do Kurumada, esse aspecto é extremamente seco, deixando uma quantidade imensa de espaço para a imaginação; e é justamente isso que os torna tão interessantes. Acho que nem vale a pena repetir algo tão óbvio. Em especial, a maneira implacável com que os deuses malignos se apresentam como inimigos é quase refrescante. Seja Poseidon, seja Hades, os deuses não possuem um mundo interior com o qual os humanos possam se identificar; portanto, não há qualquer brecha psicológica por onde se infiltrar. Não resta alternativa senão provocar um milagre com um único golpe e mandá-los de volta! …Essa força que nasce de uma estrutura tão absurdamente simples é algo que anda difícil de ver nos dias de hoje, não acham? Fazendo uma autoanálise, eu, Tsunakan-chan, infelizmente não tenho um coração tão forte quanto o do mestre. Acabo sempre trazendo para o eixo do drama a ideia de que “até o inimigo tem suas próprias circunstâncias”. Um completo medíocre! O mangá Rerise of Poseidon foi feito com enorme esforço para reproduzir, por meio da divisão dos quadros e do ritmo dos diálogos, a sensação de leitura do Saint Seiya original. Por isso, não houve alternativa senão aproximar também o traço. No começo da serialização, pensei “bom, mesmo que o desenho seja um pouco diferente, tudo bem”, e desenhava de forma mais relaxada. Mas, conforme a história avançava, foram se acumulando pensamentos do tipo “se eu desenhar isso assim, fica ainda mais ‘com a cara de Seiya’…”, e quando percebi, o estilo já estava perigosamente próximo de uma cópia. Em resumo, trata-se de um esforço consciente para “aproximar a experiência de leitura”, uma escolha de encenação que, na verdade, parte do pressuposto oposto ao de Saint Seiya, que apostava justamente na graça de “fazer algo diferente (comédia) usando um traço semelhante ao original” — o chamado efeito de estranhamento. Mas, deixando isso de lado, o que esse método consegue reproduzir é apenas a camada mais superficial da sensação de leitura do Seiya original: cenas parecidas têm um sabor parecido. O grau de aprofundamento no interior dos personagens e a dramaticidade que decorre disso são coisas muito mais difíceis de copiar quando se trata de outra pessoa. No caso de personagens que já existiam no original, como Poseidon ou os Sete Generais, é possível controlar seus pensamentos e ações a partir do que foi mostrado na obra principal, evitando que façam “coisas desnecessárias (ou seja, coisas que não soam como mangá do Kurumada)”. Mas quando se trata de personagens originais do lado inimigo, isso já não é tão simples. Se houvesse uma base sólida como a mitologia grega, pensei, talvez meus próprios vícios aparecessem menos do que ao criar personagens do zero — foi por esse motivo que decidi que todos os inimigos seriam os próprios heróis mitológicos. Ainda assim, quando se trata de personagens com mais tempo de cena, como Nêmesis ou Pólux, meus maneirismos acabam transparecendo no equilíbrio entre pensamentos e falas. Dá para sentir: são, afinal, personagens que eu mesmo criei, meus próprios desdobramentos. Um exemplo disso é o quanto a relação psicológica entre os dois é discretamente, mas profundamente, intrincada. Nêmesis, a partir do incidente envolvendo Justitia, passou a questionar o castigo divino. Contudo, considera que esse tipo de hesitação não é digna de um deus e deseja afastá-la de si. Ao perceber que Pólux, mantido ao seu lado, tentava manipulá-la com palavras, ela passou a agir exatamente como ele esperava, numa tentativa de suprimir o afeto humano que começava a brotar dentro de si. Do seu ponto de vista, esteve o tempo todo apenas “fingindo cair na conversa”, mas, na realidade, sofreu influência mental do rancor de Pólux, que havia possuído a Espada do Julgamento. Pólux, por sua vez, acredita ter conseguido manipulá-la com sucesso; no entanto, como expliquei acima, metade do que ocorreu foi atuação de Nêmesis, e a outra metade resultado do seu próprio rancor agindo de forma inconsciente. Um caso de “foi por acaso, mas deu tudo certo”. … Achei que, ao juntar o que ambos dizem, ficaria mais ou menos claro que a situação é essa. Mas nenhuma das perspectivas deles é exatamente a “resposta correta”. Será que ninguém entende realmente a natureza dos próprios sentimentos? “Penso, logo existo” — mas esse pensamento nasce mesmo de mim? Ele é realmente meu? Isso é bastante duvidoso. E esse tipo de complicação, convenhamos, não combina muito com um chefão de mangá shōnen. Mas eu penso que, quando duas pessoas com personalidades e passados distintos tentam se usar mutuamente, mesmo que uma pareça dominante, a realidade tende a ser muito mais emaranhada, num estado que nem eles próprios conseguem compreender totalmente. Isso soa mais real, mais solto, mais humano… Enfim, esse é o gosto da Tsunakan-chan, e isso é algo que não dá para “desodorizar”: acabou emergindo para o centro da história. No fim das contas, acabei escrevendo longamente um monte de justificativas, mas a intenção foi colocar em palavras o fato de que, por trás de Rerise of Poseidon, que pode parecer apenas um mangá alegre de imitação, existe um palco oculto e sombrio — e, ao trazê-lo à luz dessa forma, tentar transformar isso em algo risível. Após a destruição do Grande Suporte Principal e o resgate da senhorita Saori, restam apenas 29 páginas até a conclusão do arco de Poseidon. Em contrapartida, aqui ainda temos o luxo de contar com nada menos que 64 páginas restantes. Esqueçam as complicações e aproveitem, com calma, o capítulo final! Um dos pontos mais fortes que o Suda tem é essa transparência em explicar o que faz em seu mangá. 7 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Cesare 1.517 Postado Janeiro 31 Compartilhar Postado Janeiro 31 (editado) Que ritual de humilhação, cara! O Suda tem que fingir que fazer inimigos postes é "legal" sendo que o estilo de narrativa dele é bem mais completo. Eu te entendo Suda, ter que babar o patrão é um mal necessário mesmo! Todo mangaká precisa babar ovo de patrão pra subir na vida. Editado Janeiro 31 por Cesare Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
CHÃOTSEIYA 931 Postado Fevereiro 1 Compartilhar Postado Fevereiro 1 Ou seja, passado triste pros vilões 🤣 Mas falando sério, faz um pouco de sentido o que ele falou, de que os vilões de SS não possuem a psicologia deles explicada de forma explícita (a maioria possui apenas implicações), e se ele fizesse o oposto destoaria do clássico, mas é de se esperar algo mais profundo dos personagens em 2026 do que era em 198X O próprio Kurumada fez isso em ND. A maioria dos dourados possuem motivações mais detalhadas do pq e como agem da forma que agem. O que vai fazer a obra ser boa ou não é a história. É uma faca de dois gumes, pq se vc pegar o personagem do clássico e começar a pintar sobre ele, vc pode colocar cores diferentes, e já foi dito por inúmeras pessoas, inúmeras vezes, ele abordou de forma errada certos personagens, o Kanon é o maior exemplo. Nao é o msm Kanon do clássico. Coisa que o próprio Suda mencionou. O próximo capítulo é o último? Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Cesare 1.517 Postado Fevereiro 1 Compartilhar Postado Fevereiro 1 (editado) 22 minutos atrás, CHÃOTSEIYA disse: O próprio Kurumada fez isso em ND. A maioria dos dourados possuem motivações mais detalhadas do pq e como agem da forma que agem. Err... Não? Pelo contrário, os passados pouco ou nada acrescentam nos personagens (foram mais complementos pro Odysseus que qualquer coisa) e só fazem criar mais inconsistências. Se eles cresceram todos juntos, exceto o Izo, por que todos eles parecem cagar pro que acontece nos outros templos? Fora que todos eles não parecem estar em ambiente de Guerra Santa e nem ao menos tiram os pés da casa pra saber o que tá acontecendo com um santuário que se enche de cobras falantes, anomalias ocorrendo no céu, terremotos, etc. Se comportam como postes quase toda hora. Editado Fevereiro 1 por Cesare Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
CHÃOTSEIYA 931 Postado Fevereiro 1 Compartilhar Postado Fevereiro 1 1 hora atrás, Cesare disse: Err... Não? Pelo contrário, os passados pouco ou nada acrescentam nos personagens (foram mais complementos pro Odysseus que qualquer coisa) e só fazem criar mais inconsistências. Se eles cresceram todos juntos, exceto o Izo, por que todos eles parecem cagar pro que acontece nos outros templos? Fora que todos eles não parecem estar em ambiente de Guerra Santa e nem ao menos tiram os pés da casa pra saber o que tá acontecendo com um santuário que se enche de cobras falantes, anomalias ocorrendo no céu, terremotos, etc. Se comportam como postes quase toda hora. Isso daí nada tem a ver com aprofundar os personagens, já tá mais do que explicado que todos no Santuário são bastante restritos quanto às leis e costumes. Msm diante do pior cenário possível, Mu questionou Milo por ter deixado a casa de escorpião. Regras são pra serem seguidas. Sobre os personagens em si, eu gosto que o Kurumada fez todo uma mitologia por trás do Kaiser e seu coração de leão, obviamente ele ser pavio curto é auto explicativo pela constelação, mas ainda assim Kurumada foi mais a fundo com esse conceito. DeathToll tbm tem uma profundidade bastante diferente do que se encontra na franquia. Tem outros exemplos. Nem tudo é perfeito, mas tbm nem tudo é ruim como alguns fazem parecer. Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Bruno Ogawara 3.267 Postado Fevereiro 1 Compartilhar Postado Fevereiro 1 8 horas atrás, GFernandes disse: Suda atualizou seu blog no início do mês: https://note.com/tunakansuda/n/n6d4c0c787f15 Tradução: Ocultar conteúdo Da última vez, escrevi algo do tipo: “Enfiar deliberadamente cenas de flashback no meio da batalha para mostrar o passado do personagem é coisa de sujeito cafona… tsc” (disse ele, enquanto faz isso toda vez). Isso se conecta também àquele sentimento que expressei antes, no capítulo sobre a origem de Rerise of Poseidon, de que “os Generais Marinas eram legais justamente por terem sido usados e descartados como inimigos sem passado definido; torná-los protagonistas, transformando-os em pessoas comuns, empáticas, é algo cruel”. No fundo, trata-se da questão de quanta “resolução” é necessária na representação do mundo interior de um personagem de mangá — uma discussão que provavelmente esconde, por trás, ideologias diferentes de autor para autor. No caso de Saint Seiya, ou melhor, dos mangás do Kurumada, esse aspecto é extremamente seco, deixando uma quantidade imensa de espaço para a imaginação; e é justamente isso que os torna tão interessantes. Acho que nem vale a pena repetir algo tão óbvio. Em especial, a maneira implacável com que os deuses malignos se apresentam como inimigos é quase refrescante. Seja Poseidon, seja Hades, os deuses não possuem um mundo interior com o qual os humanos possam se identificar; portanto, não há qualquer brecha psicológica por onde se infiltrar. Não resta alternativa senão provocar um milagre com um único golpe e mandá-los de volta! …Essa força que nasce de uma estrutura tão absurdamente simples é algo que anda difícil de ver nos dias de hoje, não acham? Fazendo uma autoanálise, eu, Tsunakan-chan, infelizmente não tenho um coração tão forte quanto o do mestre. Acabo sempre trazendo para o eixo do drama a ideia de que “até o inimigo tem suas próprias circunstâncias”. Um completo medíocre! O mangá Rerise of Poseidon foi feito com enorme esforço para reproduzir, por meio da divisão dos quadros e do ritmo dos diálogos, a sensação de leitura do Saint Seiya original. Por isso, não houve alternativa senão aproximar também o traço. No começo da serialização, pensei “bom, mesmo que o desenho seja um pouco diferente, tudo bem”, e desenhava de forma mais relaxada. Mas, conforme a história avançava, foram se acumulando pensamentos do tipo “se eu desenhar isso assim, fica ainda mais ‘com a cara de Seiya’…”, e quando percebi, o estilo já estava perigosamente próximo de uma cópia. Em resumo, trata-se de um esforço consciente para “aproximar a experiência de leitura”, uma escolha de encenação que, na verdade, parte do pressuposto oposto ao de Saint Seiya, que apostava justamente na graça de “fazer algo diferente (comédia) usando um traço semelhante ao original” — o chamado efeito de estranhamento. Mas, deixando isso de lado, o que esse método consegue reproduzir é apenas a camada mais superficial da sensação de leitura do Seiya original: cenas parecidas têm um sabor parecido. O grau de aprofundamento no interior dos personagens e a dramaticidade que decorre disso são coisas muito mais difíceis de copiar quando se trata de outra pessoa. No caso de personagens que já existiam no original, como Poseidon ou os Sete Generais, é possível controlar seus pensamentos e ações a partir do que foi mostrado na obra principal, evitando que façam “coisas desnecessárias (ou seja, coisas que não soam como mangá do Kurumada)”. Mas quando se trata de personagens originais do lado inimigo, isso já não é tão simples. Se houvesse uma base sólida como a mitologia grega, pensei, talvez meus próprios vícios aparecessem menos do que ao criar personagens do zero — foi por esse motivo que decidi que todos os inimigos seriam os próprios heróis mitológicos. Ainda assim, quando se trata de personagens com mais tempo de cena, como Nêmesis ou Pólux, meus maneirismos acabam transparecendo no equilíbrio entre pensamentos e falas. Dá para sentir: são, afinal, personagens que eu mesmo criei, meus próprios desdobramentos. Um exemplo disso é o quanto a relação psicológica entre os dois é discretamente, mas profundamente, intrincada. Nêmesis, a partir do incidente envolvendo Justitia, passou a questionar o castigo divino. Contudo, considera que esse tipo de hesitação não é digna de um deus e deseja afastá-la de si. Ao perceber que Pólux, mantido ao seu lado, tentava manipulá-la com palavras, ela passou a agir exatamente como ele esperava, numa tentativa de suprimir o afeto humano que começava a brotar dentro de si. Do seu ponto de vista, esteve o tempo todo apenas “fingindo cair na conversa”, mas, na realidade, sofreu influência mental do rancor de Pólux, que havia possuído a Espada do Julgamento. Pólux, por sua vez, acredita ter conseguido manipulá-la com sucesso; no entanto, como expliquei acima, metade do que ocorreu foi atuação de Nêmesis, e a outra metade resultado do seu próprio rancor agindo de forma inconsciente. Um caso de “foi por acaso, mas deu tudo certo”. … Achei que, ao juntar o que ambos dizem, ficaria mais ou menos claro que a situação é essa. Mas nenhuma das perspectivas deles é exatamente a “resposta correta”. Será que ninguém entende realmente a natureza dos próprios sentimentos? “Penso, logo existo” — mas esse pensamento nasce mesmo de mim? Ele é realmente meu? Isso é bastante duvidoso. E esse tipo de complicação, convenhamos, não combina muito com um chefão de mangá shōnen. Mas eu penso que, quando duas pessoas com personalidades e passados distintos tentam se usar mutuamente, mesmo que uma pareça dominante, a realidade tende a ser muito mais emaranhada, num estado que nem eles próprios conseguem compreender totalmente. Isso soa mais real, mais solto, mais humano… Enfim, esse é o gosto da Tsunakan-chan, e isso é algo que não dá para “desodorizar”: acabou emergindo para o centro da história. No fim das contas, acabei escrevendo longamente um monte de justificativas, mas a intenção foi colocar em palavras o fato de que, por trás de Rerise of Poseidon, que pode parecer apenas um mangá alegre de imitação, existe um palco oculto e sombrio — e, ao trazê-lo à luz dessa forma, tentar transformar isso em algo risível. Após a destruição do Grande Suporte Principal e o resgate da senhorita Saori, restam apenas 29 páginas até a conclusão do arco de Poseidon. Em contrapartida, aqui ainda temos o luxo de contar com nada menos que 64 páginas restantes. Esqueçam as complicações e aproveitem, com calma, o capítulo final! Um dos pontos mais fortes que o Suda tem é essa transparência em explicar o que faz em seu mangá. Palavras extremamente maravilhosas e totalmente excelentes de Suda-Sensei. Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
GFernandes 7.806 Postado Fevereiro 1 Compartilhar Postado Fevereiro 1 14 horas atrás, CHÃOTSEIYA disse: O próximo capítulo é o último? Não, o capítulo deste mês é o 19 (penúltimo), acaba no 20, que será lançado em abril. 1 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
Kasinao 10.318 Postado Fevereiro 18 Compartilhar Postado Fevereiro 18 Último capítulo do mangá Saint Seiya: Rerise of Poseidon será lançado em abril. https://santosdebronze.blogspot.com/2026/02/manga-saint-seiya-rerise-of-poseidon.html 3 Citar Link para o post Compartilhar em outros sites
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