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Saint Seiya - Pégaso Shinwa: Fuin no Chi-Hen


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Tuuuuudo sobre Tohma virá nos próximos capítulos, junto com todas as informações que os leitores precisam para entender toda a história.

 

O Pégaso e Orion entraram na mesma porta, porém, irão ter experiências diferentes.

 

Prisão é uma termo bem geral para o que estava atrás da porta do passado. Heze foi confinado ali para entender o que os deuses fizeram na titanomaquia, guerra dos deuses contras Titãs.

 

Sora está quase virando o meu queridinho, hahahaha. Tenho adorado escrever ele, e é um personagem que eu não havia planejado inicialmente. Seu destino esta selado. =)

 

Ainda penso na possibilidade de fazer um especial do Tohma durante as férias, isso se os flashbacks não forem suficientes na opinião dos leitores.

 

De qualquer forma, boa leitura a todos. ^^

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Capítulo 11: Pantodýnamos Manteío

 

- Estes são Hypnos... Deus do Sono e Hades... Imperador do mundo dos mortos... – Heze abre os olhos, dessa vez de forma imponente. Uma áurea vermelha se concentra ao redor dele e seus braços e pernas em chamas fazem os grilhões derreterem e se soltarem como se fosse cera de vela. Aos poucos seu corpo parecia absorver vitalidade da áurea que ele mesmo emanava. Estava inchando, seus músculos ganhando forma. Parecia um novo corpo. – Que dia movimentado...

 

- Humanos? – Hypnos estava alguns passos atrás de Hades, aparentemente confuso com a cena. A luz fazia sua Surplice refletir nos detalhes dourados que de certo do ponto do templo ofuscava as vistas dos demais à sua frente. – Não é comum que humanos entram em Delfos... O que fazem aqui?

 

“Eles são realmente deuses?! – Sora estava caído ao pé das escadas que levavam para cima do púlpito onde Heze permanecia parado. Ele olha para o homem que se diz cavaleiro de virgem com algumas gostas de suor escorrendo pela têmpora, em seu rosto uma expressão quase de pânico. – Ele nem ao menos estremeceu...”.

 

- Estamos aqui, deuses... Talvez pelas mesmas razões que vocês... – Heze sorri, alguns fios de seus cabelos escorrem e cobrem praticamente todo o lado esquerdo do rosto. Seus olhos de brasa fulminando os de Hypnos. – Esta é...

 

- Como ousa se dirigir assim a nós dois? – Hades finalmente se manifesta. Seu olhar permanecia sério e sua voz grave, porém, continuava soando debilitada, bem como sua aparência. – Como você mesmo disse... Nós somos deuses...

 

O ar ficou ainda mais pesado nos instantes seguintes. A espada em sua mão direita brilha num vermelho intenso e o céu começa a escurecer. Até então se ouvia o som da água, das folhas e flores farfalhando, mas tudo pareceu calar-se diante do imperador do mundo dos mortos. Sua capa negra, vermelha por dentro, começa a balançar de um lado para o outro, bem como seus cabelos.

 

- Athena não ensina aos seus cavaleiros como devem se portar diante de seus superiores... É uma pena... – O deus brande a espada ao alto, que brilha mais uma vez.

 

O púlpito racha e explode como se fosse um vulcão entrando em erupção. Um pilar de larva ergue-se do centro do mesmo e envolve o corpo de Heze, fazendo-o virar cinzas.

 

“Heze!” – Sora tenta gritar mais uma vez, mas sua voz é sufocada dentro de si. Ele não conseguia mover um único dedo, parecia que seu coração nem ao mesmo estava batendo. O pânico estava cada vez mais latente em seu rosto e apesar do suor, estava fazendo muito frio.

 

Por fim a intensa luz que envolvera o herdeiro de virgem cessa e revela apenas destroços do palco de sua prisão.

 

- Irei colocá-lo em um sono profundo para que possa se lembrar eternamente do que viu... – O deus do sono some e reaparece diante do cavaleiro de bronze, sua mão direita brilhando num roxo sinistro. – Tenha bons sonhos...

 

Uma explosão. Os destroços explodem mais uma vez e planam como se estivessem em gravidade zero. La estavam aqueles olhos em brasa encarando o deus mais uma vez, seus cabelos lançados para cima até que repousam suavemente depois que ele ressurge completamente com mais um clarão. Ele estava intacto.

 

- Se estamos mesmo em guerra... Talvez esta seja a maior chance que Atena pode ter... – A mão esquerda de Heze cobre seu rosto e os dedos indicador e médio se separam bastante para deixar uma brecha para seus olhos fixados no deus. – E eu não irei perdê-la...

 

- Hehe... Observe, Hypnos... – Hades caminha alguns passos e aponta a lâmina negra para o cavaleiro. O ar em torno do deus se agita e ele sorri. – Um homem que vale a pena matar...

 

Heze fecha os olhos e por um instante levita, envolto por uma áurea avermelhada e que surgia de forma sinuosa da ponta dos seus pés até o topo de sua cabeça.

 

“Esse poder é anormal... Não chega a ser divino como o de um deus, no entanto...” – Hypnos reaparece ao lado de Hades e toca no ombro do deus do submundo. – Imperador Hades... O senhor está debilitado...

 

- Desapareça daqui, Hypnos... Está me dizendo que não sou capaz de enfrentar um mero humano como este? – Um pulso de energia faz o chão aos pés do deus rachar e explodir numa parede fogo verde que se erguia até alguns metros acima do deus. Hypnos se afasta e contrai os olhos de forma concentrada. – Já faz um tempo que quero sentir...

 

“Tem dois deuses aqui... E eu nem mesmo consigo me mover...” – Sora estava de quatro agora, os dedos fincados no chão como presas na carne. Sua boca contorcida num misto de fúria e impotência. – “O que eu faço?!”

 

Hades desce a escadaria e caminha até o limite da ponte.

 

Heze desaparece com um lampejo. Seu punho esquerdo estava fechado e ele agora caia vindo de cima do deus. Estava pronto para acertá-lo, mas um movimento de espada gera uma corrente negra que o arrebata para o outro lado do campo. Sua mão esquerda toca o piso e arrasta para trás até chegar perto de uma das fontes de água laterais.

 

- Com seu corpo neste estado... Eu conseguirei ao menos acertá-lo, Hades! – O dito cavaleiro de virgem se põe de pé. Suas mãos tremem frenéticas, como estivessem apertando alguma coisa, e então se fecham incendiadas por seu cosmo dourado. Seus cabeços negros ziguezagueiam para frente e para trás e seus olhos em brasa encaram todo aquele ébano da Surplice do deus. – Toda a minha vida eu estive aqui... Conversando... Não é mais o memento! Só me resta agir!

 

Trombas d’água erguem-se das fontes laterais formando pilares transparentes e brilhantes. Pedras começam a se soltar do chão, criando fissuras incandescentes.

 

- Há outras duas portas, Hypnos. Saia daqui e tente descobrir o que pode estar acontecendo comigo... Deixe o outro humano... Para que ele possa assistir. – Hades volta-se completamente para Heze e as asas de sua Surplice se agitam para cima, fazendo com que plumas negras se desprendiam e caiam suavemente. – Eu ficarei aqui...

 

- Eu nunca imaginei... Que viveria para ver isso... – Sua mão direita ergue-se ainda brilhando em ouro. A esquerda repousa à frente do estomago. Os trapos que trajava estavam quase que se desprendendo por completo e agitavam-se de forma violenta. Algumas mechas negras passavam por cima do seu nariz e atravessavam o rosto, deixando ainda mais evidentes os globos em brasa. Seus lábios se contraem e se abrem num potente grito. - Pantodýnamos Manteío!

 

Seus olhos ficaram brancos, uma esfera de luz extremamente forte surgiu da palma de sua mão esquerda e cresceu. Cresceu até que tudo ficasse completamente branco. Até o tempo parar.

 

“Isso é...” – Hypnos via apenas todo ao seu redor perder o foco. Em seu rosto uma expressão incrédula observava seu próprio corpo ser consumido por toda a luminosidade. Hades, Sora, O interior da porta do Passado. Tudo fora tragado. – “Não é possível!”

 

Um tremor abala toda a cidade por um instante. As pessoas olham aturdidas em direção ao templo de Delfos, que agora já não existia mais ali. Em seu lugar havia apenas um campo negro com pontos brilhantes e linhas paralelas prateadas que se cruzavam. Os rastros de uma Hiper Dimensão.

 

[Porta do Presente]

 

As paredes de pedras erguiam-se em enormes corredores com diversas encruzilhadas e curvas fechadas, destrinchando todo o espaço. Um gigantesco labirinto em meio à escuridão.

 

Tohma caminhava às cegas tateando as paredes e tentando absorver os sons naturais. Brisa, correnteza de água, e por um instante pensou ter ouvido os assobios de um passarinho. A sola metálica azul-prateada da armadura produzia um ruído pontual a cada passo.

 

Mais alguns metros e ele viraria para a esquerda, que era sua única opção.

 

Tomey sumira logo depois que atravessaram o portal. O que mais intrigava o cavaleiro é a falta de uma porta para chegar até ali. Simplesmente acordara em um dos corredores. A caminhada parecia que já durava horas, mas ele em nenhum momento pensou em se desesperar, por mais que o silêncio o pressionasse.

 

Antes que seu pé esquerdo tocasse mais uma vez a pedra empoeirada todo o labirinto treme. Um tremor extremamente intenso que faz as paredes balançarem e a poeira se desprender, se espalhando por todo o seu campo de visão.

 

- O que foi isso? – Ele fica estático, olha para trás, fazendo seus cabelos balançarem, e aperta os olhos para tentar enxergar. Havia uma fina luz do lugar de onde acabara de vir. – E se for só um... Teste... Pense, Tohma...

 

A luz mais ao fundo fica meio tênue e pisca algumas vezes. Pareciam raios em meio às nuvens escuras de uma tempestade. Ele agora se volta totalmente em direção a ela e da alguns passos até parar mais uma vez.

 

- Eu acabei de vir de lá... Não havia nada...

 

Na esquina seguinte, oposta ao lado que ele olhava agora, o som de água corrente se intensifica e o vento traz uma pequena folha de árvore que pousa em seu pé direito, em seguida queima produzindo pequenos pontos avermelhados que sobem e desaparecem em meio à escuridão.

 

A parede da esquerda racha. Linhas douradas iam surgindo e formando um desenho em baixo relevo. La estava a chama da porta do Presente que ele vira antes de entrar ali.

 

- Nem um lado nem o outro... Esse tempo todo eu só... – O Pégaso sorri e ergue o braço direito até a altura dos olhos. – Devia ter me decidido...

 

Uma áurea azulada o envolve como se estivesse em chamas e então seu soco atinge com força a parede. Todo o labirinto racha de lado a lado e explode em milhões de pedaços. A realidade ia mudando como um espelho que as poucos iam se desgrudando da madeira e revelando outro cenário. La estava um enorme jardim. As mais belas flores, o mais limpo céu e o mais intenso sol.

 

- Esse lugar é...

 

Alguns passarinhos voavam baixo ali, indo de árvore em árvore. Um pequeno rio corria mais ao fundo. Ele conhecia este lugar.

 

O cavaleiro caminha até um pequeno mirante mais à frente, com elevação de cinco degraus e quatro colunas que sustentavam madeiras cruzadas e enfeitadas com plantas. Ele conhecia aquele lugar.

 

- Eu me lembro desse lugar... Foi aqui que o senhor Kaus me encontrou...

 

“Foi aqui a decisão mais importante do seu destino, Tohma...”

 

A voz feminina falou diretamente com o seu interior. O cavaleiro procura por um instante, mas logo se conforma de que não achará nada e então volta a observar o lugar.

 

- Posso te perguntar uma coisa? – Ele olha para o céu, imaginando que talvez a voz viesse de lá. – Eu entrei na porta do Presente... Porque está me mostrando o passado?

 

“O presente talvez seja o mais importante dos caminhos... No passado você tomou as decisões que te trouxeram até aqui e aqui você tomará as decisões que o levaram até o futuro...”

 

- Entendi... Só não vejo como poderia me ajudar agora...

 

“Observe, mais à frente...”

 

Um borrão vinha descendo do céu. De longe parecia uma águia, mas logo se tornara grande de mais para tal e pousou bruscamente no terreno do outro lado da margem do pequeno leito do rio. Um cavalo... Um Pégasus.

 

- Eu não me lembro disso... – O cavaleiro corre até a margem mais próxima e se abaixa atrás de um arbusto para observar mais atentamente, acreditando que seria melhor se ninguém o visse ali.

 

O animal levanta, estava com a pata esquerda machucada na altura do joelho e carregava uma enorme bolsa presa em seu tronco. Ele cai logo em seguida, mas toma cuidado para não esmagar o embrulho e logo em seguida suas asas se fecham como um manto para protegê-lo.

 

- Aquilo ali... Eu?

 

“Vindo de uma cidade devastada... Um garotinho de poucos anos fora atrelado ao animal do homem que cuidara dele até aquele dia... Talvez o único sobrevivente.”

 

- Porque não posso ver a cidade? Eu não consigo me lembrar dela... Não me lembro de nada que aconteceu antes... – Tohma se põe de pé e agora gira olhando para os quatro cantos do jardim. – Eu, O único. O que aconteceu lá? Diga... Por favor...

 

“Os deuses confrontaram-se pela primeira vez depois de anos naquele dia...”

 

A voz finalmente ganhara forma. Uma mulher jovem azul-pálida transparente, cabelos encaracolados e um vestido longo que cobria até seus pés planava à sua frente.

 

“Talvez assim você possa ver...” – Ela toca em sua testa e seus olhos brilham.

 

Na mente do cavaleiro as imagens foram surgindo aos poucos.

 

Ruas inundadas, fogo nos telhados de palha. Um homem tentava desesperadamente prender o embrulho no cavalo e ordenava-lhe alguma coisa. Aos seus pés jazia uma bela mulher loira da mesma idade.

 

A casinha estava quase caindo aos pedaços. Após prender com força a fivela e dar um tapa no traseiro do animal, que relincha e em seguida corre em disparada em direção ao campo, o homem é acertado nas costas por uma lança.

 

Do céu via-se uma cúpula brilhante no centro do local, onde provavelmente os dois deuses digladiavam. Todo o resto fora arrasado por ondas gigantescas que vinham do litoral e levavam tudo em seu caminho. Corpos, animais, entulhos.

 

O cavaleiro volta a si e cai de joelhos, as mãos agarrando o capim com força e os cabelos cobrindo-lhe o rosto.

 

“Não feche os olhos ainda, Tohma... O ponto decisivo de sua vida é aqui...”

 

- O Pégasus... – Ele olha para o animal que o protegia com as asas. As árvores mais ao fundo produzem um ruído quebradiço e então dois homens surgem correndo apressado. Um deles estava bastante machucado e usava apenas uma calça de couro, o outro trajava uma armadura de ouro com vistosas asas. – Mestre Kaus...

 

De longe foi possível vê-lo apontar para o animal e correr em direção a ele no instante seguinte. De início, a luta para não mostrar o que carregava, mas depois de alguns carinhos, ele abre as asas e revela o pequeno Tohma dormindo calmamente. Um garotinho de uns cinco anos de idade.

 

- Ainda não entendo... O que isso tem a ver com a minha situação atual? – Tohma olha para a mulher, que retribui com um sorriso. – Tem uma guerra acontecendo... Eu preciso lutar... Por Atena!

 

“É justamente este o ponto, Tohma. No momento em que Kaus de Sagitário o levou ao Santuário, ele mudou a sua natureza. Isso não deveria ter acontecido. Sua devoção por Atena... Custará muitas vidas, incluindo a sua e a de da deusa.”

 

- Eu jamais permitira que ela fosse sequer atacada diante de mim... A protegeria com minha vida e expulsaria qualquer inimigo! – Ele agora estava de pé e com um tom de voz ameaçador. Ele para por um instante para ver o que acabara de fazer e fica com um olhar perplexo. – O que eu...

 

“Instabilidade emocional... Você costumava ser mais centrado, mais calculista. Não vai poder defender Atena... Se você for a ameaça...”

 

[Porta do Passado]

 

- Pantodýnamos Manteío!

 

A voz de Heze ainda ecoava por todo o lugar. Desta vez havia apenas um gigantesco salão com piso de mármore. Sem paredes, sem teto, sem pilastras.

 

O dito cavaleiro de Virgem estava de pé diante do imperador do mundo dos mortos, sozinhos.

 

- Mesmo sendo um homem... Você conseguiu mover o corpo de um deus até aqui com este “Oráculo Onipotente”. Sinto uma energia estranha fluindo de você... E uma áurea que já conheço. – Hades guardara a espada na bainha e suas asas agora estavam ocultas mais uma vez por sua capa negra. Seus olhos cor de mar fulminam os olhos de brasa de Heze. – Temis...

 

- A mulher que deu origem à minha existência. Apenas isso... Mas estou feliz de saber que o impressiono, deus... – Heze sorri e estende a mão direita em direção ao deus, no centro dela um ideograma da cor de uma flor de lótus brilhava. – Acreditei que Hypnos poderia interferir e então resolvi nos trazer até aqui para resolver sua questão... Permita-me ser o seu Oráculo...

 

- ... – Hades continua o observando e apenas inspira e espira. Seu olhar inabalável.

 

[Continua]

Editado por Everton Brandão
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Gostei, Everton. Mesmo.

Heze me pareceu ser um personagem extremamente poderoso E confiante, apesar de não ser louco. Sabia que tinha uma boa oportunidade de vender Hades debilitado, porém sabia também que não conseguiria enfrentar Hypnos junto e por isso foi-se embora. hehe Até então curti a personalidade dele, apesar de ser bem overpower. Só o final que fiquei em duvida, Heze filho de Temis e quer ser o Oráculo de Hades. Quer mostrá-lo por que está daquele jeito...

Por um momento pensei que estaria traindo Atena, por outro lado talvez não. Fiquei bem confuso com essa parte e isso é legal, deixou um suspense interessante.

 

Gostei de Hades e Hypnos também, foram bem apresentados até então. Só fiquei com dó de Sora mesmo, coitado XD

 

Tohma continua... Nada. hehe Só duvidas e irritação. Sinceramente estou ansioso pra saber o que vai sair no final de tudo isso, por que até então...

Vi que o Oráculo mostrou a ele seu passado e que o fato de Klaus tê-lo acolhido e tê-lo levado até Atena acabará por ocasionar problemas grande a deusa, mas não entendi o por que... Tohma se impressionou com sua forma violenta de agir? Ele é instável, mas isso já era meio óbvio desde o momento que ele apareceu, mas a ponto de ser uma ameaça.

 

No geral adorei o capitulo, mas me deixou mais confuso que com perguntas respondidas, mas que imagino que venham na próxima. Ansioso.

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Heze, Heze, Heze... Talvez o meu gosto por ele ajude na hora de escrever. Vocês, leitores, me fizeram gostar um pouquinho mais do Linteun... E agora mais ainda do Heze. hehe.

 

Todo esse mistério envolvendo o cavaleiro de Pégaso será resolvido no dois próximos capítulos, últimos desta primeira "temporada". De início eu cogitei um combate direto entre Hypnos e o cavaleiro de virgem, mas acabei desistindo... Quero mostrar um combate mais frontal, direto e intenso, e com o deus do sono não dava pra ser tão assim. Sora também será mais atuante nos próximos dois, só terá que tomar cuidado com onde pisa.

 

Tomey, que desapareceu, não irá revelar até segundo momento a experiência que ele teve. Talvez eu faça uma história lateral para ele.

 

Boa leitura aos próximos. =)

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Como o Mark disse, deixou mesmo um suspense interessante sobre o Heze. Primeiramente, o cara é extremamente poderoso ao ponto de levar Hades até uma dimensão paralela e após, se ofereceu a ser o Oráculo de Hades. Presumo que ele está fazendo isso para descobrir porque Hades está assim e também, tentar matá-lo, permanecendo como um fiel Cavaleiro de Atena.

 

E essa foi a parte que mais me empolgou. Tohma não me desperta interesse em nada por enquanto, embora confesso que tenha achado interessante saber um pouco mais do seu Pégaso.

 

Bacana que você está criando bons suspenses para nos manter amarrados à trama. Bem legal!

 

Agora é esperar o próximo e ver como se dará a definição da situação de Heze com o Imperador Hades. Abraços.

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Eu espero do fundo do meu coração que o que eu preparei para o Tohma agrade a vocês, pq ta osso... XD

 

Heze está sendo sem dúvidas o que eu queria que ele fosse... O centro das atenções.

 

De fato eu tentei criar uma certa quantidade de suspense, desenvolver cada personagem com cuidado, vagarosamente, só que não estava agradando, como foi o caso da Perséfone, que confeso, me vi obrigado a tirar de cena. Enfim... Faltam só dois capítulos. =)

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Atualizada!

 

Linteun fantástico! Que guerreiro de Peixes perfeito, poderoso, imponente. Agora, esse súbito apego a Perséfone foi o quê? Ele se apaixonou por ela? E a guria que ele gostava no inicio da fic?

 

O outro destaque foi Heze. Ele é filho de Têmis mesmo? Se for melhor ainda! Gostei de cada cena dele até agora, seus diálogos e sua imponência peitando dois deuses!

 

Hades e Hypnos estão ótimos também, agindo como devem agir. Muito bom!

 

Já Tohma está mais do mesmo... Enfim...

 

Nessa fic a única mulher que atua é Perséfone é? Cadê Atena e as amazonas? Quero ver mais personagens femininas, Everton!

 

Parabéns e abraços!

Editado por *Jeu*
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Certa vez... O deus fez aquilo que nunca queria ter feito...”.

 

Não era normal para ele caminhar num dia claro e em meio a um campo aberto tão vasto e cheio de flores. O deus trajava apenas uma túnica negra e não estava munido de nada.

 

Ele sabia que era errado, mas precisava vê-la mais algumas vezes. A beleza, a doçura, a diferença que ela fazia perante qualquer outra existência neste

mundo.”.

 

Havia uma mulher sentada em um banco de madeira no meio do jardim de cravos. Cabelos longos lisos e de um profundo negro. Seu penteado era ornado com cachos simples e tranças que iam da frente da testa até um simples nó atrás. Pele morena clara e um longo vestido branco de seda enfeitado com flores de rosas de cetim, que deixava seus braços à amostra. Ela estava com a mão esquerda erguida e no dedo indicador repousava uma borboleta. Umas das várias que a cercavam.

 

A conhecera numa noite tempestuosa em que vagava às escondidas nos arredores de Elêusis, um dos poucos lugares que os humanos usavam para cultuá-lo. Não era do feitio do deus, mas ele a acolhera como igual. Uma humana que mais parecia uma deusa. A mais perfeita criação.

 

Ele se aproximou aos poucos, não queria assustá-la. Seu rosto não estava feliz, mas sua boca se fechava num traço curvado para cima que era quase um sorriso. Ao pisar num galho a atenção da moça é chamada.

 

- O senhor veio! – As borboletas se espantaram quando a mulher levantou-se e sai correndo em direção ao deus, dando-lhe um forte abraço. – Pensei que viria mais para me ver, Imperador Hades...

 

- Eu jamais deixaria de visitá-la... – De início ele se assustou com a ação. Suas pupilas se contraíram e formaram um pequeno ponto quase inexistente nos olhos verde-mar do deus, mas logo voltaram ao normal. Ele retribui o abraço. Ela era bem mais baixa que ele, chegava apenas até a altura do seu peito. – Só não poderei vir tantas vezes...

 

Seu desejo era não retornar ao lugar fúnebre de onde viera. O deus passaria toda a eternidade observando a bela dama dançar ao som de qualquer lira

ou flauta.”.

 

O sol já estava quase se pondo. Ela estava deitada na grama de braços abertos, observando o surgimento das primeiras estrelas no céu e ele em uma pedra grande a alguns metros.

 

- Elas são tão lindas, não é? As estrelas... O céu também... – A moça se senta e retira algumas folhas que ficaram presas em seus cabelos. Ela olha na direção dele e fica vermelha ao perceber que estava sendo atentamente observada, olhando no em seguida mais uma vez para o céu. – Não falou muito hoje...

 

- Em breve terei que partir... Quando Perséfone der por minha falta... Se der por minha falta... Irá me procurar. – O deus se põe de pé e caminha até ela, estendendo a mão para que se levantasse.

 

- Seus olhos são tão lindos... – Ela segura a mão dele e então fica de pé. Não se importara em encará-lo tão diretamente agora. Ela tinha olhos lilases que agora brilhavam com o reflexo de alguns dos pontos luminosos no céu.

 

- Os seus também são. Ah, queria te dar um presente... – Hades põe a mão esquerda dentro das vestes e remexe algo por dentro até pegar uma caixinha de madeira que cabia na palma de sua mão. Ele a entrega e se afasta um pouco. – Abra.

 

- Um presente... – Ela segura a caixinha com as duas mãos e a abre com a direita. O interior tinha uma almofadinha negra e nela repousava um colar. Na ordem do enfeite, havia sempre duas bolinhas marrons do tamanho de um caroço de feijão e pedrinhas cristalinas que lembravam sementes de girassol. O ergue até a altura da boca, mas logo em seguida devolve ao deus. – Coloque...

 

- Vire-se... – Suas mãos giram os ferrinhos que eram usados como feixe e o colar se abre. Ela vira de costas e suas mãos seguram os longos fios de cabelo para que ele passe o objeto por seu pescoço. Cuidadosamente ele gira as pontas e fecha. – Pronto.

 

Talvez aquela fosse a ultima lembrança.

 

- Eu preciso ir agora... – Hades se afasta com uma feição séria. O vento sobra seus cabelos e a túnica que usava para a esquerda, assim como faz com o vestido dela.

 

- E quando você irá voltar?

 

- Eu não sei, mas em breve... – Seus pés afundam na grama a cada paço, ele passa por ela e continua subindo a colina, distanciando-se cada vez mais sem olhar para trás. Sua voz estava carregada de pesar.

 

- Ei! – Ela corre até ele e o abraça por trás e encosta seu rosto nas costas do deus com um leve sorriso. – Obrigado por ter vindo...

 

Ela não possuía mais ninguém neste mundo. Simplesmente caíra ali. Sem mãe, sem pai, sem irmãos e principalmente, sem memória. Ele era o único laço que ela tinha.

 

- Está tudo bem... – Hades vira-se para ela e mais uma vez retribui o abraço.

 

“O deus faria algo que nunca fizera antes em sua longa existência. Queria saber como era, sentia um enorme impulso de fazer aquilo, mas talvez fosse melhor que ele não a visse mais nunca... Talvez fosse melhor que depois daquilo que ele pretendia fazer, os dois mais nunca se vissem. Era arriscado, mas ele precisava fazer.”.

 

Sua mão esquerda fora até o queixo dela, ergue sua cabeça com delicadeza e eles se encaram por um longo tempo. Um beijo, foi o que acontecera em seguida.

 

Um gesto que mudou tudo...

 

Eles se afastam e em seguida o deus some. Ela cai de joelhos chorando, porém, sorrindo.

 

“Dias foram se passando. Ela sempre voltava para aquele mesmo lugar, mas ele não. Com pouco tempo algo começou a mudar.”

 

Ela estava em um casebre, sentada numa cadeira de madeira e observando o céu estrelado pela janela, a mão esquerda sobre a barriga e as chamas das velas tremendo na mesinha ao lado.

 

O beijo de um deus, que certa forma era tão puro, gerara uma criança. Porém, ele nunca saberia disso... Até agora.

 

Os meses se passaram, ela agora caminhava por uma tortuosa estrada de barro, caminhava em direção à cidade mais próxima, pois sentia fortes dores na barriga. Pelas suas contas a criança nasceria em breve.

 

Quando finalmente avista o portão ela sorri, mas perde forças e cai desacordada. Alguns soldados que protegiam o lugar correm para socorrê-la.

 

Dias mais tarde ela acordara com ele nos braços. Seu pequeno filho, nascido em meados de julho. Não era um bebê comum. Tinha cabelos grandes e olhos tão intensos quando os do pai. Era forte, gordinho em relação aos outros.”.

 

Talvez ela estivesse doente, pois estava magra em excesso agora. Sua beleza parecia ter se esvaído nos últimos tempos. Ela chega com a criança nos braços e a entrega a um casal de moradores da mesma cidade em que deu a luz. Estava com medo de morrer e deixar seu filho sozinho.

 

Ela partiu em viagem e sumiu como o vento. Talvez em busca deus, talvez tentado evitá-lo agora. O que ela nunca imaginou... É que a criança um dia

encontraria seu pai.

 

Globos de luz azul voavam na direção do deus, mas ele simplesmente encarou o humano e o arrebatou para longe. À Sua frente, ela, a fonte de toda a sua ira. Atena e o Grande Mestre.

 

- Não irei permitir que estes humanos continuem... Estes seres impuros... Impregnados de maldade... – A voz do deus do mundo dos mortos soava desprezo, seus olhos contraiam-se de nojo e misturavam-se à sua expressão de repugnância. – Não vou permitir que você, sua pirralha, continue a desafiar nós, que somos deuses superiores... Mesmo que o Olimpo feche os olhos para suas atitudes. Eu declaro guerra neste instante...

 

Desde aquele encontro, o deus vem se sentindo ruim... Debilitado. Enquanto sua personalidade funde-se aos poucos à do seu filho numa estranha conexão, bem como sua vitalidade é tomada de forma desenfreada. Aquele encontro girara as engrenagens para a mais terrível história de tragédia da

Grécia.”.

 

Capítulo 12: Hades e Tohma

 

O imperador do mundo dos mortos estava estático. A estada que empunhava estava repousada no chão. Nem percebera quando as asas negras de sua Surplice se agitaram mais uma vez. A voz de Heze ainda ecoava em sua mente como trovões. A boca aberta numa expressão anestesiada.

 

- Pandora... – Sua mão esquerda ergue-se até a altura dos olhos. Estava tremendo. – Isso é impossível! Aquele homem... Ele não pode ser...

 

[Porta do Presente]

 

As imagens por fim terminaram de passar na mente do cavaleiro. Ele caíra para trás enquanto as ultimas cenas finalmente perdiam o foco. O braço direito cobria parcialmente o rosto que desaguava em lágrimas desesperadas.

 

- Filho... De Hades... – A boca estava seca e sua garganta queimava. Ele não conseguia mover um único músculo depois de tudo que acabara de descobrir. – Não pode ser... Isso é impossível! Eu não...

 

“É inevitável, Tohma... Por mais que você queira proteger Atena, esta ligação que você possui com Hades pode se intensificar. Em uma espécie de surto a deusa da terra pode morrer por suas próprias mãos.”. – A mulher que lhe contara a história estava quase sumindo agora, ela observava com tristeza o Pégaso abatido. – “Não há nada que você possa fazer...”

 

- E se eu... – Ele para e raciocina por um instante, logo em seguida se senta com dificuldade. – E seu eu morrer? Hades também morrerá?

 

“Seu exímio desempenho em combate... A vitalidade que possui para lutar e a facilidade que tem em se curar são provenientes do poder de Hades. Mesmo que tente, provavelmente nunca conseguiria se matar, mas ele... – Ela para por um instante e começa a levitar para mais alto. – “Ele pode te matar, assim como você pode fazer o mesmo com ele...”

 

[Porta do Passado]

 

- Minha imortalidade... Abalada por... Por um beijo?! – A ira começava a surgir em seu rosto mais uma vez. A mão direita se estende para o lado e a espada brilha com uma áurea vermelha e voa até ele. Suas sobracelhas curvadas para o centro em sinal de raiva. A voz do deus soava potente agora. – É por isso que eu não acredito... Eu não acredito nesse maldito amor do qual todos falam...

 

- Não acredita? Bem... É uma pena. – Heze ergue o braço direito para o alto e seus dedos brilham numa áurea dourada. O espaço acima de sua cabeça se distorce numa espiral e dentro dela surge o metal em forma de anjo ajoelhado. A armadura de Virgem. – Deu trabalho, mas consegui localizar a essência da armadura presa num lugar distante daqui. O meu cosmo a trouxe de volta!

 

A armadura se desmonta e voa em direção ao corpo de Heze. As peças de ouro vão se encaixando perfeitamente até fornecer a mais perfeita proteção.

 

- A armadura de Virgem! – Ele pousa de frente para o deus com o elmo debaixo do braço direito. A armadura brilhava mesmo sem haver luz ali e produzia um lampejos dourados. – Talvez com ela eu consiga te mostrar... Um pouco do que há de mais forte neste mundo!

 

- Você? O mais forte no mundo!? Quando insolência... APAGAREI A SUA EXISTÊNCIA ANTES DE IR ATRÁS DO PÉGASO ONDE QUER QUE ELE ESTEJA! – O deus voa em disparada contra Heze e o cavaleiro faz o mesmo.

 

O choque da colisão arrasa o chão e cria um turbilhão negro e dourado que os manda de volta para trás, mas logo em seguida o ataque tem continuação.

 

Hades tentava atingir o cavaleiro com a espada, enquanto o mesmo se defendia com os antebraços e girava na própria órbita para se esquivar.

 

O deus salta para trás e movimenta violentamente a espada para a direita, fazendo surgir uma lâmina vermelha curvada na horizontal que voa mortalmente contra o cavaleiro e o atinge em cheio. Heze tem seu corpo paralisado por ondas elétricas que envolvem seu corpo e explodem levantando muita fumaça no campo de visão.

 

- Uma habilidade certamente muito bem desenvolvida... Mas eu ainda posso sentir o seu cosmo! – Ele gira nos calcanhares e balança a espada mais uma vez, deixando um rastro no ar. A lâmina atingira Heze no peito e o fez voar para o outro lado do campo. Hades para e aponta a espada para o cavaleiro. – Você consegue atravessar dimensões de maneira excepcional, porém... Não é tão veloz quando deveria ser...

 

- Tem bons olhos, Deus... – Heze se ergue sério e assume mais uma vez a postura de combate. – Conseguiu enxergar através da minha técnica...

 

- Foi por isso que quando o ataquei ainda dentro da porta do Passado você não foi consumido. Toda vez que recebe um golpe você desaparece e reaparece no lugar que estava originalmente... Um ciclo de defesa bem interessante. – Uma corrente em espiral vermelha de linhas sinuosas envolve o deus dos pés até a cabeça. – Quem foi o seu mestre?

 

- Propos de Virgem... E... Dabih de Capricórnio, O Grande Mestre! – Heze se curva para a frente, seus cabelos negros cobrindo o rosto e as mãos penduradas como se ainda estivesse com os grilhões, em seguida some do campo de visão do deus.

 

O chão explode em pilares de luz que formavam um círculo em volta de Hades e que aos poucos vão se fechando numa cúpula brilhante. Heze reaparece voando bem acima da cúpula e com as duas mãos apontadas para ela.

 

- Observe, Hades! Esta é a determinação de Heze de virgem! – O céu acima do cavaleiro pisca e três raios caem como lanças em direção à cúpula formando um triângulo. – TEMIS KATASTROPHI!

 

Todo o ambiente explode produzindo um barulho ensurdecedor e criando línguas de fogo que voavam em todas as direções. O cavaleiro de virgem é mandado para longe com a pressão.

 

Muita fumaça negra preenchia todo o ambiente agora, e quando finalmente começava a desaparece via-se o resultado da combustão do golpe.

 

Uma gigantes cratera fumegava no círculo que surgira em volta de Hades. Heze pousa com os joelhos dobrados e a mão direita no chão. Aos poucos os fios negros vão colando-se às suas costas.

 

“Talvez isso ao menos o atordoe...” – O virginiano fica ereto e ao sinal de dar o primeiro passo é surpreendido. Ao vislumbrar o brilho da lâmina ele projeta o corpo para trás e vê a espada quase atingir seu rosto, em seguida rola para a direta e ouve a arma atingir o chão. Hades estava bem próximo dele. – “Não o atingir!”

 

O chão em que o cavaleiro estava parado se desprende e começa a planar, bem como vários outros pedaços de pedra que enfeitam todo o cenário.

 

“Ergueu as pedras para dificultar meus movimentos...” – Heze fica de pé mais uma vez observando atentamente o ultimo lugar de onde Hades atacara. A pedra em que ele estava continua subindo, passando por várias outras. – “Tenho que tomar cuidado...”

 

- Entendeu agora, Filho de Temis? Este é o poder de um deus!

 

Uma gigantesca esfera negra surge acima do cavaleiro de virgem e desce em direção a ele extinguindo as pedras que voavam no caminho. Ele continuava subindo, praticamente paralisado. Seria acertado a qualquer momento.

 

“Só me resta...” – Ele salta para trás e pousa numa outra pedra mais abaixo, ainda assim estava a uns dez metros do chão. Une as duas mãos que brilham mais uma vez e espalham uma luz por todo o lugar. – Rihã!*

 

O ambiente todo se desfaz e some.

 

Eles estavam agora mais uma vez no ponto de início da porta do Passado, porém as pedras vieram junto e ainda planavam no caminho. Sora e Hypnos estavam lá, parados no mesmo lugar.

 

Hades reaparece, pulando de uma pedra que estava vem no topo e pousando ao lado do deus do Sono.

 

Uma das pedras cai em direção ao cavaleiro de Apus, mas ele é rapidamente resgatado por Heze, que o agarra e o leva para onde antes estava o púlpito que o mantinha selado em Delfos.

 

- Esta é... A armadura de virgem! – Sora olhava incrédulo para a armadura. Após se firmarem em solo, ele se afastado do cavaleiro e entra em posição de ataque observando os dois deuses. – O Que aconteceu?

 

- É uma longa história... Por hora eu preciso que você me ajude. – O virginiano não retira os olhos dos oponentes. Ele se aproxima de Sora até estar numa distância perfeita para comunicar o plano. – Este lugar é muito apertado... Se eu for combater com os dois aqui corro o risco de morrer... Temos que levar os dois para fora.

 

- E o que pretende fazer? Eu posso ajudar...

 

- Eles sabem que tem vantagem aqui dentro... Então talvez eu tenho que destruir o palácio. Preciso apenas que crie uma distração. – Heze se afasta mais uma vez e envolve seu corpo com cosmo.

 

- Não podemos! Meus companheiros estão em outra porta do templo!

 

- Quem são estes seus companheiros? Talvez eu consiga resgatá-los...

 

- Vocês vão ficar ai parados?! Eu o matarei, Virgem! – Hades surgira como um feixe de luz diante do cavaleiro, sua espada pronta para acertá-lo, mas tanto ele quando Sora somem após o golpe ser desferido. O deus olha para cima e os vê planando em uma das pedras no alto. Seus pés o dão impulso e ele sobe com um instinto assassino estampado no rosto.

 

- Sora! Agora!

 

Plumas coloridas surgem em meio às pedras flutuantes e se espalham pelo lugar. Hades pousa em outra pedra e passa a observar. Não havia sinal da presença de nenhum deles ali.

 

- Umô Rakuen... Penas do Paraíso! – O cavaleiro de Apus surge numa pedra diante do deus, cara a cara. A voz de Sora preenche todo o lugar, As penas começam a girar com velocidade e então voam contra o oponente.

 

Ao tocar a Surplice elas vão desaparecendo e se transformando em cinzas. E antes que o jovem pudesse fazer mais um movimento a lâmina bate contra o metal e atravessa a carne.

 

Hades segurava o cabo da Espada com as duas mãos e fitava vidrado os olhos castanhos de Sora se arregalarem e se contraírem. Sua boca se abrir num arfar desesperado e as gotas de sangue caírem lentamente no chão.

 

Muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. As pedras explodem, as paredes vão sendo desintegradas por sucessivos impactos. A ponte, o chão, as pinturas. Todas são devoradas pelo turbilhão feroz de energia que surgira de algum lugar acima de todos.

 

Nenhum sinal de Heze. O templo estava desabando.

 

O lado de fora a construção branca era envolvida por uma densa nuvem de poeira e fumaça. A cidade toda estava abalada.

 

[Continua]

 

_______________________________________________

 

O capítulo desta semana foi publicado mais cedo por conta das comemorações de fim de ano. Nos próximos dias o 13º também será lançado e encerrará a primeira temporada. Após o próximo, haverá um hiato de 6 semanas até o início da próxima no dia 04/02.

Editado por Everton Brandão
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Dois Capítulos lidos!

 

É incrível a tamanha surpresa que apresentaste nesta fic, a origem do famoso poder semidivino latente de Pégasus, jamais eu próprio teria pensado nisso por conta do meu conhecimento da mitologia grega e coragem em escrever algo diferente. Louvo este ponto de mérito pela tua criativa, suspense e uma surpresa inesperada.

 

Só pelo fato de Tohma ser um semideus e sua ligação de CDZ inventada, Heze é também outra surpresa agradável, um filho de uma titânide.

 

Parabéns, meu filho. Surpresas não estão faltando e espero que nos possas postar mais coisas desta magnitude.

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Quando se lê a mitologia de Hades é fácil perceber que o mesmo não era como os outros, que saia fazendo filhos a rodo... Justamente por isso é mais fácil de ser criar algo. Não preciso ficar me pegando a certos detalhes, que até nas obras originais são ignorados ou transformados. Essa época tem tantas versões que no fim das contas a gente trabalha com mais liberdade

 

Na outra versão a fic, Os fios da vida do Pégaso e de Hades tinham sido misturados pelas três moíras... Algo meio irreal vendo de hoje, então pensei em usar algo mais natural e aceitável, como você mesmo comentou comigo no facebook...

 

De todo modo, espero agradar todo mundo. =)

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Depois de um bom tempo sem comentar tua fic Everton, tirei o dia para me atualizar na Fan Fiction e dar meu comentário também.

 

Vamos lá.

 

Capítulo 08 – Dogma

 

Achei o capítulo bem legal, no começo achei um pouco confuso, mas essa sensação passou.

 

Estava tudo bem descrito, a cena da batalha de Minos o de Virgem foi muito boa, apenas estranhei ele perder assim tão facilmente.

 

Liham se mostrou muito perdido, como eu não sei nada sobre ele e por isso tive certo “estranhamento”.

 

Capítulo 09 – Meu próprio caminho...

 

Eu gostei...

 

Esteve tudo muito bem ambientado, a ação foi algo essencial que não faltou no capítulo.

 

O final me deixou bastante curioso, não resisti e continuei a ler a Fanfic.

 

Capítulo 10 – O filho dos Deuses

 

Novamente a trama esta me prendendo, gostei bastante Everton, mesmo.

 

Tohma é chato ainda mais quando é o queridinho.

 

Estou gostando bastante do Sora, esse sim é um bom personagem, agora Heze...

 

Cara, personagem ótimo caro Everton, um cara imponente, sereno, majestoso, muito bom mesmo cara.

 

O final foi muito bom com a chegada dos Deuses.

 

Como eu disse antes gostei bastante.

 

Capítulo 11 - Pantodýnamos Manteío

 

Heze novamente me surpreende, muito poderoso e confiante. Hehe

O fato de ser filho de Têmis já aumenta minha curiosidade sobre ele, personagem ótimo... Foda!

 

Uma coisa: Ele que ser o oráculo de Hades? Então está traindo Atena? Deixou um bom suspense no ar.

 

Agora... Tohma... Chato, bem chato mesmo.

 

De qualquer forma gostei bastante.

 

Capítulo 12 – Hades e Tohma

 

Goste bastante, mas uma coisa que me incomoda é você cortar bastante as cenas, mas nem leve em consideração o que eu disse, só me incomoda por que causa certa confusão.

 

Thoma filho de Hades? Pelo visto ele é um grande problema...

 

O combate entre Heze e Hades foi muito bom, não só em descrição mais também no enredo que vem em uma ótima crescente.

***

Agora sim... ATUALIZADO!!!!!!!!

 

Essa ultima parte é para fazer uma ressalva Everton.

 

Amigo, por favor, muita gente já disse isso e eu não vi evolução nesse quesito, cara revise o texto antes de postar, no capítulo 08 surgiram vários erros seguidos que se tornavam insuportáveis.

 

Aproveito também para te convidar para ler e comentar minha Fan Fiction: Saint Seiya – Século XIV – Batalhas Sangrentas.

 

Bom é isso... Na espera do próximo.

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Que bom que gostou, @Perseu! Hahahaha. É muito gratificante quando o trabalho da gente é elogiado. =)

 

O capítulo do Dogma foi intencionalmente confuso... Hehehe. Era meio que uma primeira pessoa em terceira pessoa. O leitor ficou tão desorientado quanto o próprio Liham.

 

Sora ganhará um especial mais para a frente, mas quem leu o 12 sabe o que aconteceu com ele... hehehe.

 

Tohma e Hades é a questão agora. Vou tentar responder qualquer pergunta em aberto. Preparem-se para um capítulo muito movimentado!

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Bom capítulo.

 

Caramba! Que reviravolta surpreendente! Tohma filho de Hades, tudo isso causado por um beijo dado pelo Imperador dos Mortos! Puxa, isso causou diversos eventos tanto com ele, quanto com a moça e com o próprio filho feito de forma acidental.

 

O combate entre Heze e Hades foi muito bem descrito. Gostei bastante do seu desenvolvimento e estou curioso quanto ao que acontecerá no próximo. Deixou um puta clímax para o capítulo posterior!

 

Agora, Sora... -_-

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Muito bom o capitulo Everton, gostei muito do começo dele. Ver o quão 'humano' Hades era. Mostrando que quando é o amor em jogo sempre, mesmo os deuses, amolecem. Parecia até poético o encontro. O beijo acho que foi um momento unico e MUITO interessante saber que, no final de tudo, foi o beijo que fez com que Pandora engravidasse de Tohma. O cara é um semi-deus. Literalmente. Isso foi muito interessante.

 

 

Colocar essa ligação dos dois foi a cereja do bolo, apesar de ainda não entender o por que o fato de serem pai e filho interferiria na personalidade do Tohma e na força vital de Hades, mas imagino que venha a explicar isso.

 

Ah, mas voltando um pouco... Achei estranho Heze querer mostrar isso para ele. Esse segredo unicamente em poder de Atena não seria o ideal? Eles teriam uma grande arma em mãos e Heze, no entanto, contou tudo para Hades, seu inimigo. Não entendi.

 

E parece que Heze vai destruir Delfos inteiro D:

Que coisa hehehe E vai tentar salvar Tohma e os outros antes de tudo desabar. Mas... Que monstro XD

 

adorei o capitulo, parabens.

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No fim das contas eu acho que o esquema que vou usar vai sempre ajudar nesses momentos... Um climax vai se criando de forma tão natural.

 

Não irei falar muito. Apenas agradeço a quem acompanhou esta primeira temporada. Trarei o ultimo daqui a pouco.

 

Um feliz natal, atrasado, a todos. =)

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  • 2 semanas depois...

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Capítulo 13: Mesmo Que Tente Me Atingir

 

“Sim... Parece que acabou mesmo...”.

 

Seu corpo estava caindo para frente enquanto cascatas de areia, nuvens de poeira e chuva de entulhos fluíam de cima para baixo amontoando-se no chão.

“Até parece que foi ontem que eu os conheci...”.

 

[Flashback]

 

- Tohma! – O garoto loiro acabara de surgir vindo do caminho do coliseu. Ao seu lado, um franzino Sora. Os dois caminham apressados até o aspirante a cavaleiro de cabelos negros que acabara de derrotar outros dois.

 

O campo era bem aberto, cercado por pedras grosseiras e algumas colunas, parte do que sobrara de uma grande construção que antes havia ali. O céu limpo sustentava um sol forte que produzia um calor excessivo.

 

Todos trajavam vestes de treinamento, menos o recém-chegado.

 

- O Mestre Nahn acabou de me apresentar a ele. – Tomey aponta para o menorzinho, de cabelos castanhos e olhos bem marcantes. Aparentava ter uns dez anos. – O trouxe do norte. Seu nome é Hulius.

 

- Norte, é? – Tohma, que tinha alguns anos há mais, se aproxima e se agacha para olhar mais atentamente o rosto do garoto e sorri quando percebe que o intimidou. – Não tem cara de Hulius...

 

- É o nome que a minha mãe me deu! – Ele se manifesta pela primeira vez, ficando parcialmente ruborizado e com os punhos fechados. – É o mesmo nome do meu avô...

 

- Ah, é? E onde está o seu avô? Onde está sua mãe? – Tohma se afasta e põe a mão esquerda na cintura, olhando-o de cima a baixo.

 

- Mortos... Todos. Aquele Leão maldito atacou minha cidade...

 

- Fala do... Leão de Neméia? – Tomey o encara também e se afasta um pouco. – Então essa era a missão...

 

- Câncer e Hércules foram até o norte atendendo a um chamado urgente... Deve ter sido isso. – Tohma olha para o céu e fita algumas poucas nuvens disformes. O Aspirante sorri e estende a mão para o calouro. – Esse Azul do céu combina mais com você... Acho que poderia se chamar... Sora.

 

[Fim]

 

“Vocês cuidaram de mim, Me transformaram em um cavaleiro... Foram minha família. Espero ter ajudado.”

 

A sombra de Hades ainda cobria seu corpo, ele estava bem próximo ao chão agora. É quando...

 

Um raio prateado cai entre eles e produz uma forte correnteza de ar, que afasta o deus por alguns metros. Em seguida, centenas de globos azuis disparam na direção do imperador do mundo dos mortos.

 

A areia que se desprendia das paredes forma um redemoinho que envolve o corpo do cavaleiro de Apus e o raio que caíra ali.

 

- São... Meteoros? - Hades brande a espada e dissipa os golpes que foram lançados contra ele. O deus pousa encima de uma pedra e encara o local de onde fora arremessado.

 

Uma explosão dentro do redemoinho revela os recém-chegados na batalha. Tohma e Tomey.

 

O cavaleiro de Orion segurava Sora nos braços e o Pégaso mantinha a posição de Ataque com o punho direito apontado para o inimigo.

 

- Acho que é um bom nome, Hades! – Tohma relaxa a posição de Ataque. O cavaleiro estava à frente dos dois companheiros e se recusava a olhar para trás. Em seus olhos verdes estavam estampadas as marcas do ódio. – Eu não teria pensado em algo melhor...

 

- Então é você... O Cavaleiro de Pégaso. – O deus respira profundamente e em seguida sorri, apontado a espada para o próprio filho. – Não imaginei que nos encontraríamos tão cedo.

 

- Parece que sabe das coisas, não é? – Tohma da um passo para frente e o piso racha. Seu corpo estava transbordando de cosmo e seus cabelos dançavam para cima. O punho direito envolto por uma energia que muito se assemelhava a chamas. – Vai me poupar tempo... De ir até o inferno... E matar você!

 

O cavaleiro de Pégaso ganha impulso, as asas de sua armadura se abrem e ele dispara contra o deus. Hades agita a espada e uma barreira vermelho-transparente surge em sua frente. O punho de Tohma atinge o escudo e ele aos poucos vai trincando. Muita energia fluía de seus golpes. Ele tenta vários outros golpes usando as duas mãos.

 

- Eu vou te alcançar, Hades! – Mais um soco de direita faz a muralha se estilhaçar como cacos de vidro e o deus se vê obrigado a recuar, pulando para uma pedra mais acima.

 

Do outro lado do campo de batalha, Hypnos permanecia estático, apenas observando o combate.

 

- Esses humanos... – O deus sorri e cruza os braços. Grãos de areia caem de algum ponto bem acima, e ele ergue a cabeça para ver o que era. – Achei que continuaria me ignorando...

 

- O maior problema aqui... É você, Hypnos! – Heze cai diante do deus e tentar desferir um golpe, mas é parado por algo que seus olhos não conseguiram identificar. O cavaleiro se espanta, mas logo em seguida gera um pulso de cosmo que faz o Gêmeo dourado ser arrastado para trás, mas sem muita violência. As mãos do virginiano tocam o chão e ele some mais uma vez do campo de visão.

 

- Talvez quisesse desferir um ataque direto em mim... O problema é que você sabe que não pode me vencer, não é mesmo? – As penas de pavão da Surplice se abrem e dezenas de olhos dourados surgem ao redor de Hypnos. Todos emanando estranhas correntes douradas. – Caso se aproxime, o seu corpo será entorpecido pelos mil olhos dos deuses.

 

“Se eu o tocasse... Poderia mandá-lo para outra dimensão. Maldito.”. – Heze estava planando bem acima. O cavaleiro pousa em uma pedra acima de onde antes estava a ponte. De relance ele vê o deus do inferno partir contra Tohma. – Pégaso, Cuidado!

 

A espada do deus iria acertá-lo mortalmente, mas Tohma consegue esquivar muito habilmente e então agarra a espada com as duas mãos prendendo-a debaixo da axila esquerda. Hades fica imóvel.

 

- Sua espada foi paralisada, Hades! – O cosmo do cavaleiro queima e a mão direita ergue-se. Ele encara os olhos do deus e constata que o mesmo estava ofegante. – Acabou!

 

- Acha mesmo? – Hades sorri e usa as duas mãos para alavancar a arma para cima e uma luz vermelha a envolve. O Pégaso é arremessado e acaba soltando a lâmina. O deus é rápido e desfere um golpe mortal.

 

Foi de raspão, mas o suficiente para partir o peitoral da armadura de bronze em dois.

 

“A armadura!” – Tohma gira no ar e aterrissa há alguns metros do deus. Tomey estava alguns passos atrás com Sora ainda nos braços. Ele olha de esguelha e sorri pelo canto da boca. – Não o deixe morrer...

 

Dessa vez ele foi atingido. A espada atravessa a barriga do cavaleiro de Pégaso, o ergue, gira e o lança para o outro lado do campo. Tohma cai desacordado e é enterrado pela areia que ainda caia de cima.

 

O teto em cúpula racha e um gigantesco pedaço cai, revelando uma fresta do verdadeiro céu que cobria a cidade. O templo em pouco tempo iria mesmo desaparecer.

 

- Tohma! – Tomey é paralisado pelo impacto do que acabara de acontecer. Sora jazia em seus braços e o Pégaso acabara de ser atingido violentamente. Sua boca ainda estava aberta, pingos de saliva voando do grito desesperado que soltara. Suas pupilas quase invisíveis. A mão esquerda tentou alcançar o amigo, mas era tarde de mais.

 

A escuridão do deus da morte crescia diante do Orion imóvel como uma presa agora. Ele seria a próxima vítima, não havia para onde correr.

 

O pedaço que se desprendera do teto vai chegando perto do chão, e quando o choque acontece, milhões de destroços e mais poeira cercam o lugar. Já era quase impossível enxergar dentro da densa nuvem porosa.

 

O cavaleiro de bronze fica de pé e se afasta para trás, tentando aproveitar a distração do deus, mas logo ele sente que está sendo observando. Atrás dele surgem os olhos de Brasa do cavaleiro de virgem.

 

Tomey gira em sentido horário para dentro de si mesmo, como se um buraco negro tivesse surgido em seu interior e então ele desaparece levando consigo o companheiro caído.

 

-... – Heze fitava o deus com firmeza. Uma parede atrás dele termina de rachar e despenca em direção ao chão. Talvez ele fosse esmagado pelas pinturas dos deuses que tanto observava, mas permaneceu imóvel.

 

Hypnos surge atrás de Hades e estala os dedos. Um portal de pedra surge no meio do nada.

 

- Vamos, imperador Hades... Acha que vale mesmo a pena ficar aqui só para matar mais um humano? – O deus do sono aponta para o portal. Era possível ver um grande salão negro dentro da passagem. Guidecca. – O Senhor está cansado.

 

- Não... Não vale a pena sujar minha lâmina com mais sangue... Por mais mestiço que ele seja. – O deus fica sério e guarda a bainha na espada. Hypnos caminha para dentro do portal e some. Hades da passos lentos, não pensando em olhar para trás. – Achou que poderia me desestabilizar mostrando tudo aquilo com o Oráculo. – Ele para e vira parcialmente o rosto para encarar Heze. – Eu sou um deus...

 

- Não sei se isso necessariamente o torna diferente de mim... – O cavaleiro sorri e estala os dedos da mão esquerda. Pilares de energia surgem do chão pelas laterais do portal e avançam com velocidade em direção aos dois. Após colidirem o arco de pedra é destroçado, Isolando-os no campo de batalha em decomposição. – Estava esperando que eu fizesse isso...

 

- Estava... E talvez Hypnos também estivesse. Ele sabe entender quando quero alguma coisa. É diferente de Thanatos. – O imperador do mundo dos mortes encara o cavaleiro de virgem e entra em posição de combate. – Eu nunca fui muito interessado por lutas tão diretas... Já tem algum tempo que não faço isso.

 

O deus ergue os dois antebraços e a parte superior da Surplice se desprende de seu corpo deixando há amostra o seu corpo tórax, coberto por mexas negras de cabelo.

 

- Essa emoção do campo de batalha. E nem ao menos conseguirá me arranhar, filho de Temis... – O deus larga a espada ao chão e suas mãos brilham num intenso vermelho. O pé direito desliza para trás e a perna esquerda fica parcialmente flexionada. Mão esquerda à frente do coração e direito à frente do rosto. – Se você conseguir... Acabarei com esta guerra...

 

- O pior de tudo... É que realmente não sei se vou conseguir. – A parte superior da armadura de Ouro de Virgem também se desprende do corpo do cavaleiro e ele assume a mesma posição de combate.

 

Mais três pedaços gigantescos do teto se soltam e caem, deixando a cúpula pela metade.

 

Ambos disparam um em direção ao outro. Os punhos se chocam pela primeira vez e geram uma onda cósmica tão poderosa que o chão abaixo deles se desintegra e forma uma profunda cratera.

 

Mais um choque de punhos. Eles se deslocavam com velocidade, produzindo correntes de calor e faíscas vermelhas que se espalhavam como fogos de artifício. A areia ia se movendo como se muito vento preenchesse o lugar.

 

Arcos voltaicos e mais faíscas. Colisão de joelhos, antebraços, punhos. Os cabelos negros de ambos flutuavam a cada movimento.

 

Eles reaparecem planando numa pedra suspensa há uns oito metros de altura. Hades ganha distância e cria uma esfera negra com as duas mãos, disparando-a logo em seguida. O cavaleiro de ouro é tragado por ela e a faz explodir, porém, no instante seguinte ele reaparece atrás do deus e manda uma rajada de luz dourada pelas costas do mesmo.

 

Os olhos do deus viram-se para acompanhar a luz e geral uma pressão que faz o golpe se dissipar. Em seguida o imperador junta as duas mãos e o pedaço de rocha se parte ao meio.

 

Hades não teve tempo de tocar o chão quando um monte de areia explode num gigantesco turbilhão de luz azul. Leva-se alguns segundos para ele ter certeza de que Tohma reaparecera.

 

- Impossível! – O deus pousa e é arrastado para trás, deixando as marcas de seus pés no chão. Ele fica encarando o lugar em total descrença. – É impossível! EU O MATEI!

 

O chão explode com diversos pilares de Luz negra indo do deus para o cavaleiro, mas Tohma some do lugar onde estava parado.

 

- Isso é impossível! Quem recebe o golpe da minha espada é Amaldiçoado! – Ele girava de um lado para o outro, olhando frenético em todas as direções. Os olhos maníacos e a boca torta numa expressão de fúria. Agora ele precisaria se preocupar com dois cavaleiros. – Devia... Estar morto!

 

Luzes, tais como as de uma aurora boreal, envolvem o deus como uma esfera e se expandem tragando tudo em seu caminho.

 

- Apagarei os dois! Os dois de uma só vez! – Hades ergue as mãos. Ele já não estava encima de nada. Havia apenas uma abismo negro aos seus pés. A bola gigante estava transformando tudo em escuridão.

 

O cenário ia mudando junto com a escuridão do senhor dos mortos. Eles estavam em Delfos, mas pareciam ter adentrado a estranha dimensão do Pantodynamos Manteio.

 

- Pégaso, Eu não posso... Mas Você pode! – Heze gritou de algum lugar então é tragado pela escuridão do deus. Estava difícil entender qualquer coisa àquela altura, mas ele sorria e fazia uma sinal de positivo para o homem que agora caía do céu em direção a um deus desatento, debilitado e aparentemente entorpecido de ódio.

 

- Estou aqui! – Tohma surge acima do deus, o punho direito brilhando na mais intensa luz. Trajava apenas a parte inferior da armadura. Seus cabelos balançavam de um lado para o outro violentamente. Esta tão próximo que era possível sentir o frio do corpo do deus. – Meteoro... De Pégaso!

 

- O que?! – Hades vira-se de imediato. Era praticamente impossível desviar do soco que levaria do próprio filho, mas algo ocorre.

 

Quando o punho de Tohma bate contra algo duro e sólido uma explosão acontece entre os dois. O cavaleiro de Pégaso e mandado com tanta força para trás que as rajadas de vento quase cortavam sua pele. O deus dos mortos permanece no mesmo lugar.

 

Sua Espada planava bem diante dos seus olhos. Fora protegido bem há tempo, no entanto.

 

- Isso... É impossível... – A espada cai aos seus pés e aos poucos se transforma e desaparece como se fosse fumaça. O Imperador do Inferno ergue o indicador direito, toca a testa e em seguida o fita horrorizado. Seus olhos trêmulos, a boca seca. Estava sujo de sangue. O próprio sangue. – Não pode ser...

 

A dimensão negra começa a se desfazer e vai revelando as ruínas de Delfos. Heze estava parado na escadaria onde antes estava a porta que dava acesso ao salão do passado.

 

- Eu... Ferido...

 

Tohma estava caído de joelhos e mãos no chão, porém, um largo sorriso no rosto.

 

- É bom estar de volta... – O cavaleiro encara o deus paralisado e aos poucos fica de Pé. Ele cambaleia, mas logo consegue se estabilizar. – Eu não vou conseguir te derrotar hoje, Hades... Mas esse ferimento... É uma prova do que um cavaleiro pode fazer. Não me trate como seu filho, nem muito menos me subestime. Farei qualquer coisa em nome de Atena...

 

Mais um raio cai do céu, ao lado de Hades. Depois de um breve luzir surge um homem totalmente protegido por uma Surplice Negra.

 

Asas angelicais vergadas para cima, um tecido que envolvia a cintura e um típico elmo de guerra.

 

- O que aconteceu, Imperador Hades? – Serafim não demonstra muita preocupação, mas se aproxima do deus e o ampara com as duas mãos. Ele fita Heze mais ao fundo e sua boca se abre no que seria um meio sorriso. – O que fizeram ao senhor em minha ausência... Isso é imperdoável...

 

- Não... Serafim... Vamos Embora. – Hades ainda estava com os olhos vidrados encarando a mancha de sangue na ponta do dedo. – Leve-me... Para os Elíseos...

- Antes disso... Quero deixar apenas um aviso. – Seus olhos azuis correm de Heze para Tohma, o sorriso ainda no rosto, mas uma voz séria. – Em Breve, No Santuário... Atena estará morta.

 

Os dois brilham juntos e desaparecem como um apagar de luz.

 

- É mesmo? Tente chegar até lá... – Tohma cai de joelhos e soca o chão, fazendo-o afundar. Seus olhos perdem o foco e ele desmaia.

 

[santuário, Alguns dias depois].

 

A chama da vela tremia e às vezes parecia que ia apagar. Era um pequeno quarto de um dos alojamentos do santuário. Ficavam no subsolo.

 

Túneis de pedra com várias encruzilhadas e iluminados apenas por alguns poucos archotes. Era lá que os aspirantes a cavaleiro e os de prata e bronze se acomodavam, posto que os de ouro tinham as casas zodiacais.

 

Tohma estava deitado em uma cama encostada a uma janela de grandes. Seu cubículo ficava voltado para o lado do mar, e um dos poucos com esta vista. Fora levado para lá depois da batalha de Delfos e dormira por três dias seguidos.

 

Tomey o aguardava na porta.

 

- Está acordado? – O cavaleiro de Orion entra quando percebe que o companheiro estava apenas virado para a parede e não dormindo. Ele se senta numa cadeira no canto e olha fixamente para a vela. – Acho que já dormiu muito...

 

- Eles não me disseram ainda o que aconteceu com o Sora... – O Cavaleiro de Bronze gira na cama e se com as mãos entre as pernas. – Também não me deixaram sair.

 

- Heze nos enviou para fora do templo quando você foi atingido. Sora está vivo, Tohma... Mas num profundo coma. Tentaram de tudo que podiam tentar por um cavaleiro de bronze... – Ele respira fundo e coça a nuca com a mão direita. – Ele não respondeu a nada. Virgem está tentando uma ordem mais complexa do Grande Mestre para outros procedimentos.

 

- Eu também fui atingido pela espada...

 

- Com você é diferente. Heze disse que essa sua instabilidade emocional era fruto do cosmo de Hades. Aparentemente o seu corpo chamava pelo cosmo dele quando sentia necessidade. Isso também enfraquecia o deus. – Tomey se lembra do momento em que Heze o explicou tudo o que acontecera entre Tohma e Hades. – Muito provavelmente esse foi o fator que fez com que você fosse capaz de atingi-lo.

 

- Eu não senti nada de diferente naquele instante. Quando fui atingido, acho que fiquei desacordado por alguns minutos, mas logo em seguida reparei que o corte havia sumido e meu cosmo... – Tohma olha para as próprias mãos trêmulas e arranhadas, envolvidas com bandagens. – Clamava por um único golpe nele... Para vingar o Sora.

 

- Outra coisa, Tohma. O cavaleiro de Peixes, Linteun, voltou de uma missão em Elêusis... O resultado não foi muito satisfatório. O Santuário está em luto pelas mortes de Propos, mestre de Heze e Alnyat de Escorpião.

 

- Dois cavaleiros de ouro em tão pouco tempo... E nem sei quantos cavaleiros de bronze e prata... – O Pégaso fecha os punhos e agarra com força o lençol que o cobria. – Eu vou lutar. Um ultimo Espectro disse que iriam atacar o santuário. Eles não irão passar por mim... Não irão passar por Tohma de Pégaso!

 

[Continua...?]

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Capítulo lido.

 

Todo o capítulo em si resumiu-se em ferir Hades e mostrar toda a mitologia do primeiro Pégaso e a Era Mitológica de como tão abalada ficou.

 

Excelente descrição, ambiente e suas personagens também.

 

Parabéns, Everton e feliz 2014.

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Continua?

 

Sim, continua!

 

Gostei muito desse capítulo. O combate entre Tohma e Hades foi muito bem elaborado e descrito, tanto que fiquei lendo ferozmente para ver o desfecho da luta. Achei interessante o foco em vários locais diferentes foi bem bacana.

 

Agora, fiquei mais curioso ainda quanto à invasão dos Espectros ao Santuário. Por favor, Éverton, continue a fic! Eu particularmente estou gostando muito do jeito que conduz as coisas e queria ver como iria prosseguir com o enredo.

 

Abraço!

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Eu já esbocei a segunda temporada, Gu. Se realmente o pessoal gostou e acha que devo continuar, vou continuar. Pelo menos mais 13 estão garantidos.

 

Na próxima fase eu pretendo dar um foco mais especial no Tohma. Mostrar batalhas dele, mas é claro, com os personagens certo o cercando. Tem todas as consequências que uma guerra traz também. Os efeitos disso na sociedade grega e quem sabe pelo mundo a fora. O fato é que ambos os exércitos vão tentar se fortalecer, e especialmente Hades não poupará esforços para isso, principalmente depois do que aconteceu a ele no ultimo.

 

Boa leitura aos próximos. =)

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Bom final de temporada. Hades parece bem diferente do Clássico que parece não se importar, que é o maioral. O cara tirou parte da armadura pra sair na mão com um humano... Está mostrando um Hades completamente diferente do esperado. E igualmente poderoso, mesmo debilitado. O embate entre ele e Pégaso foi muito legal principalmente o fato de Tohma tê-lo ferido. Legal também ter mostrado que Heze só se fez de Oráculo pra tentar mexer com a cabeça do deus, mas não deu muito certo.

 

Adorei o flashback pequeno, mas eficiente, do Sora. Gosto dele, e fiquei feliz em saber que não morreu e que em breve deve sair do coma e participar da guerra! \o

O final a conversa de Tomey e Tohma foi bem interessante. Gostei bastante, parabéns.

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  • 3 semanas depois...

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"Quando o golpe do humano atinge o deus o colapso é instaurado em sua mente. A guerra Santa avança, e a cidade dominada por Minos de Griffon, Um dos três Juízes, transforma-se na capital do terror em plena superfície. Diante de Atena, surge um novo e poderoso oponente. Quem será?"

 

2ª temporada Começa Dia 27/01

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Capítulo 14: Capital do Terror

 

As flores balançavam suavemente, o rio corria produzindo um ruído tranquilizante e o céu limpo enfeitava ainda mais a paisagem. O que não durou por muito tempo.

 

Um raio vermelho cai em meio a uma extensa área aberta que fica logo após o primeiro lance de escadas que dão acesso aos templos e mausoléus dos Campos Elísios. O firmamento escurece e um ar pesado se instaura no lugar.

 

De dentro do clarão surgem Serafim e Hades, o servo apoiando o deus passando o braço direito do mesmo pelo pescoço e o segurando com firmeza. Eles caminham até uma construção lateral de dois andares.

 

O Arcanjo empurra a porta com força e revela um pequeno salão. No lustre do teto estavam acesas várias velas, que davam um aspecto ainda mais sóbrio. Nas paredes os desenhos em alto-relevo mostravam o senhor do submundo recebendo os mortos de braços abertos e com um sorriso no rosto.

 

Os passos seguem até uma escada em espiral que da leva ao segundo patamar. La havia apenas uma grande cama redonda e coberta com costuras negras e densas. Armários de madeira e um lustroso suporte para a pesada Surplice. Sem janelas, sem qualquer indício de luz.

 

O deus se deita ainda estático. Não dera uma única palavra depois do que acontecera em Delfos.

 

- Imperador Hades... – Serafim o apruma e em seguida se afasta. O olhar do Arcanjo era concentrado, ele fitava com intensidade o ferimento na têmpora que ainda estava sujo de sangue. – Foi muita imprudência...

 

- Quer me dar um sermão, Serafim? Guarde as suas palavras e as transforme em força... – Hades toca mais uma vez o lugar em que fora atingido e olha fixamente para o vermelho intenso em seu dedo. – Como pode... Como é possível que ele tenha conseguido me ferir?

 

- Tirou sua Surplice... Permitiu que Hypnos viesse embora e ficou para lutar com aqueles dois, além de estar debilitado. Isso não fazer o seu estilo, senhor... – Serafim vira-se e caminha até o armário no lado esquerdo, abrindo uma das portas e pegando um rolo de pergaminho. – O que passou pela sua cabeça?

 

- Não eram simples humanos, mas mesmo assim eu não pensei que seriam capazes de fazer o que fizeram. Aquele maldito Pégaso... Fruto do meu maior erro.

 

- Posso ordenar agora mesmo uma invasão ao Santuário. Posso até mesmo ir lá e trazer pessoalmente a cabeça daqueles dois. – O servo abre o pergaminho e o segura em direção ao deus. – Se me passar o comando, posso mudar o rumo desta Guerra Santa e te assegurar a nossa vitória.

 

- Eu ainda estou vivo. – Hades o encara com seriedade. Os dois confrontam seus olhares por alguns segundos e em seguida o Arcanjo desvia. A voz do deus soava baixa, mas firme. – Nosso Ataque ao santuário será a ultima tática. Primeiro vamos conquistar a Grécia, cidade por cidade. Por enquanto eu quero que você faça algo para mim.

 

- O que desejar, Senhor.

 

- Eu quero que desça... Até o Tártaro...

 

[Dias depois/Vólos]

 

Homens trajando Surplices simples e com foices nas mãos pulavam pelos telhados das casas, outros corriam pelas ruas apertadas. Muitos se aglomeravam nas interseções e debatiam sobre para que lados deveriam ir. Era uma perseguição.

 

Naquele mesmo dia, minutos atrás, eles descobriram que um homem havia ultrapassado os muros e a única e gigantesca porta.

 

Vólos fora tomada por Minos, um dos Três Juízes do mundo dos mortos, e agora estava sob um intenso regime político. Toque de recolher, proibição de entrar ou sair das fronteiras e severos castigos para quem fosse desobedecer as regras.

 

Brakiun estava em um beco apertado, atrás de uma coluna de tijolos que completava um prédio na direita. Na avenida à frente ele podia ver o alvoroço que causara. Um dos esqueletos segurava uma mulher pelo pescoço e a encarava com frieza.

 

- Você o viu passando! Não pode esconder que está mentido... Vejo em seus olhos... – O soldado a joga no chão e põe a lâmina curva da foice perto do pescoço dela. – Diga!

 

Mais três soldados se aproximam de ambas as direções e formam um círculo em volta da habitante, um deles chuta as costas dela.

 

- Você quer morrer?! – O que empunhava a foice ergue a arma. Ela brilha com a luz do sol e em seguida desce mortalmente como um golpe. Algo explode aos seus pés antes que ele possa acertá-la.

 

- É melhor que não faça isso. – Uma sombra se projeta por cima dos outros três, que olham para a esquerda e em seguida ficam de joelhos. Seus fios negros balançavam para frente, passando pelas laterais de sua cintura e formando fitas sinuosas. Ela tinha bom porte para uma mulher e em seu rosto uma expressão intimidadora. O punho direito fechado na altura dos olhos violeta. – Eu cuidarei dessa área... Agora vão embora daqui.

 

- Imediatamente, senhora Violet! – Um dos três que ainda estava de pé corre até o outro caído, o joga nas costas e em seguida vão todos embora.

 

- Seria melhor se saísse daqui também... - Violet estende a mão para a jovem e a põe de pé. Após se afastar um pouco ela aponta o outro lado da rua. – E não deixe que outros venham até aqui.

 

“Não adianta... Ela já...” – Brakiun da um passo para trás e se bate contra a parede. Mãos surgem das pedras sólidas e o agarram com força. – O Que é isso?!

 

- Tem um cosmo grande de mais para passar despercebido, Cavaleiro de ouro... – A Espectro bate com força o pé no chão e uma fissura surge do meio da rua até o beco que o dourado usara para se esconder, dela surgem mais mãos negras e pútridas. Os Inferis. – Venha até aqui... E me deixe olhar nos seus olhos...

 

Os inferi que haviam agarrado Brakiun pela parede o arrastam para dentro dela, numa mancha negra e em seguida se elevam bem à frente da comandante deles.

 

- Sou Violet de Behemoth, a Estrela Celeste... – Os servos da Espectro fazem Brakiun ficar de joelhos diante dela. Seus olhos correm os cabelos negros e a barba do cavaleiro, em seguida seus lábios se curvam num fino sorriso. – Não está oferecendo resistência. É para parecer fraco? Parecer fraco e me fazer baixar a guarda. Eu sei que cavaleiro de ouro são os melhores... Combati com um tempos atrás.

 

- Combateu e ainda está viva... – O libriano sente o aperto das mãos dos inferi ceder e então se põe de pé para encarar a oponente. – E saiu viva? Deve ser forte também...

 

- Sabe o que é mais irritante? Ele me ignorou. Desferiu um golpe humilhante e então seguiu viagem. – Violet estica o pescoço para a esquerda e ergue um pouco os cabelos para mostrar a cicatriz que estava ali. – Com uma... “Estrela Cadente”...

 

- A arte de Hamal de Áries. Ele é assim mesmo, mas eu sou diferente. – Brakiun põe a mão esquerda da cintura e sorri para Behemoth com a sobrancelha erguia numa expressão irônica. – Me espanta mais o fato de outros Espectros não terem chegado aqui ainda...

 

- Não será necessário. Eu e o senhor Minos somos os únicos aqui. Estou representando meu mestre, Aiacos de Garuda, que no momento está em missão. – Ela fecha os punhos e da um passo para frente. – Não acha que já conversamos o bastante, Cavaleiro?

 

- Hehe... Tem razão. Eu deveria estar te matando, não é? Te matando e depois indo arrancar a cabeça de Minos... – Seus punhos se fecham e ele entra e posição de combate. O braço direito à frente do coração. A armadura de ouro brilha com intensidade e uma poderosa áurea verde o envolve dos pés à cabeça. – Vai ser fácil...

 

- Você não passa... – O corpo de Violet também é envolvido por uma áurea, porém roxa. Levou um milésimo para seu punho esquerdo se mover e bater contra o rosto do cavaleiro, afundando-o numa cratera. As pedras voam até a altura dos seus olhos. – De um homem que fala muito!

 

A cratera é envolvida por uma intensa luz verde que arrebata a Espectro e a lança para cima. Ainda no ar, seu corpo é mordido por um dragão esmeralda transparente.

 

Uma explosão ocorre e em seguida Brakiun salta para longe do lugar em que caíra. Uma gota de sangue escorre pelo nariz.

 

Violet reaparece em sua frente, tenta acertar-lhe outro soco, mas o antebraço direito do cavaleiro o protege.

 

[santuário/Templo do Grande Mestre]

 

Seus braços balançavam ritmados acompanhando seus passos e ecoando pelo extenso e largo corredor. O cavaleiro trajava apenas suas vestes de treinamento e tinha nos olhos uma expressão séria.

 

A palma da mão esquerda toca a pesada porta dupla de carvalho e a empurra fazendo força. Ela abre aos poucos e revela um enorme salão. Doze columas de cada lado indo até o altar, um tapete vermelho que ia da porta até o primeiro degrau. O trono dourado estava ocupado por um homem que levantou a cabeça ao perceber que alguém havia chegado.

 

- Estava te esperando... – O Grande mestre escorrega os braços para fora do tecido da túnica e os repousa nos braços do trono.

 

- Tohma de Pégaso se apresentando, Grande Mestre... – O Pégaso caminha até a frente do Patriarca e se põe de joelho, fazendo uma profunda reverência. – Perdão pela minha demora...

 

- Acredito que foi o tempo necessário para se recuperar do que aconteceu em Delfos. – A voz dele era abafada e meio rouca, porem, serena. Seus cabelos estavam totalmente cobertos pelo elmo. Seu rosto oculto por uma máscara negra que deixa à mostra apenas os seus olhos verdes como uma folha. - Faz alguns dias, você enfrentou Hades e retornou ao Santuário junto com Heze. Você descobriu tudo sobre sua origem, não é mesmo?

 

- Não há nada de importante que eu tenha descoberto, Senhor. Continuarei sendo filho do homem que me criou até aquele dia. – Tohma se põe de pé. Apesar da calma em sua voz, era notável que ele ficara incomodado com o assunto. O reflexo disto estava nos punhos fechados. – Minha ligação com Hades foi rompida com o ultimo golpe que desferi.

 

- Você ainda tem muito que aprender... Isso é realmente é bastante notável. – O Grande Mestre solta um risinho descontraído por de trás da mascara e então fica de pé. – Eu enviei Kaus para ficar de olho em vocês assim que saíram em missão. Já havia notado certa diferença em seu comportamento depois do primeiro encontro que tivemos com o Deus dos Mortos. Sempre instável, inseguro... Violento. Nem parecia o mesmo homem que liderou com calma e astúcia um grupo de cavaleiro de Bronze na queda de Ares.

 

- Grande Mestre... Eu...

 

- Eu realmente gosto de você, Tohma. Quando criei, Junto com o Kyako, as armaduras para proteger Atena, era homens como você que eu queria que as vestissem. Acho que você tem muito mais a mostrar do que um golpe físico em alguém. – Ele caminha até o cavaleiro e toca sua cabeça com a mão direita. – Eu acredito em você... Acredito que você pode ser muito mais do que tem sido.

 

- Perdão... Eu realmente às vezes não sei como devo agir... – Os punhos se abrem e ele começa a encarar o chão com os olhos trêmulos. – Tenho me sentido muito impotente... Eu não consegui chegar a tempo de impedir que Hades acertasse o Sora... Não fui capaz de deter ele quando o tinha bem diante de mim...

 

- Mortes infelizmente acontecem no campo de batalha... É assim que uma guerra é. Enquanto Cavaleiros, nós faremos de tudo para impedir que vidas sejam perdidas em vão, mas concordamos, no ato de receber a armadura, que a vida do próximo é que é a prioridade. – O Patriarca se afasta e coloca a mão esquerda mais uma vez dentro da túnica e em seguida a retira, segurando uma pequena caixinha de madeira. Ele a estende para o cavaleiro. – Atena pediu para te entregar isso...

 

- Atena!? Onde ela está? – Tohma pega a caixa com as duas mãos e a observa com atenção. – Eu gostaria de conversar com ela...

 

- Atena está meditando... E pediu para não ser incomodada por ninguém. Nem mesmo você pode ir até lá.

 

- Meditando... – Tohma abre a caixinha e vê um breve brilho dourado surgir dela. Um pingente. Um pingente de ouro no formato do brasão de Nick, deusa da vitória. – É o símbolo da vitória...

 

- Ela também confia em você. – O Grande Mestre retorna ao trono e senta na mesma posição em que estava antes. – Tenho uma missão, Tohma. Quem sabe dessa forma você não melhore?

 

- Uma missão?

 

[Vólos]

 

O Punho direito de Violet se choca com o escudo da armadura de libra e a colisão cria uma forte corrente de ar repulsa os dois para longe um do outro. O chão se parte e em suas rachaduras um estranho brilho roxo.

 

- Se eu tivesse desferido um golpe mais forte talvez tivesse perdido o meu punho... – A Espectro se apruma e segura o pulso direito com a mão esquerda olhando com seriedade para o cavaleiro. – É um poderoso escudo, Libra...

 

- A arma mais resistente do exército de Atena. O Escudo de libra é impenetrável. – O cavaleiro também se apruma. O brilho do escudo corre de cima para baixo quando ele gira o braço para exibi-lo melhor. – Quer mesmo me enfrentar?

 

- Não seja prepotente, Cavaleiro de Ouro. O brilho da sua armadura, independente da cor que tiver, será apagado da mesma maneira quando mergulhar na escuridão. – Violet abaixa os dois braços e olha para cima. – É nela que todos podem ser iguais... Sem distinção.

 

- Não se engane tanto. – Brakiun segue o olhar da Espectro e fita o sol quase extinto. – As pessoas tem medo do escuro. Se sentem desprotegidas, ameaçadas. Elas não podem ver o que quer que esteja a um palmo de distância. Você não é má.

 

- Está tentando me enganar de novo? Eu sei que não sou má. O Imperador Hades não é mau... – Behemoth olha mais uma vez para o cavaleiro. Uma rajada de vento sopra mais uma vez seus longos cabelos negros. – De fato existem Espectros que por um motivo ou outro acabam sendo cegados pelas habilidades que possuem, mas outros tem seus motivos para lutar pela nossa causa.

 

- Causa? Acham justo o que estão fazendo? Trancafiando pessoas, punindo de forma violenta. Tirando vidas como se estivessem apenas arrancando flores do chão. Vocês apodreceram todo este lugar. Ele não passa de palco fúnebre!

 

- Trata-se de um exemplo. Vólos era conhecida como a cidade dos ladrões. Há vários portos aqui e dessa forma os homens criam negócios sujos... Matam-se por dinheiro. Rixas, mulheres que se vendem ou que são vendidas. Toda a beleza que os deuses deram a estes humanos foi apagada por suas atrocidades. Eles sim são realmente malvados...

 

- Esse não é o motivo dessa guerra. Hades só a iniciou por rebeldia! Porque não aceitou a morte daquele maldito deus da carnificina!

 

- Não vou permitir... Que o insulte novamente... – Violet faz mais uma vez sua áurea cósmica se elevar. Seus fios negros são projetados pra cima e seus dois punhos se colidem frente ao tórax. – Eu não vou falar mais... Mostrarei a verdadeira brutalidade de Behemoth!

 

- Venha... – Brakiun entra em posição de combate, afastando bem uma perna da outro e erguendo os dois punhos. Seu corpo envolvido por um poderoso cosmo dourado. - Também não vou hesitar!

 

Seus espíritos de combate se chocam com um grande Rinoceronte e o Tigre prestes a se atacarem.

 

[Continua]

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A segunda Temporada voltou com tudo! :kosumo:

 

Capítulo muito bom. Gostei bastante do diálogo entre o Grande Mestre e Tohma. Não curto muito seu Cavaleiro de Pégaso, não sei explicar, acho que "meu santo não bateu com o dele" literalmente. Mas essa cena conseguiu transmitir bem o que Pégaso estava sentindo, bem como a confiança do Patriarca e da Deusa Atena no Bronzeado.

 

O diálogo entre Hades e Serafim também foi muito bacana. Fiquei curioso para saber qual a missão do Arcanjo de Hades no Tártaro...

 

Violet vs Brakiun também está muito impactante, apesar de estar apenas no começo. Será que Behemoth irá conseguir vencer o Tigre?

 

E ah, sobre o Hamal de Áries, absurdo isso, meu Cavaleiro de Áries possui o mesmo nome! hahahahaha

 

Acho que vou fazer aquela referência que você citou no face quando for incluí-lo na minha fic. /sex hahaha

 

Abraços e parabéns pelo trabalho!

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Esse povo ainda não gosta do Tohma, Coitchado... T.T

 

Pensando sériamente em transformar Sora no protagonista /pensa

 

Brincadeira. Eu acho que em algum momento vou conseguir passar o que realmente quero passar em relação ao Pégaso, por isso quero dar mais destaque a ele, visto que foram poucas suas aparições na primeira temporada.

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