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Saint Seiya Era Mitológica - Bloody War


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SAINT SEIYA ERA MITOLÓGICA

BLOODY WAR

Capítulo 73 – Emoções ao rubro

 

A Valquíria Brunilde entrava no mundo dos mortais, conhecido pela sua terra de Midgard ao ter mandado Hygeia, a Amazona de Parta de Crater para o reino dos elfos da luz para melhorar suas capacidades de cura, o portal se fechou. Ela retirou a sua Runa pela vontade cósmica ao ter assumido num pingente, ficando apenas em vestes típicos da sua origem. Se encontrava nos limites do Santuário.

 

- Cuidado! - Avisava o Bronze de Canis Minor que tropeçou numa pedra.

 

Brunilde virou o tronco e o jovem caiu em cima do peito dela. Muito constrangida pela ousadia dele como ela pensava, agarrou pelas roupas ao preparar um murro, mas foi impedida pelo olhar de lágrimas da tristeza que se manifestou palpavelmente e fácil de entender.

 

- Por favor… ajuda… Lira… ele…

 

- Está morto. – Respondeu uma voz ao fundo do caminho pedregoso.

 

- Está morto? Senhor Canes Venatici… é verdade? – Perguntava o Bronze para seu superior hierárquico.

 

O Cavaleiro de Prata era oriundo de Didyma, onde se situava um outro templo de Apolo, ele tinha habilidades incomuns para um mortal simples como a capacidade de ler mentes, visões do passado e também algumas do futuro. Seus cabelos brancos longos contrastavam com seu olhar totalmente negro e sem cor alguma, feições difíceis de ler, usava uma veste de oráculo por cima da sua Armadura que brilhava em toda a sua magnificência prateada usando uma faixa branca na testa.

 

- Correto. Assim como Corvus e Chameleon e ainda temos um outro traidor. – Completava o homem de Didyma.

 

As lágrimas de Gomeisa estavam mais fortes e sua dor aumentava, o rapaz não conseguiu conter toda a tristeza, Brunilde deu um abraço para confortá-lo. Que antes estava furiosa, mas agora ciente do que estava a acontecer, o seu cosmo de deusa ajudou a acalmar o pobre inexperiente.

 

- Posso falar a sós com a Senhora Valquíria? – Perguntava o Prateado cordialmente.

 

A asgardiana concordou e pediu ao Brônzeo que fosse contar as más novidades para Atena e assim fez. Estando sozinhos e ainda mais afastados, ela colocava um ar tão sério para o midgardiano.

 

- Podes falar, guerreiro de Xenia Atena. – Começava Brunilde a desenvolver a conversa.

 

- Conheço as suas lendas e crenças de onde veio. No entanto, sou incapaz de ver o seu futuro e ignoro quais são as suas intenções para com o exército da Soteira Atena. – Falava diretamente sem hesitações ou medo na sua voz, aliás não havia nenhuma emoção, apenas um vazio.

 

Ela não acreditou no que ouvira, aquele midgardiano assustou-a.

 

- Tens uma habilidade muito interessante para alguém como tu, fazes lembrar uma das Normas, a Skuld. Mas não consegues ver o amanhã de uma divindade como eu. Será que a tua intenção é descobrir se sou uma aliada ou ameaça para a Xenia Atena?

 

A filha de Odin amedrontava-o com o seu cosmo divino para provar, porém incomodava que fosse questionada por um mero mortal.

 

- A sua natureza revela que é amante das batalhas e que tira prazer disso, igual a Enkhespalos Ares.

 

A dama alada agarrou-o pelas vestes dele, olhou nos olhos para alguém sem emoção contida, fechou a mão.

 

- Temes a morte? – Perguntava determinada.

 

- Eu não a temo, pois eu sou uma existência efémera e frágil. Porém, o brilho de uma vida limitada está próxima e isso torna inevitável, eu posso tornar a minha vida memorável por um segundo que seja.

 

Brunilde manteve quieta e calma, mostrou um sorriso.

 

- Estavas preparado para isto, suponho que sabias? Xenia Atena tem guerreiros muito interessantes e todos são valorosos, mas…

 

Socou o estomago dele, Canes Venatici cuspiu uma pequena quantidade de saliva.

 

- Não significa que eu perdoo a tua afronta, não te preocupes! Eu moderei a minha força, pois és uma existência frágil. – Ironizou a deusa nórdica.

 

A dor tinha sido o suficiente para que ele curvava.

 

Brunilde, a Valquíria da Runa da Batalha Correspondente tinha mudado sem se aperceber, ela jamais tinha qualquer contato com os midgardianos e sempre viveu rodeado dos Einherjar, os guerreiros mortos. Somente ouvia história de Thor, o filho de Odin sobre eles e da sua coragem. O seu interesse crescia ainda mais, antes pensava somente na sua missão, mas rapidamente mudou. Pensou naquele nórdico que usava a Armadura de Corvus.

 

Dentro do Santuário, a filha de Zeus encontrava-se no salão do representante dela. Juntos conversavam sobre a conclusão da Amazonamaquia.

 

As portas pesadas e detalhadas em relevo foram abertas pelo Cavaleiro de Bronze de Canis Minor, o seu ar expressivo era preocupante e urgente.

 

- Grande Mestre e Mater Atena! Temos más notícias! – Alertava o pequeno Cavaleiro.

A postura do representante da deusa era exemplar, frieza medonha e uma calma assustadora, enquanto Atena tentava manter a sua atitude de uma divindade.

 

- Onde estão os teus modos, Cavaleiro? – Perguntava Eklegetai num sermão.

 

A inquietação dele fez com que desrespeita-se o protocolo de conduta militar. Então reverenciou-se, baixou sua cabeça de vergonha.

 

- Perdoai-me pela minha insolência, mas tenho informações perturbadoras.

 

- Podes falar, Canis Minor. – Pedia Atena.

 

- O grupo de espionagem foi dizimado pelas hostes de Miaiphonos Ares e também o Cavaleiro de Lira.

 

- Desenvolve mais os detalhes. – Ordenava o antigo Cavaleiro de Aquarius.

 

Então o jovem explicou o melhor que sabia e a reação foi no mínimo chocante e nada bom, Atena mordia seu lábio disfarçadamente.

 

- E as suas Armaduras? Onde estão? – Perguntava o ancião.

 

- Eu não sei…

 

Somou mais uma grande preocupação, Eklegetai gesticulou a sua mão envelhecida para ele se retirar.

 

- Promarkos Atena… - Pausou ao demonstrar num tom de desgasto e de um temor de um pai para as suas crianças. - …esta guerra será mais sangrenta e cruel do que a anterior e certamente uma das mais…

A deusa ordenou com o olhar para parar com aquela frase pessimista.

 

- A atrocidade do meu irmão não tem limites… - Pausou para mostrar suas lágrimas de tristeza. – tenho de travar esta guerra o quanto antes e já!

 

Eklegetai apercebeu o que a sua deusa iria fazer.

 

- Vai tomar as rédeas da guerra e enfrentá-lo diretamente? – Perguntava o ancião diretamente.

 

- É exatamente isso que vou fazer, esta guerra está a tomar vidas dos meus Cavaleiros!

 

- Na guerra de há 175 anos, eu prometi e meus outros companheiros em devotar nossas vidas em causa da sua segurança e dos inocentes e esta geração vai fazer a mesma! – Relembrava o antigo Aquarius.

 

- Esta supera todas em virtude de uma guerra que emprega Ares. A anterior é incomparável e estas tragédias provam o medo que tinha desde o início e ainda não começou verdadeiramente.

 

O Grande Mestre sentiu que as preocupações de Atena não eram devaneios ou falta de determinação, ela sentia que o número de vítimas aumentaria exponencialmente, o Cavaleiro de gelo retirou seu elmo dourado ao revelar a sua face rugosa, uma expressão triste o tomou conta d si e jamais tinha demonstrado tal fragilidade diante de qualquer outro Cavaleiro. Ele que sempre era frio, calmo, severo e integral com seus deveres como braço direito da deusa, porém diante dela revelava como a sua personalidade mais humana.

 

- Se a Senhora virá em frente, eu também irei. – Falou Eklegetai com grande iniciativa e seriedade.

 

Atena o fulminou com seu olhar de desaprovação.

 

- Não aceitei este posto dado por vocês para viver ao ver uma geração de crianças inocentes a desperdiçar as suas vidas e morrer em face a estes guerreiros se assim o podem ser chamados! Eu também sou um Cavaleiro e morrerei como um, a geração dos Epta Chrysa (Sete de Ouro) vive comigo e a promessa ainda está de pé, eu sou o último deles e é meu dever acarretar as suas vontades e agir como um!

 

Ela não quis acreditar que ele desobedecera com aquela vontade de um olhar e alma firme, uma parede de gelo que jamais se derreteu, relembrou do pai do Grande Mestre. O Cavaleiro de Cobre de Urna chamado Zachariam que tinha marcado como um ilustre herói que tombou em combate para salvar uma criança, que na verdade era seu filho. Eklegetai jamais superou o ódio que tinha pelos Marinas, escondia muito bem e sabia lidar com isso, pois ele devia a um da sua geração em particular, Prima de Aries.

 

Mas todo ambiente foi interrompido pela chegada inoportuna do sétimo guardião que entrou no recinto.

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Muito bom, estava com saudades de ler sua fic, sou suspeito a falar, pois já sabes que reconheço seu excelente trabalho na escrita, narrativa, enfim, tive a sorte de receber algumas instruções suas qu

Comentário em vídeo Saint!

 

https://www.youtube.com/watch?v=jB_RexStM00&feature=youtu.be

 

Abração!

Yo Nikos.

 

O tamanho pode ter sido pequeno, porém aconteceu alguma coisa que prendeu a tua atenção, como o Cavaleiro de Canes Venatici que desconfiou dela.

 

Atena já sofreu o que devia e ela tem de tomar as rédeas do combate e Eklegetai não ficará para trás.

 

Agradeço mais uma vez pela atenção aos meus erros e também desleixo.

 

Muito obrigado e abraços, mon ami.

 

Grande Mestre em ação!!! Vamos que Vamos!!

 

Dahoras!!!!

Se gostaste do Grande Mestre nas suas atitudes, imagina ele em combate.

 

Muito obrigado, Grimlock.

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Adorei o ato do Cães de Caça ser descendente de uma linhagem que idolatra o Deus Apolo. É bastante condizente. Enfim, a lealdade de Brunilda perante a Deusa Atena foi posta em cheque e agora não sei se devo confiar nela como uma verdadeira Amazona ou se ela está traindo o exército em que se encontra, ou que até mesmo lute pelos seus próprios interesses pessoais. Não sei o que pensar a respeito, então aguardarei a resposta nos capítulos vindouros.

 

Eklegetai e Atena conversam e o primeiro deseja entrar na batalha, estando cansado de ver seus companheiros falecerem em batalha. Gostei da postura e atitude do líder dos Cavaleiros em finalmente participar de um confronto. Mas a chegada daquele homem misterioso me deixou intrigado. Quem será? Fiquei curioso. Parabéns e abraços!

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Adorei o ato do Cães de Caça ser descendente de uma linhagem que idolatra o Deus Apolo. É bastante condizente. Enfim, a lealdade de Brunilda perante a Deusa Atena foi posta em cheque e agora não sei se devo confiar nela como uma verdadeira Amazona ou se ela está traindo o exército em que se encontra, ou que até mesmo lute pelos seus próprios interesses pessoais. Não sei o que pensar a respeito, então aguardarei a resposta nos capítulos vindouros.

 

Eklegetai e Atena conversam e o primeiro deseja entrar na batalha, estando cansado de ver seus companheiros falecerem em batalha. Gostei da postura e atitude do líder dos Cavaleiros em finalmente participar de um confronto. Mas a chegada daquele homem misterioso me deixou intrigado. Quem será? Fiquei curioso. Parabéns e abraços!

Tinha de o fazer completamente e não bastava usar as Pitonisas de Delfos para tal finalidade, daí que tive de buscar outras fontes das cidades mais antigas de Grécia que serviu de inspiração para este fim, sendo ele um sucessor das artes de profecias ao serviço de uma deusa ateniense. Para muitos, Brunilde desperta segurança, principalmente para mulheres e para os homens como Chara, uma grande dúvida se ela não estaria a desfrutar de tal desgraça entres eles para satisfazer sua necessidade de guerreira e dar uso à sua existência.

 

O antigo Aquarius pode ser sido como uma pessoa fria, porém age em vista da justiça e desgraça ao esconder as suas verdadeiras emoções.

 

A pessoa mistériosa conheces muito bem e bem mesmo

 

Obrigado e até à próxima, abraços.

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SAINT SEIYA ERA MITOLÓGICA

BLOODY WAR

Capítulo 74 – Uma solicitação desonrosa

 

O Cavaleiro de Ouro mais antigo e erudita de todo o Santuário trazia consigo alguns pergaminhos com desenhos.

 

- Paternon Atena e Grande Mestre, a minha intromissão têm uma grande justificação e tenho a certeza que irá perdoar-me. – Dizia Aposafi com certeza.

 

No entanto, ambos não gostaram do tom dele. Assumiram a sua postura séria de antes que tinha sido quebrada.

 

- Espero que venha a pena. – Alertava o antigo Aquarius.

 

Aposafi entregou os rascunhos, a deusa desenrolou e ficou perplexa.

 

- Então? – Perguntou Libra com ansiedade.

 

- Nem pensar! - Respondeu Atena ao rasgar os papéis e a proposta dele. – Nenhum Cavaleiro irá usar armas, Aposafi! Eu abomino e odeio o uso de armas em combate! É um grande atrevimento teu e eu posso enclausurar-te por isso! – Ameaçou a filha de Zeus.

 

- Mas! Mas! Mas! – Repetiu Aposafi apavorado. - O Miaiphonos Ares provou com grande argumento que os seus Agoges são capazes de feitos ainda mais admiráveis e destrutivos que nós, os seus Cavaleiros! Eu imploro que ceda ao meu pedido em nome da minha assistente e amada Sectant que morreu em batalha contra aquelas Antianeiras, assim estará garantido a sua…

 

- Já chega! – Interrompeu-o ao mostrar autoridade. – Mais uma palavra em favor da tua atitude desonrosa e irei destronar do teu cargo como Cavaleiro de Ouro! Aposafi volta de imediato para o teu templo e desiste desta ideia infeliz, se tens respeito da Promarkos Atena. – Ordenava Eklegetai em virtude da sua influência.

 

O Cavaleiro de Ouro ficou inquieto, apertou seus punhos e derramou lágrimas de tristeza.

 

- É assim que vamos acabar! Derrotados e mortos de forma sem misericórdia e desprezados pelo nosso inimigo em nome da sua teimosia e não é capaz de ver a…

 

O desrespeito do mais antigo desencadeou uma reação de Eklegetai, foi impedido de continuar através da Grand Kolisto (Grande Anel de Gelo), uma medida extrema que foi executada em favor da prepotência dele.

 

- A morte assusta-te, Aposafi? – Perguntou Eklegetai. – O reino de Necrodygmon é justo porque vê todas as mortes como iguais e pela maneira que reages e atuas como um mero cobarde e desvirtuoso pelas tuas atitudes. Perturbas o sacrifício e as mortes daqueles que vieram e foram Cavaleiros antes de ti, nunca tomaste a iniciativa da frente de combate. As tuas desculpas careçam de valor e a tua patente injustiça. - Discursava em tom de sermão. – Neste momento temos um conflito sangrento e contámos com a tua ajuda, embora a tua experiência em combate seja nula, usa a tua grande inteligência em penitência da tua ofensa contra a Promarkos Atena e assim terás seu perdão.

 

O mestre de Sectant não conseguia mexer um dedo ou fazer qualquer movimento, apenas ouvia, pois era impossível escapar daquela técnica imóvel.

 

- Soldados, levá-los para o seu templo e ele está sobre vigilância apertada. Conto convosco! – Ordenava Eklegetai com um olhar de deceção.

 

As sentinelas o levaram como uma estátua de gelo, até à segunda metade do ciclo zodíaco para relatarem sobre qualquer suspeita.

 

Após as portas selarem, Atena tapou a sua cara para esconder a tamanha expressão de vergonha e desonra que sofrera em toda a sua vida, o antigo Aquarius aproximou dela e tocou nas mãos dela, o calor provinha de uma empatia pelos sentimentos dela.

 

- Ele é o único que pensa assim, nenhum outro seu Cavaleiro opta pela aquela atitude. Todos partilham a mesma dor e acreditam em nós, somos o seu pilar da esperança e perseverança. Naquele tempo, começamos do zero e agora temos os meios necessários. A moralidade tem de ser mantida e inabalável. A Senhora é a deusa da guerra sábia e justiça. – Eklegetai encorajava-a e fazer força para acreditar e esquecer que houve um cenário de segundos atrás sobre a fragilidade e caminho fácil.

 

Uma vista incomum e inacreditável, um mero mortal a dar apoio a uma divindade. Para a filha de Zeus não se importava, apesar de ser uma imortal, valorizava os valores dos humanos e sabia do que eles eram capazes. Apesar de ter poucos séculos de conivência com eles, era pouquíssimo para os avaliar e dar como resposta definitiva do que significa ter uma vida limitada. Os deuses eram os pais deles e um reflexo das divindades, seus guias e orientadores.

 

- Se a Niké estivesse viva… ela nunca iria permitir isso. A ausência dela traz-me saudades, a minha única amiga, mas não estou sozinha. Se a tua decisão de combater ao meu se mantém firma, então a minha também e não mudará. – Desabafava Atena com um sorriso em seu rosto.

 

O Grande Mestre também sorriu, desta vez. As portas emitiram um som de um bater em vez de derrubamento.

 

- Pode entrar. – Ordenava o representante.

 

Havia duas pessoas.

 

Eram Diana de Sagittarius e Scribe, o muviano que tinha escapado das masmorras de Aeropagus que estava de mão dada. Diana deu uns passos, ajoelhou-se me respeito à contingência.

 

- Tenho boas novas, Pallas! – Comunicava a guerreira da nova casa zodiacal. – Scribe, finalmente consegue falar e ele vai contar sobre aquele horrível lugar que presenciou.

 

A criança de Métis avançou para o infante de dois pontos na testa, acariciou a cabeça dele e pegou nas mãos surradas e maltratadas.

 

- Deusa… Pallas…- Finalmente falou Scribe. – Ajuda os meus irmãos… tira daquele lugar horrível… - Pedia em lágrimas.

 

A criança não resistiu e abraçou-a como se fosse uma mãe, Atena continuou a tocar nos cabelos e a cada toque tirava toda a dor, a muviana assistia ao ver e isso ajudava no seu coração ansioso.

 

Nesta noite, o pequeno contava tudo o que fazia e como era aquele lugar.

 

Sexto Templo do Zodíaco, Libra

 

Aposafi estava a ser vigiado de um modo muito cerrado e com bastante atenção por parte dos guardas que tinham sido designados pelo Grande Mestre, mesmo dentro da sua biblioteca pessoal não poderia estar sozinho, os soldados atuavam como sombras no corpo do erudito.

 

“A deusa Atena é uma grande tola! Não consegue ver que a sua estratégia é ineficaz para o Miaiphonos Ares, é preciso combater fogo com fogo! É o básico de uma guerra e ela se intitula-se a divindade da guerra?! Uma incompetente que não se assume e é chamada de guerreira!”

 

O homem de cabelos brancos monologava em pensamento de modo que evitasse frases que o declaravam suspeito, anarquista e traidor perante o exército da filha de Zeus.

 

“O momento é inadequado para usá-lo. Com a situação atual, o meu poder está muito além de uma deusa e do antigo Aquarius.”

 

Aposafi olhava para as feridas superficiais na sua pele, indicando que a autoridade e poder de Eklegetai imperava respeito.

 

“Tenho de ter paciência e esperar pela mudança do turno de vigia deles. Aí vou atuar na sombra, na iminência desta guerra sangrenta é crucial agir do que ficar quieto.”

 

Os guardas mantinham seus olhos bem atentos como se fossem um predador com a maior paciência do mundo em caçar uma presa.

 

- Jamais esperava que o Mestre Aposafi fosse capaz de cometer tamanha ousadia para a nossa Mater Atena! – Comentava um dos soldados.

 

- Eu também penso como tu! – Concordava o outro.

 

- Sabes que existem rumores difamatórios contra o Mestre Aposafi? – Perguntava para seu camarada.

 

O outro virou para os olhos dele ao desviar a sua atenção.

 

- Que dizes?! Rumores de que língua malfalada?! – Instigava a sentinela curiosa.

 

- São muito antigos! Pertencem aos soldados que vieram antes de nós! – Respondeu com a voz baixinha.

 

- Eu nunca soube disso! Mas o que o Mestre Aposafi fez?! – Continuou a aprofundar a conversa.

 

Quando o soldado ia responder, Libra preparava uma técnica ao vasculhar o seu livro de registo das técnicas dos Cavaleiros e Amazonas, encontrou um adequado para a situação.

 

- Perfeito! Uranographia (Escrita do Céu)

 

Ao mencionar sua técnica, surgiu uma pena de escrita cósmica azul celestial que desenhava os pontos estelares da constelação que queria invocar.

 

- Constelação de Corvus: Munin

A técnica que ele chamou era do nórdico Alysis que apagou as memórias deles e ainda as alterou com ordens específicas.

Ambos estavam confusos e ignoravam porque estavam ali.

 

- Podem retirar, agradeço imenso pela vossa assistência. – Agradecia falsamente Aposafi.

 

Então os guardas foram se embora sem entender nada, apenas confiando na palavra do dourado.

 

“Eu não sou um rato encurralado. Usarei todos os meios necessários para me proteger.”

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Caraca esse Libra, o que será que ele pretende! O que será que fara Atena permitir o uso das Armas de Libra. Da um petisco ai!!!

O mistério continua a ser mistério. Infelizmente não puderei saciar a tua fome de curiosidade, não dou spoilers.

 

Qualquer das maneiras, agradeço pelo teu comentário.

 

Abraços e continua.

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Excelente capítulo, Mystic! Gostei bastante e inclusive achei que ele vai ter uma importância fundamental, tanto para os personagens envolvidos, quanto para a trama em si. Uma curiosidade, esta guerra santa que está relatando é a que Atena teve que se ver 'forçada' a usar as Armas de Libra para enfrentar os servos de Ares? Se sim, parabéns desde aqui por nos mostrar mais pormenores a respeito. Porque pelas informações que temos pelo Hipermito, dá a entender que Libra era uma pessoa fundamental naquele conflito e que, no mínimo, era alguém justo e honrado.

 

E pela sua fic, vemos que Aposafi é o total oposto disso. Mas ele não chega a ser necessariamente ruim. Pelo contrário, ele visa o bem do exército Ateniense, mas da forma errada, não hesitando em quebrar algumas regras especiais para conquistar a vitória. Gostei muito da técnica dele, Uranographia, de copiar as técnicas de outras pessoas e utilizá-las a seu bel prazer. Isso denota que o Cavaleiro de Libra do seu universo é detentor de um grande conhecimento a respeito dos Cavaleiros e seus ataques especiais. Gostei mesmo, parabéns pela criatividade!

 

Por fim, Diana e Scribe chegam ao Templo do Grande Mestre. O pedido do garoto deve ser fundamental para que Atena decida de uma vez por todas que precisa lutar contra Ares para salvar os muvianos encarcerados, além de por um fim nesta batalha finalmente. Parabéns pelo capítulo e abraço!

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Oi saint td bem? Seus últimos dois caps foram de transição mas mesmo assim trouxeram acontecimentos muito interessantes

 

Cap73

Começamos com Brunhilda demonstrando um lado dela que não conhecíamos, mais acolhedor e quase maternal, ao cuidar do canis minor

Mas logo volta a mostrar que é realmente uma Valquíria ao socar outro cav por derrespeita-lá, a cada aparição gosto mais dessa filha de Odin!

Só uma dúvida que eu fiquei cara, qual é a constelação do cav q ela bateu ? Sabe o que Pd ver o futuro. Não sou muito bom com o nome grego das constelações

Atena mostra que pretende participar da batalha depois dos últimos acontecimentos. Algo bem inovador considerando o que sabemossobre cdz e na minha opinião extremamente bem vindo. O grande mestre também resolve lutar agora veremos o verdadeiro poder do antigo aquário o que me deixa ansioso

Cap 74

Libra desafia Atena propondo a criação de armas para os cavs. Em algo que pode ser o prenuncio das famosas armas de libra! ( as quais segundo o hipermito foram criadas e usadas na 1a batalha contra Ares). Realmente estou empolgado por vc abordar isso agora estou curioso para ver como ele pretende criar estas armas, será que pedirá a ajuda da Diana, do cav de Áries ou mesmo no garoto muviano resgatado ?

E por falar no garoto, estou curioso para saber tb que segredos ele pode contar sobre seu cárcere com o exército de Áries

Por último não posso deixar a técnica de libra que aparentemente permite copiar qualquer outra técnica que ele tenha lido a teoria em seus livros, algo que tem muito potencial se for bem usado e tb mostra a sua criatividade

 

Parabéns pelos capa saint e a até a prox

Editado por Fimbul
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Excelente capítulo, Mystic! Gostei bastante e inclusive achei que ele vai ter uma importância fundamental, tanto para os personagens envolvidos, quanto para a trama em si. Uma curiosidade, esta guerra santa que está relatando é a que Atena teve que se ver 'forçada' a usar as Armas de Libra para enfrentar os servos de Ares? Se sim, parabéns desde aqui por nos mostrar mais pormenores a respeito. Porque pelas informações que temos pelo Hipermito, dá a entender que Libra era uma pessoa fundamental naquele conflito e que, no mínimo, era alguém justo e honrado.

 

E pela sua fic, vemos que Aposafi é o total oposto disso. Mas ele não chega a ser necessariamente ruim. Pelo contrário, ele visa o bem do exército Ateniense, mas da forma errada, não hesitando em quebrar algumas regras especiais para conquistar a vitória. Gostei muito da técnica dele, Uranographia, de copiar as técnicas de outras pessoas e utilizá-las a seu bel prazer. Isso denota que o Cavaleiro de Libra do seu universo é detentor de um grande conhecimento a respeito dos Cavaleiros e seus ataques especiais. Gostei mesmo, parabéns pela criatividade!

 

Por fim, Diana e Scribe chegam ao Templo do Grande Mestre. O pedido do garoto deve ser fundamental para que Atena decida de uma vez por todas que precisa lutar contra Ares para salvar os muvianos encarcerados, além de por um fim nesta batalha finalmente. Parabéns pelo capítulo e abraço!

Muito obrigado, Gustavo.

 

É nestas tramas que saiu bem e que maneiras, apesar dos resultados das minhas descrições e planeamento de lutas sejam maus.

Na teoria e explicação de Hypermito é dito que sim que ela tenha usado e juntamente com o Cavaleiro de Libra como o mais justo entre eles, daí que a sua fama tenha subido desde a era atual. A minha preocupação desta fic tem sido as explicações das origens tal como o báculo que continha a deusa Niké, responsável pelas vitórias milagrosas, o nome das guerreiras como amazonas, o primeiro Grande Mestre, a origem da Excalibur e outras que ainda faltam. E como as coisas não são contadas com todas as palavras descritas e sim por resumo, posso por liberdade criativa e poética explicar da minha maneira e o resultado será encaminhado como lenda.

 

Exato, Aposafi é um Libra desequilibrado e oposto aos Cavaleiros do seu signo. Concordo com a tua observação, peca muito em suas atitudes e também da sua prepotência como o mais antigo no ativo dos dourados. A ideia de usar a Uranographia é bem condizente como aquele que vê todos os Cavaleiros e também conhece todas as constelações e possuindo um grande conhecimento em termos da astronomia e ainda cataloga-las.

 

Se Atena tivesse conhecimento prévio desta situação ou ocorrido, ela teria agido de imediato e de muito ódio pelo seu irmão divino.

 

Muito obrigado e abraços por igualdade.

 

Oi saint td bem? Seus últimos dois caps foram de transição mas mesmo assim trouxeram acontecimentos muito interessantes

 

Cap73

Começamos com Brunhilda demonstrando um lado dela que não conhecíamos, mais acolhedor e quase maternal, ao cuidar do canis minor

Mas logo volta a mostrar que é realmente uma Valquíria ao socar outro cav por derrespeita-lá, a cada aparição gosto mais dessa filha de Odin!

Só uma dúvida que eu fiquei cara, qual é a constelação do cav q ela bateu ? Sabe o que Pd ver o futuro. Não sou muito bom com o nome grego das constelações

Atena mostra que pretende participar da batalha depois dos últimos acontecimentos. Algo bem inovador considerando o que sabemossobre cdz e na minha opinião extremamente bem vindo. O grande mestre também resolve lutar agora veremos o verdadeiro poder do antigo aquário o que me deixa ansioso

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Libra desafia Atena propondo a criação de armas para os cavs. Em algo que pode ser o prenuncio das famosas armas de libra! ( as quais segundo o hipermito foram criadas e usadas na 1a batalha contra Ares). Realmente estou empolgado por vc abordar isso agora estou curioso para ver como ele pretende criar estas armas, será que pedirá a ajuda da Diana, do cav de Áries ou mesmo no garoto muviano resgatado ?

E por falar no garoto, estou curioso para saber tb que segredos ele pode contar sobre seu cárcere com o exército de Áries

Por último não posso deixar a técnica de libra que aparentemente permite copiar qualquer outra técnica que ele tenha lido a teoria em seus livros, algo que tem muito potencial se for bem usado e tb mostra a sua criatividade

 

Parabéns pelos capa saint e a até a prox

Yo Fimbul, é verdade.

 

No 73, tenho fazer a Brunilde a minha personagem nórdica mais complexa possível e ela tem sido bem explorada e até demais, lol.

Aquele Cavaleiro de Prata, é Chara de Cães de Caça. Atena da minha fic tem feito com que ela seja o mais distinta possível de Saori e até de Sasha, sendo ela a minha versão da Atena mitológica desta era e o Eklegetai também e não apenas um bloco de gelo.

 

No 74, aí as coisas foram baseadas e inspiradas no Hipermito, no entanto, não segue a cronologia indicada.As tuas teorias da criação das armas de Libra são boas, será que vou usar. Em breve saberás e muito em breve.

 

Os próximos capítulos contarão e vais gostar imenso.

Nem imaginas, Aposafi é um ladrão das técnicas e usa a seu belo prazer com muitas artimanhas.

 

Muito obrigado e igualmente.

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SAINT SEIYA ERA MITOLÓGICA

BLOODY WAR

Capítulo 75 – Uma dívida do passado! Um amor por um estranho!

 

O Templo de Pisces, a última fortaleza da elite dourada dos doze templos pertencia ao atual Cavaleiro e seu guardião, Egle. Aquele que passou a sua infância no Santuário desde que era um mero bebé, Atena atuou como uma mãe adotiva e Eklegetai como uma figura paternal, na cuja o homem dos cabelos verdejantes nutria todo o seu respeito, amor e lealdade.

 

Privilegiado e orgulhoso por ser a última defesa do Santuário, porém toda esta casca de homem guerreiro escondia uma pessoa preocupada e empática pelos seus camaradas, jamais se interessou pela hierarquia e diferença de postos.

 

Era noite, um céu cheio de estrelas brilhantes que faria um simples mortal maravilhar como tal ao assumir que era a obra dos seus deuses.

 

Dentro do templo que era a morada de Egle, encontrava-se acordado com seus trajes. A imagem do Cavaleiro era semelhante às estátuas esculpidas pelas mãos divinas. As colunas jónicas decoradas de rosas vermelhas, brancas e pretas, no centro situava uma imagem da constelação de peixes gémeos, as caudas estavam atadas por uma linha. Os relevos e detalhes eram excecionais, as bocas abertas serviam de fonte e a água seguia seu curso por uma corrente que levava à piscina verde, a casa do guerreiro parecia um jardim de vida abundante que era alimentava pelo cosmo. Egle esperava com grande paciência por uma pessoa.

 

- Perdoa-me pela minha demora, Senhor Egle.

 

A voz era de uma jovem celta de traços delicados dotada de uma força igual a um de Ouro.

 

- Não gosto muito de formalidades, Philipa. – Pronunciava Pisces ao sorrir de alegria ao vê-la. – Voltaste viva da guerra contra as Antianeiras, quando irás mostrar que o teu poder merece estar ao lado de nós?

 

A guerreira lusitânica corava, embora estivesse de máscara que escondia as suas expressões faciais, o guerreiro da última casa a conhecia muito bem pelos gestos dela.

 

- O mesmo vale para si, Egle! O meu nome é um segredo e eu gostaria que continuasse a ser mencionado pela deusa que me acolheu quando era uma infanta indefesa. – Atacava com seu dedo indicador no meio da cara dele.

 

Pisces fechou seus olhos e virou a sua visão para um menhir que estava coberto de rosas brancas com espinhos, tinha um desenho rústico de um cavalo e escrito em oghma.

 

- A tua Animalia de Garrano finalmente se converteu numa pedra. – Comentava o homem de cabelos verdes.

 

- É verdade. Isso significa que a minha Senhora irá escolher outra Equus como minha sucessora e aquele menhir não passará de uma mera lembrança e também não precisarei de esconder mais a minha identidade, agora sou Epona de Equuleus, Amazona de Bronze de Hippos Atena. – Explicava a celta mais aliviada.

 

A jovem aproximava mais a mais dele subtilmente ao acariciar o corpo dele, porém ele afastava a mão da jovem gentilmente.

 

- Ainda não respondeste à minha pergunta, Epona? – Insistia o guerreiro sem rodeios.

 

Ela deu as costas, tentava desviar o assunto. Embora ele aborrecesse que não conseguisse a resposta, jamais se zangou por conta de uma dívida do passado.

 

Flashback, dez anos atrás numa floresta de Gália

 

Numa floresta gaulesa, Egle se encontrava num estado de vida ou de morte. A sua Armadura tinha algumas rachadelas, porém cheio de cortes por todo o corpo. A sua respiração estava quase extinta e a visão turva.

 

- A minha… hora… chegou…?

 

Fechou seus olhos e tudo ficou negro, mas uma voz infantil o chamava incessantemente para a vida como se fosse uma mão que puxava do abismo da morte. Abriu as pálpebras e via uma simples criança de seis anos que trajava uma proteção metálica de cor castanho, era bem completa, seu elmo tinha um desenho equestre e mesmo que fosse uma infanta estava muito bem protegida.

 

- Onde… estou…? – Perguntava Egle fraco e sem forças para completar a sua frase.

 

Pisces estava enfaixado e suas feridas estavam todas curadas e o mais incrível era que não tinha qualquer cicatriz, levantava com muito esforço. Encontrava-se dentro de um templo de madeira que parecia um estábulo com várias espécies de cavalos.

 

- Descansa, Cavaleiro de Atena. – Aconselhava uma voz feminina mais madura.

 

Epona, a deusa dos equestres montava um simples e elegante cavalo branco que emanava uma grande pureza e humildade para uma divindade. A sua aparência era de um mulher de campo com olhos azuis, cabelos castanhos e um corpo esbelto e maravilhoso. Trajava uma armadura branca com detalhes castanhos em relevos de cavalos e algumas letras em oghma, a sua proteção chamava-se Triskle.

 

- Seja bem-vindo a este respeitoso templo. – Cumprimentava a deusa para Egle ao descer do cavalo. – O meu nome é Epona, sou uma deusa e esta menina deve teus agradecimentos, pois ela encontrou-te num estado lastimável e dormiste por três dias inteiros.

 

A divindade céltica apontava para ela como responsável pelo bem-estar dele. O Dourado procurava a sua Armadura e a avistou a alguns metros, as feridas não eram graves, mas era necessário repará-la e tornar mais resistente, ele rastejava para a sua Armadura com um olhar preocupado e triste em ver a sua orgulhosa veste de ouro danificada.

 

A deidade aproximou do Cavaleiro ao ter ficado comovida pelo gesto, tocou no manto de metal, as “feridas” foram curadas e renomada com uma nova força e mais resistente num tom cósmica verde e um símbolo céltico.

 

- Porque a Senhora acolheu um estrangeiro como eu e estender a sua mão generosa? – Perguntava o Dourado sem entender nada.

O ser divino ajudou o Cavaleiro a levantar ao apoiar nos braços dele e ainda curou o cansaço.

 

- É um reconhecimento pela tua dedicação e altruísmo em teres livrado de um certo Equus, um dos meus guerreiros ter convertido num demónio pela deusa Carman, um fraco de coração seduzido pela magia negra dela e ainda teres salvado esta menina que dedicou e persistiu em salvar-te. – Respondia a deidade dos cavalos.

 

O homem de cabelos verdes recompôs em pé e colocou numa postura de guerreiro, num olhar fixo e de grande agradecimento.

 

- Eu sou um Cavaleiro de Atena, a minha prioridade é defender a Mater Atena. Mas a minha natureza não permite ignorar a ajuda dos necessitados e fracos mesmo que seja um assunto estrangeiro, sou um guerreiro de paz e odeio injustiças. O meu é Egle e jamais esquecerei esta generosidade sua e da menina…

 

- Philipa, minha pequena Equus de Garrano.

 

- Philipa… - Chamou-a ao ajoelhar perante a menina que estava atrás da sua deusa. -…eu estou muito grato pela tua ajuda e coragem em acolheres alguém desconhecido como eu, vou dar-te um presente para ti.

 

Egle emanou seu cosmo verdejante com tons de dourado que fez brotou da terra uma roseira que se transformou numa guirlanda de rosas brancas e para a deidade uma de rosas amarelas, ambas aceitaram com um sorriso como pagamento. A menina se corou e deu um beijinho tímido no guerreiro de Atena.

 

- Senhora Epona, eu tenho de ir de imediato para o Santuário de Mater Atena. Tenho a certeza que a minha ausência está a preocupar o Grande Mestre, eu prometo que virei novamente para visitar-vos. – Despediu Pisces, fez uma vénia de respeito e acariciou a cabecinha da menina gentilmente com um grande sorriso em seus lábios e um brilho puro nos olhos.

 

A Armadura de Pisces correspondeu ao cosmo do seu portador e ao trajar peça por peça, a sua energia cósmica voltou e estava renovada e cheio de força, pronto para uma nova batalha e mais sentiu uma resistência e uma companhia da deusa dos cavalos ao seu lado. O esplendor da proteção resplendecia como uma estrela numa noite, isso encantou imenso Philipa.

 

Então, Egle retomou a sua jornada de regresso para o quartel general de Atena. Saindo das florestas de Gália, estava a entrar nos territórios helénicos ao ter apercebido de uma presença que tinha desde que partiu do santuário da padroeira dos equestres.

 

- Por quanto tempo vai seguir-me, Philipa? – Perguntava o guardião da última casa zodiacal.

 

A menina não saiu ao revelar sua teimosia. Em resultado, o Cavaleiro encontrou-a num arbusto que ela riu-se matreiramente.

 

- Volta para a tua deusa. – Ordenava Egle sem muita paciência para a criancice dela. – De certeza que ela está preocupada contigo, irei levar-te para junto dela.

 

A Equus fez gestos de negação, embora não conseguisse falar a língua dele.

 

- A minha vida como Cavaleiro está dedicada à causa de Mater Atena, não posso levar alguém que já é uma escolhida e devias aceitar teu destino como Equus de Epona. Não quero usar a força contra uma criança, mas a tua teimosia obriga-me!

 

A mão do Pisces foi rebatida por um soco dela ao indicar a decisão firme dela, rapidamente Egle entendeu que a proteção que ela usava não era apenas um enfeite, ele tinha descoberto um diamante bruto, mas ele poderia levar-lha para o Santuário sem o consentimento de Epona? A resposta foi dada pela Armadura que mostrou o símbolo céltico, o guerreiro entendeu como um sinal de aprovação.

 

“Entendi. A Senhora previa isso, vou respeitar a sua vontade.”

 

O Dourado estendeu a mão.

 

- Vamos juntos para o Santuário.

Philipa respondeu ao ter saltado para o colo dele que ficou embaraçado. Continuou até ao seu destino.

 

Momento presente

 

O guardião da última casa relembrava do passado em meros segundos e ainda sobre a sua presença da celta em relação às outras aspirantes, para ele continuava o mistério de ela ter sido uma Amazona de Bronze quando seu potencial indicava um posto para Amazona de Ouro, mas era óbvio que de acordo com seu signo já estava preenchido.

 

- Egle…no que estava pensado? – Perguntava a guerreira.

 

- Estava apenas perdido nos meus pensamentos. – Respondeu Pisces disfarçadamente. – Sinto que esta guerra mal começou e que a sua entrada irá começar muito em breve.

 

Apontou para a lua que parecia que estava vermelha, igual à cor de sangue.

 

- Desta vez, eu, Epona vou lutar ao teu lado. – Dizia Egle num tom de grande empenho.

 

O Cavaleiro desviou os olhos outra vez com traços de preocupação, ele estava mais determinado a protege-la do que ela, ele sentia um amor por ela. Sabia esconder isso muito bem, porém os dias vindouros impossibilitam isso. Por um lado, a experiência madura de Epona carecia disso.

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Capítulo suave, mas de suma importância para os personagens envolvidos. Gostei bastante. Não podia imaginar que Epona tinha algum tipo de relação com o Cavaleiro de Ouro de Peixes, adorei isso. Não lembrava de que ela tinha poder idêntico a de um dourado e isso é estranho, porque, se minha memória não falha, ela passou sufoco contra as Amazonas de Hipólita e acho que elas não eram tão poderosas quanto um membro da elite de Atena.

 

O flashback foi muito bem introduzido e consolidou de forma incrível a relação entre eles. Agora fico na minha shippagem para que role algo mais entre eles além de uma simples amizade. Em suma, um capítulo curto, bem leve, suave, mas que teve bastante relevância para o Egle e a Epona. Tanto que o nome verdadeiro dela é Philipa, e eu gostei disso porque lembra um certo personagem meu... /sex

 

Eu to brincando, sei que a referência existente nesse nome com relação a animais equinos é bem óbvia hehe abraço!

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Capítulo suave, mas de suma importância para os personagens envolvidos. Gostei bastante. Não podia imaginar que Epona tinha algum tipo de relação com o Cavaleiro de Ouro de Peixes, adorei isso. Não lembrava de que ela tinha poder idêntico a de um dourado e isso é estranho, porque, se minha memória não falha, ela passou sufoco contra as Amazonas de Hipólita e acho que elas não eram tão poderosas quanto um membro da elite de Atena.

 

O flashback foi muito bem introduzido e consolidou de forma incrível a relação entre eles. Agora fico na minha shippagem para que role algo mais entre eles além de uma simples amizade. Em suma, um capítulo curto, bem leve, suave, mas que teve bastante relevância para o Egle e a Epona. Tanto que o nome verdadeiro dela é Philipa, e eu gostei disso porque lembra um certo personagem meu... /sex

 

Eu to brincando, sei que a referência existente nesse nome com relação a animais equinos é bem óbvia hehe abraço!

Capítulos como estes servem para dar a conhecer melhor o que eles são fora das batalhas e dar um toque mais humano e característico que merecem. Esta ligação entre eles, foi discutida e ajudada por Hyuga em termos de estabelecer uma ligação entre eles e o porquê de Egle ser assim. Na verdade, Epona nunca teve grandes dificuldades contra as amazonas de hipólita, era a sua dita camarada, Nefele de Centaurus que odiou que uma estrangeira como a celta e Epona lutou em igualdade contra aquela Amazona de Fogo, se ela quisesse poderia ter dado mais luta e ainda superá-lá.

 

A ideia era apenas um esboço mental, faltava uma contexto para dar em entender a relação que havia entre eles e sempre foi pensado nisso com muito cuidado e seu impato não poderia ser menor ou pequeno sequer. Pois, lembrei-me disso, quando procurava o nome verdadeira para a menina e terminei por encontrar de nome de Filipa, embora tenhas feito isso primeiro do que eu.

 

Uma bela homenagem sem dúvida que liga as fics como o resultado daquele crossover que envolveu Elen com Mary e Elnath.

 

A relação era óbvia, mas simples e sincera.

 

Muito obrigado e igualmente, Gustavo.

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O legal da sua fic pra mim, é que você mostra outras mitologias.

 

Cara espero ver uma relação mais intima entre Egle e Philipa, que eles se amem antes da morte, mancada o Peixe morrer sem da uma bimbada.

 

Dahora o capitulo!

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Para Nikos:

 

Agradeço-te imenso pela tua disponibilidade ao leres os teus últimos capítulos postados.

 

Sobre os próximos serão ditos e explicados nos seguintes capítulos.

 

Abraços e até à próxima.

O legal da sua fic pra mim, é que você mostra outras mitologias.

 

Cara espero ver uma relação mais intima entre Egle e Philipa, que eles se amem antes da morte, mancada o Peixe morrer sem da uma bimbada.

 

Dahora o capitulo!

Yo Grimlock.

 

A história da relação deles irá dar mais do que falar apenas.

 

Muito obrigado e até à próxima.

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Oi saint tudo bem?

Bom este cap tb foi de transição mas trouxe informações interessante, gostei da história da Epona parece que rolou um clima entre ela e peixes gostaria de ver isso ir para frente, tb estou curioso para ver o poder dessa bronzeada teoricamente tão forte Qto um dourado. E agora parece mesmo que a invasão do santuário vai acontecer, realmente estou ansioso para isso acontecer

Parabéns pelo cap e até a prox

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Oi saint tudo bem?

Bom este cap tb foi de transição mas trouxe informações interessante, gostei da história da Epona parece que rolou um clima entre ela e peixes gostaria de ver isso ir para frente, tb estou curioso para ver o poder dessa bronzeada teoricamente tão forte Qto um dourado. E agora parece mesmo que a invasão do santuário vai acontecer, realmente estou ansioso para isso acontecer

Parabéns pelo cap e até a prox

Yo Fimbul.

 

Exato, tinha de dar destaque a meus personagens e também mostrar as relações em seu momento próprio e contextualizado.

 

Anseias bem, muito obrigado e até à próxima.

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SAINT SEIYA ERA MITOLÓGICA

BLOODY WAR

Capítulo 76 – As cortinas da guerra

 

O nascer do sol começou de uma forma estranha e incomum, a sua cor antes dourada estava vermelha e parecia que transmitia uma sensação de sangue derramado, o líquido da vida preparado para banhar e sujar a lâmina, gota a gota a escorrer e pingar. Marcando o trajeto do seu autor.

 

Ares, o deus da guerra e o nemésias de Atena encontrava no seu quarto sem roupa após a noite de estreia da sua primeira concubina, Oculus, antes Amazona, agora Agoge também, deitada na cama sobre os lençóis manchados e sujos da sua virgindade tirada e completamente nua numa expressão de uma mulher carente e desejada de mais atenção por parte do seu amante.

 

- Minha querida… - Ares tocava em seu rosto como se fosse uma seda perante aquelas mãos brutas e sujas. – A tua noite foi agradável? – Perguntava com carinho, uma faceta desconhecida dele.

 

A Agoge acordou e beijou nos lábios do deus suavemente como se estivesse a sugar o mel, o deus sangrento elevou seu cosmo resultando como um incentivo na batalha contra Atena, as nuvens à sua volta formavam imagens de batalhas de soldados gloriosos que derrotavam seus adversários com lanças que os empalavam, os trovões ajudavam ainda mais em junção ao desespero, mas tudo isso desapareceu ao bater na porta.

 

- Lord Ares, a sua cerimónia está prestes a começar. – Avisava um dos seus senescais.

 

O filho de Hera aborreceu por ter seu momento interrompido, tanto que a sua expressão mudou para o habitual, um homem sádico com uma impaciência por sangue, a sua ansiedade se revelava o seu verdadeiro eu.

 

- Eu voltarei, minha querida com a tua cabeça da tua antiga deusa espetada na minha lança e seu corpo lançado às éguas carnívoras de Diomedes. – Prometia Ares com um sorriso nos lábios como presente.

 

- Eu ficarei à espera, meu amor. – Respondia Oculus com um beijo na bochecha da divindade.

O deus trajou uma roupa simples e tipicamente grega, quando saiu dos seus aposentos. O Kydoimo de Machaira o vestiu com uma capa volumosa feita de pele de leão, o focinho cobria a cabeça e ainda bordado nas “costas”, o desenho em relevo de um capacete espartano caminhando como um rei num extensivo corredor para o seu trono que aguardava com paciência com o outro senescal que vigiava a Theo Oplo que era a sua imagem representativa do corpo divino dele, era toda vermelha com detalhes em saliência negra de pontas de lanças ilustrativas, as ombreiras eram grandes e redondas, o peitoral e abdominal estavam bem detalhados e perfeitos em sua simetria, armado com uma hasta pontiaguda e um escudo retângulo com um pássaro, era a coruja do celeiro estampada.

 

Os dois Kydoimos trajavam peça por peça sobre a pele ao cantarolar um hino em coro em sua homenagem:

 

“Para Ares, fumigação para olíbano. Magnânimo, invito, Ares turbulento, em dardos que exultam e em guerras sangrentas; feroz e indomável, cujo grande poder pode fazer as paredes mais fortes de suas fundações agitar: rei da destruição do mortal que contaminaram com escornar, satisfeito com estrondo terrível e tumultuado da guerra. O sangue humano, espadas e lanças encantam e a ruína urgente da luta louca selvagem. Com furiosa contestada e conflito vingador, cujas obras com consternação amarga a vida humana, a adorável Afrodite e Dioniso em rendimentos para a troca de braços nos trabalhos de campo; fomentar a paz, obras suaves inclinadas e dar a abundância, com a mente benigno. ”

 

Após terminar o cântico, os sacerdotes abriram as portas em escolta-lo para a saída que esperava a sua quadriga com uma imagem de um abutre com rédeas de ouro, o chão estava ensanguentado com braços e corpos mutilados dos Hoplitas por causa das famintas éguas que seus focinhos foram reforçados com açaime, o simples toque na crina ajudou a acalmá-las.

 

- A cortina para a guerra se abriu. – Ares apontou com a sua lança para o Santuário de Atena.

 

O nome do deus fora louvado e gritado com grande orgulho pelos soldados, Agoges e até os Eforos presentes à exceção de Anteros que tinha sido notado por Phobos.

 

- Em frente! – Ordenou Ares ao tomar as rédeas e com um aumento brutal do macrocosmo guiou as éguas para o Santuário.

 

O rastro que fez por todo caminho era destruído desde árvores, a floresta estava dizimada e os animais eram irreconhecíveis e suas carcaças fulminadas em cinzas, em meros segundo, ele chegou ao Santuário ao destruir a entrada da fortaleza de Atena.

 

- O famoso Santuário da minha irmã… - Ares fez uma pausa. - é uma pena que tenha que ser destruído!

 

Todos os soldados entraram em alerta máxima pela invasão do deus, ao soar um alerta sonoro, todos eles estavam prontos para atacar de punhos nus. Ares estava rodeado por várias sentinelas, passava seus olhos escarlates ao zombar deles.

 

- Pobres mortais! – Injuriava Ares mais uma vez.

 

A divindade manipulava o instinto belicista do mortal através dos olhos que desejavam sangue derramado ao emitir um brilho escarlate, então todos os soldados atenienses guerreavam uns com os outros ao matarem entre si de forma brutal e animalesca com a única ambição de sobrevivência, mas nenhum sobreviveu a esta carnificina e um grande charco vermelho que sujava o solo sagrado de Atena.

 

- Nem deu para o cheiro! – Comentava Ares na procurava de Atena.

 

Todos os Cavaleiros e Amazonas das distintas castas sentiram o cosmo absurdo e divino da deidade guerreira, tanto que foram influenciados por ele, duas pessoas tinham uma enorme vontade de o fazer. Uma delas respondeu com muita rapidez para o chamado.

 

- A tua arte de guerra é brutal e sangrenta, bem simples e eficaz, Andreiphontes Ares. – Observava a Valquíria ao ter sido atraída pelo cosmo do deus.

 

O deus olhou para a rara beleza de uma Valquíria pela primeira vez, ele que tinha conhecimento sobre elas, ambicionava ter uma sobre o comando dele.

 

- Então, a minha irmã está a recrutar deusas de outros reinos para aumentar a força do seu exército para me subjugar? Mas estás a usar uma Armadura que reluz a ouro, onde está o teu traje? – Perguntava o filho de Hera intrigado e interessado nela.

 

A deusa nórdica desfez da Armadura que as partes montou na sua forma ícone da constelação, Capricorn, enquanto usava a sua respetiva, a Runa da Batalha da Correspondência a reluzir juntamente com o cosmo que se apresentava ameaçadora.

 

- Vais desafiar-me? Um deus mais poderoso do que tu? As filhas de Odin são uma joia rara, com a natureza do teu cosmo devias era servir-me, o único e inigualável deus da guerra e não um velho decrépito como Odin! – Provocava Ares ao descer da sua quadrilha.

 

Brunilde estava colérica e ultrajada pelas ofensas do deus sangrento. Respondeu ao elevar seu cosmo ao nível divino que fazia ser sentido por todo o Santuário, inclusivo à deusa Atena que percebeu a intenção dela, a Valquíria empunhou a sua lança e apontou diretamente para o peitoral da Theo Oplo com toda a sua força, Ares defendeu com o escudo ao incrementar a defensiva.

 

- É uma pena que tenha de destruir uma beleza desigual entre as helenas! Tinha a certeza que me poderias servir bem! – Resmungava Ares ao ser desafiado.

 

O macrocosmo de Ares ultrapassou o dela ao indicar que seus níveis estavam muito desequilibrado e que a vontade divina imperava sobre o outro, o deus guardou a lança e esmurrou o rosto de Brunilde, a dor que ela sentiu, o dano que causou era mais psicológico do que físico. Mas ele não terminou por aí, tratou-a como um guerreiro qualquer ao golpear no estomago que fragmentava a Runa, Brunilde vomitava grandes quantidades de sangue. Ela não queria desistir e segurou o punho dele ao expressar uma face de sofrimento e uma determinação ao continuar.

 

- A vossa fama honra-vos bem, mas o vosso nível de cosmo é uma grande mentira! Como sou muito generoso, dou-te uma nova hipótese de aliares a mim. Os deuses aesires estão entre a minha preferência, especialmente as Valquírias! – Comentava Ares com grande arrogância.

 

Brunilde recua alguns passos, elevava seu cosmo nas mãos para efectuar uma técnica de cura, a Sacrifical Blessing (Dádiva Sacrificial) que curou as suas feridas milagrosamente exceptuando a Runa que estava danificada, o cosmo dela intensificou mais em fúria que por uns momentos superou o de Ares.

 

- Mudei de ideias! Vou levar-te à força e serás a minha segunda concubina! – Expressava Ares o seu desejo de conquista pelas mulheres.

 

A filha de Odin segurou o punho direito com a esquerda e a outra desencadeou o seu ataque mais terrível a Flight of Valkyrie (Voo da Valquíria) contra o escudo, mas falhou ao destruí-lo, ela insistiu numa obsessão de cólera e concretizou ao arranhar o escudo.

 

- A minha impaciência se esgotou, sua cadela imprestável! – Dizia o filho de Hera num acesso de fúria.

 

O líder máximo dos Agoges empunhou a lança para fincar no coração dela, porém umas chamas envolviam o punho direito do deus resultando numa distração.

 

- Quem foi o maldito que se intrometeu?! – Perguntava Ares com cólera.

 

O autor revelou-se com um grande cosmo envolvido em chamas, a sua estatura era a característica predominante dele, seu nome era…

 

- Vougan, o último celta do clã dos olhos vermelhos. – Apresentou Vougan com um cosmo flamejante carregado de raiva e de sentimentos de vingança.

 

- Um outro Cavaleiro de Ouro?! – Resmungava o deus sangrento. – Atena envia crianças contra mim, eu, o grande lorde da guerra!

 

O Cavaleiro de Aquarius queimava a sua energia cósmica de guerreiro ao tornar da cor do fogo escarlate, em vez de dourado, as suas mãos pareciam manobras de chamas.

 

- Vais pagar pela morte do meu pai e dos meus amigos! Flaming Fists (Punhos Flamejantes)

O fogo se materializava ao atingir uma temperatura insuportável que queimava instantaneamente a pele humana, mas ao atingir o rosto mortal que estava a ser usada por um deus, o assunto era outro.

 

- Igual a um choro de uma criança mimada! Nem aquece! – Desiludia Ares com grande deceção marcada em seu rostro.

 

Aumentou o cosmo ao ponto de projetar Vougan para longe e ainda o derrotou apenas com uma mera manifestação de vontade divina, a Armadura de Aquarius tinha algumas rachaduras.

 

- Um momento! – Observou Ares. - O cosmo de Atena está a chamar-me, finalmente!

 

A quadrilha do deus dirigiu para o coliseu na busca de um desafio maior.

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Yo Nikos, obrigado por teres lido o meu mais recente capítulo postado.

 

Quando escrevi, pensei que Ares não estava tão bem descrito ou tão bem "personalizado" nesta fic e tinha mesmo de dar toda a atenção somente para ele.

 

A canção dada pelos seus senescais foi retirado do site Thoei, eis o original.

 

Orphic Hymn 65 to Ares (trans. Taylor) (Greek hymns C3rd B.C. to 2nd A.D.) :
"To Ares, Fumigation from Frankincense. Magnanimous, unconquered, boisterous Ares, in darts rejoicing, and in bloody wars; fierce and untamed, whose mighty power can make the strongest walls from their foundations shake: mortal-destroying king, defiled with gore, pleased with war’s dreadful and tumultuous roar. Thee human blood, and swords, and spears delight, and the dire ruin of mad savage fight. Stay furious contests, and avenging strife, whose works with woe embitter human life; to lovely Kypris [Aphrodite] and to Lyaios [Dionysos] yield, for arms exchange the labours of the field; encourage peace, to gentle works inclined, and give abundance, with benignant mind."

 

Foi difícil de adaptar, embora a grande parte da ajuda tenha sido do Google tradutor, porém a sua adaptação é mais complicada.

 

Tentarei dar mais atenção, uma vez que a sua segunda parte esteve bem mal, Brunilde sentiu-se atraída por causa da sua natureza por ela ser uma Aesir.

 

No próximo, as coisas serão bem explicadas e encaixadas, é uma promessa minha.

 

Abraços e até à próxima.

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