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[Episode.G Requiem] - Capítulo 71


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Este sempre foi o problema de Okada: ele introduz um milhão de ideias e personagens em suas histórias, mas no final nunca faz nada com a maioria deles. Em vez disso, prefere perder tempo e fazer com que algo que poderia ter sido resolvido em poucos capítulos se estenda por uma dezena de capítulos. O mesmo acontece com as lutas, que se prolongam por capítulos demais apenas para terminar com o inimigo não sendo derrotado e com a promessa de que ele voltará depois para uma revanche que poucas vezes chega.

 

Definitivamente gosto de vários detalhes das histórias de Okada. Gosto dos pequenos momentos de slice of life que ele dedica aos personagens, pois lhes dão muita personalidade. Também gosto dos conceitos e das contribuições que ele faz à mitologia do universo de Saint Seiya, já que sempre foram elementos realmente interessantes. Por exemplo, Okada introduziu o conceito do cosmos divino (dunamis) em Saint Seiya décadas antes de algo assim ser introduzido em Dragon Ball com o ki divino (é uma pena que esse conceito do dunamis nunca tenha transcendido para além deste mangá, pois era uma ideia interessante que concedia uma qualidade única ao poder dos deuses, diferenciando-os dos mortais). E, claro, adoro as lutas dele. Okada é um dos poucos mangakás que realmente destaca detalhes como a velocidade e o poder destrutivo dos personagens, assim como habilidades que vão além de um simples golpe. Isso é especialmente notável quando vemos os combates dos deuses neste mangá, onde eles realmente parecem verdadeiras divindades e não apenas tipos com com armaduras de carnaval que dificilmente se movem para lutar.

 

No entanto, ele sempre teve um problema evidente quando se tratava de desenvolver sua história: nunca tem uma direção bem definida e parece desenhar qualquer coisa que lhe venha à cabeça no momento, o que faz com que acabe perdendo o rumo. Além disso, parece que nunca tem uma ideia clara da quantidade de capítulos que seu mangá terá, pois, como eu disse, perde tempo com elementos sem importância e os inimigos não são derrotados para que possam lutar no futuro (um combate que raramente chega) apenas para que, no final, tudo termine da forma mais apressada possível.

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Arte conta, personagens contam, detalhes contam. Mas nada, nada é mais importante pra uma ficção (indo além de mangás) do que se o enredo é interessante, se te prende e se ele tem ritmo. E aqui Okada falha terrívelmente. Não a toa que ele apesar de ser o mais antigo dos Spin offs e estar aí até hoje, nunca consegue despertar muito interesse. Uma pena.

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Script:

 



Capítulo 71 - O surgimento da Corrente de Andrômeda.

P01
-

P02/03
LIBERAÇÃO DE COSMO.

P04/05
DEUSA DA GUERRA.

P06/07
-

P08/09
SURGIMENTO DA CORRENTE DE ANDRÔMEDA.

P10/11
Saori: Hyoga!!!

LIBERAÇÃO DE DUNAMIS.

P12/13
TEMPESTADE NEBULOSA.

P14/15
Shun/Hades: Quem é?
Shun/Hades: A Corrente de Andrômeda...
Shun/Hades: ... Fortalecida pela minha Dunamis...

Shun/Hades: ... Essa superfície despedaçada...
Shun/Hades: ... Está erguida como uma ilha flutuante?
Shun/Hades: Quem ousa se opor a um grande deus? Não...
Shun/Hades: Quem ousa superar...
Shun/Hades: ... Um grande deus?!

P16/17
Shun/Hades: Atena...
Shun/Hades: Saori...?

P18/19
-

Shun/Hades: Pare!
Shun/Hades: Não me puxe!
Shun/Hades: Eu preciso proteger...
Shun/Hades: Aquele...
Shun/Hades: Seiya...!

P20
Hyoga: Shun!
Hyoga: Eu estou aqui!

 

Fonte: SSPedia.

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Okada anunciou um novo projeto, uma continuação do mangá Shadow Skill, que começará a ser publicado em 24 de abril.

https://x.com/meguzou1303/status/2035257580843671975

 

Isso poderia explicar por que ele não tem estado trabalhando em Episode.G Requiem e por que demorou três meses para publicar um novo capítulo.

 

Começo a pensar se isso poderia significar que os atrasos do mangá Requiem serão mais constantes, ou talvez que o mangá entre em uma pausa. Também poderia indicar que o final esteja próximo; não seria estranho um mangá do Okada terminar de forma apressada e com elementos da história inconclusos, já que isso já aconteceu com Episode.G Assassin.

 

Confesso que, ultimamente, sinto que todos os projetos de Saint Seiya estão chegando ao fim, pois o anúncio da Saga do Céu poderia marcar o fim dos spin-offs da franquia. Afinal, todo o interesse dos fãs estará centrado nesse mangá, já que é a obra que esperaram durante décadas e, por isso, facilmente ofuscará qualquer outra coisa dentro da franquia.

Editado por Fang
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11 horas atrás, Fang disse:

Confesso que, ultimamente, sinto que todos os projetos de Saint Seiya estão chegando ao fim, pois o anúncio da Saga do Céu poderia marcar o fim dos spin-offs da franquia. Afinal, todo o interesse dos fãs estará centrado nesse mangá, já que é a obra que esperaram durante décadas e, por isso, facilmente ofuscará qualquer outra coisa dentro da franquia.

 

Só ofusca porque são fanfics que contradizem muita coisa com o clássico, já que utilizam a mesma era cronológica do clássico e o Kurumada nunca canoniza nada. É diferente de LC e Dark Wing que funcionavam perfeitamente como obras independentes do clássico. 

 

Honestamente, essa é a minha maior inveja de anime moderno: A organização. Você pega Vigilantes pra ver, não vai se decepcionar. Porque tem elementos ali que aparecem antes de My Hero Academia e as duas são conectadas sem conflito de enredo nenhum. Você pega Modulo pra ler, também não vai se decepcionar, porque todo complemento e o que tá ali também tem conexão direta com Jujustu Kaisen, novamente sem conflitos. Dragon Ball era uma bagunça total, Saint Seiya piorou e por aí vai. O clássico é basicamente só Shiryu, Ikki, Saga, Shaka e Kanon, pior que tinha muito potencial pra ir além desses cinco e explorar mitologia (como o Suda fez com o pégaso mitológico), cavaleiros de bronze como Shun e June, cavaleiros de prata atuais, cavaleiros de ouro, os deuses... Enfim... Vai ficar só no potencial. E muitos conceitos novos no Then também vão ficar apenas só no potencial assim como o ND, que trouxe um monte de personagem novo pra nada. 

Editado por Cesare
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6 horas atrás, Cesare disse:

Honestamente, essa é a minha maior inveja de anime moderno: A organização. Você pega Vigilantes pra ver, não vai se decepcionar. Porque tem elementos ali que aparecem antes de My Hero Academia e as duas são conectadas sem conflito de enredo nenhum. Você pega Modulo pra ler, também não vai se decepcionar, porque todo complemento e o que tá ali também tem conexão direta com Jujustu Kaisen, novamente sem conflitos. Dragon Ball era uma bagunça total, Saint Seiya piorou e por aí vai. O clássico é basicamente só Shiryu, Ikki, Saga, Shaka e Kanon, pior que tinha muito potencial pra ir além desses cinco e explorar mitologia (como o Suda fez com o pégaso mitológico), cavaleiros de bronze como Shun e June, cavaleiros de prata atuais, cavaleiros de ouro, os deuses... Enfim... Vai ficar só no potencial. E muitos conceitos novos no Then também vão ficar apenas só no potencial assim como o ND, que trouxe um monte de personagem novo pra nada. 

 

Sim, os spin offs "casados" com os originais geralmente causam um impacto positivo. Lembro que começou com força em Naruto com Light Novels na qual foram canonizadas e se situavam logo no pós guerra onde Kakashi era Hokage. Venderam igual água e a JUMP logo foi fazer com Bleach e Kimitesu no Yaiba.

Outra editadoras vendo isso fizeram a mesma coisa com algumas obras como em Magi que tem o spin off do Sinbad que também vendeu bastante. 

Mas, o Kurumada tem esse lema de "deixar o mangaká livre" e não interferir no trabalho dos outros. Isso para mim só soa como uma desculpa para não supervisionar nada e nem canonizar nada de outros mangakás. Porque vende bem um projeto desses.

 

 

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Bom, o capítulo valeu por mostrar que Shun aparentemente tomou consciência do seu dever como sustentáculo da vida do Seiya, isso pode prometer boas interações vindouras tanto com Hyoga quanto com Saori. Por outro lado, a espera pelos capítulos e o estado em que a trama está dificultam mesmo uma aproximação maior com o conteúdo. Gostei também de ver que Hades permanece com a Dunamis, visto no final de Ep.G. 

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9 horas atrás, Fáh disse:

Sim, os spin offs "casados" com os originais geralmente causam um impacto positivo. Lembro que começou com força em Naruto com Light Novels na qual foram canonizadas e se situavam logo no pós guerra onde Kakashi era Hokage. Venderam igual água e a JUMP logo foi fazer com Bleach e Kimitesu no Yaiba.

As novels de Bleach não são canônicas, elas possuem algumas ideias ou conceitos que são canon, mas sua história não é, pois até mesmo a adaptação em anime de Bleach: Thousand-Year Blood War tem contradito várias partes da novel Bleach: Can't Fear Your Own World. Nesse aspecto, Bleach é mais próximo de Saint Seiya, já que Tite Kubo realmente não parecia interessado em escrever as novels ou supervisioná-las em detalhe, limitando-se a contribuir com algumas ideias e depois deixando que outros autores construíssem uma trama com base nelas; por isso, as novels não são canônicas. De fato, o único material considerado canon além do mangá é o primeiro filme (principalmente porque Tite gostou muito dele) e a adaptação em anime de Bleach: Thousand-Year Blood War, que pode ser vista como uma versão corrigida e ampliada do arco final do mangá.

 

No entanto, entendo o que você diz, pois ultimamente podemos ver que cada vez mais mangás e animes começam a produzir filmes originais, novels e mangás spin-offs que são canônicos, criando uma franquia coesa que se enriquece com cada material publicado. Um bom exemplo é Naruto, onde o filme The Last, as novels e alguns episódios (que alguns consideram filler) do início do anime de Boruto são canônicos, pois serviram para expandir o mundo de Naruto e, em alguns casos, criar um começo melhor para Boruto.

 

16 horas atrás, Cesare disse:

Só ofusca porque são fanfics que contradizem muita coisa com o clássico, já que utilizam a mesma era cronológica do clássico e o Kurumada nunca canoniza nada. É diferente de LC e Dark Wing que funcionavam perfeitamente como obras independentes do clássico. 

 

Honestamente, essa é a minha maior inveja de anime moderno: A organização. Você pega Vigilantes pra ver, não vai se decepcionar. Porque tem elementos ali que aparecem antes de My Hero Academia e as duas são conectadas sem conflito de enredo nenhum. Você pega Modulo pra ler, também não vai se decepcionar, porque todo complemento e o que tá ali também tem conexão direta com Jujustu Kaisen, novamente sem conflitos. Dragon Ball era uma bagunça total, Saint Seiya piorou e por aí vai. O clássico é basicamente só Shiryu, Ikki, Saga, Shaka e Kanon, pior que tinha muito potencial pra ir além desses cinco e explorar mitologia (como o Suda fez com o pégaso mitológico), cavaleiros de bronze como Shun e June, cavaleiros de prata atuais, cavaleiros de ouro, os deuses... Enfim... Vai ficar só no potencial. E muitos conceitos novos no Then também vão ficar apenas só no potencial assim como o ND, que trouxe um monte de personagem novo pra nada. 

Sim, esse é o principal problema dos spin-offs nessa franquia: eles são basicamente fanfics oficiais, pois Kurumada nunca tornará canônica ou parte de seu universo nenhuma obra que ele não escreva. Por isso, essas obras sempre deram a sensação de que você está apenas lendo um fanfic. Além disso, os spin-offs também não servem muito para acrescentar conceitos originais ou resolver dúvidas do universo de Saint Seiya, já que Kurumada não só não os considera parte de sua obra, mas também não tem em conta o que é descrito nesses mangás. Por isso, conceitos como o dunamis ou o ichor dos deuses introduzidos em Episode.G, as Saintias introduzidas em Saintia Shō, as Arch Scales de Rerise, o conceito de imortalidade e reencarnação dos Specters de The Lost Canvas, ou mesmo novas técnicas dos Saints introduzidas em diversas obras nunca transcenderam para além dos spin-offs.

 

O fato de que os spin-offs se desenvolvam em universos paralelos aumenta ainda mais a sensação de que são apenas fanfics oficiais, que não têm nenhuma importância para o universo de Saint Seiya desenvolvido por Kurumada.

 

Agora, explorar e desenvolver a história de personagens secundários da obra original também não é a solução, especialmente quando isso é executado de forma tão ruim como em Rerise. Ver personagens que, na obra original, foram patéticos ou derrotados facilmente de repente tirando armaduras do nada e exibindo poderes que nunca demonstraram soa absurdo e até contradiz o que foi apresentado no mangá original. O pior é que seria possível construir uma trama interessante criando inimigos no nível deles e explorando mais esses personagens, mas isso é algo que provavelmente nunca acontecerá. Por exemplo, se houvesse uma história centrada em June e no restante dos Bronze e Silver Saints, poderia se explorar algo relacionado aos Black Saints, já que estes não foram completamente derrotados no mangá original. No entanto, provavelmente, em vez disso, teríamos uma história que introduzisse um novo deus que quer destruir a humanidade por algum motivo ridículo, onde, ao final da batalha, June, Jabu, Geki, etc., obteriam uma Armadura Divina.

 

E o mesmo acontece ao tentar explorar a mitologia, que seria um dos elementos mais interessantes da franquia, já que, se for mal desenvolvida, o resultado é apenas algo que parece um fanfic mal feito. Especialmente quando los mangakas exploram um elemento da mitologia seguindo ideias típicas de fanfics, como colocar Pégaso com uma Armadura Divina, algo que a obra de Kurumada nunca sugeriu. Pelo contrário, o fato de que o exército de Hades não reconhece Pégaso como uma ameaça, e que Hypnos e Thanatos também não o fizeram, apesar de Hypnos mencionar que viu o momento em que aquela armadura foi despertada na era mitológica, indica que Pégaso nunca despertou essa armadura. É bastante provável que ele apenas tenha recebido ajuda da Cloth de Sagitário. Talvez seja por isso que ele nunca tenha sido considerado uma grande ameaça, já que eles achavam que a única razão pela qual ele conseguiu causar problemas foi graças ao poder que Sagitário lhe havia concedido.

 

Isso mesmo pode ser observado em várias das mini-histórias de Time Odyssey que tentam explicar a origem das Cloths dos protagonistas e outros conceitos do mangá original, onde literalmente quase cada história parece um fanfic, especialmente a história da Cloth de Andrômeda, na qual se descreve a origem das máscaras tentando justificar um conceito que hoje em dia é incômodo para certo grupo de pessoas (algo que seguramente Kurumada nunca imaginou explicar dessa forma), e a história da Cloth de Dragão, onde se menciona a origem da batalha contra Hades e por que a deusa Nike se tornou um cetro, com uma história que parece apenas um fanfic mal feito.

 

Explorar a mitologia do universo de Saint Seiya pode ser um conceito interessante, sempre que Kurumada esteja realmente envolvido no projeto para evitar o tipo de contradições que vemos nos spin-offs. Além disso, também poderia ser interessante explorar um novo cenário, em vez de apenas fornecer dados aleatórios para tentar explicar conceitos do mangá original. Assim, poderíamos ter uma história de verdade, que apresente novos personagens enquanto desenvolve e explica a origem de diversos conceitos e elementos do universo de Saint Seiya, com uma narrativa que não se limite apenas a personagens correndo para chegar a um lugar enquanto enfrentam inimigos pelo caminho (algo mais próximo da estrutura que vimos no início de The Lost Canvas).

 

De modo geral, o universo de Saint Seiya sempre teve um grande potencial para contar novas histórias e expandir seu universo. No entanto, a forma como Kurumada expandiu sua franquia foi horrivelmente executada, pois ele nunca esteve realmente interessado em fazer parte desses projetos e simplesmente decidiu se concentrar em escrever sua própria história, deixando que outros fizessem o que quisessem com seus personagens e universo.

Editado por Fang
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