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A Ordem de Serpentário - A lenda dos Guardiões de Atena


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56 respostas neste tópico

#1
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A Ordem de Serpentário - A lenda dos Guardiões de Atena
 
Finda a primeira Guerra Santa da história Mitológica, contra Poseidon, Atena triste por tantas perdas humanas e pelo estado dos seus cavaleiros e amazonas toma uma decisão. A deusa decide criar a Ordem de Serpentário, a Ordem do Guardiões, os protetores da vida de seus 88 guerreiros.
 
 A estória tem como base o pós-guerra e o nascimento da Ordem dos Cavaleiros e Amazonas.
 
São intercaladas passagens da guerra santa e do momento atual da estória, onde a criação da ordem de Serpentario tem a guerra santa anterior como pano de fundo. A estóoria se desenrola numa trama de fatos do passado e presente, onde os personagens são descritos e suas ações cuidadosamente narradas.
 
Acompanhem mais detalhes por nosso blog: http://osguardioesde...logspot.com.br/
 
Espero que curtam mais essa FANFIC de CDZ.
Phoenix no Ankaa - MF


Editado por Phoenix no Ankaa, 11/09/2016 - 14:33.


#2
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Índice

 

Arco primeiro: A Ordem dos Guardiões da deusa

 

Capítulo 01 - A era Mitológica [Blog]

Capítulo 02 - Lemúria e as raízes do passado [Blog]

Capítulo 03 - O reino dos cristais [Blog]

Capitulo 04 - O desejo de Atena [Blog]

 
Mais informações no blog oficial.
 
Leia também as estórias associadas
Prelúdio: Memórias da Guerra Santa [ Forum  |  Blog ]
Nova estória em breve

Editado por Phoenix no Ankaa, 30/12/2017 - 11:54.


#3
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Capítulo 01 – A era mitológica Versão 2016

 
Conta a história que há muitos anos atrás, na era mitológica,  Atena – a  deusa da Sabedoria e Guerra Justa –, por amor a terra e seus habitantes herda de seu pai Zeus o governo e proteção da Superfície da Terra, – Sekai.
 
Os outros deuses, gananciosos, desejavam adicionar Sekai a seus domínios, gerando inúmeras batalhas posteriormente denominadas “Guerras Santas”. Uma dessas batalhas tornou-se especial, um marco dentro da Mitologia Grega, a batalha entre Atena e Poseidon, o senhor do Reino dos Mares – Kaikai. Esse confronto figurou-se como a primeira Guerra Santa da história mitológica.
 
Nessa época Poseidon constrói seu templo na Superfície da Terra e com seu exército, denominados de Marinas, sob a liderança de seus mais poderosos guerreiros, os Generais Marinas, parte para a ofensiva contra Atena. Os Marinas eram protegidos por vestes sagradas constituídas de Oricalco – um metal raro –, chamadas de Escamas, e por isso dominavam a guerra contra o exército de humanos da deusa, este cada vez mais reduzido.
 
Em situação difícil, diante a superioridade do adversário, Atena reflete sobre seus guerreiros, que de mãos nuas e sem proteção a seus corpos se levantaram em defesa de sua terra fazendo queimar sua energia interior e por ela dariam suas vidas. Preocupada com seus valorosos guerreiros, e inspirada nas constelações do céu, a deusa incumbe os Mestres Alquimistas de Lemúria de uma importante missão: construir oitenta e oito trajes sagrados para vestir e fortalecer seus honrados guerreiros.
 
Construídas as armaduras passam a cobrir seus corpos, e a interação positiva com as suas energias tornam-os vencedores, batalha após batalha.
 
O rumo dos acontecimentos tem uma radical mudança, e Atena assume o controle da batalha. Após o recuo de Poseidon a seus domínios, são enviados ao Kaikai sete dos mais poderosos guerreiros da deusa, os Cavaleiros de Ouro. Vestidos com reluzentes trajes confeccionados do metal precioso, eles acabam facilmente com os soldados marinas, partindo ao confronto mais duro, contra a elite dos deus dos mares: os Generais Marinas.
 
A luta é árdua, mas a vitoriosa é Atena. Poseidon é aprisionado numa ânfora, e o selo de Atena lacra o recipiente que guarda a alma do poderoso deus.
 
Finda a guerra muitas eram as baixas em seu exército, muitas perdas humanas e materiais, milhares de feridos, além de muitas crianças órfãs. Diante de tal quadro de triste de destruição Atena decide fazer algo.
 
Atena lembra-se de um ser em especial, cujo poder e legado seriam extremamente importante às futuras gerações da Terra, o deus Asclépio – personificação da medicina.
 
A deusa planeja a criação de uma nova ordem de soldados a seu comando, a Ordem de Serpentário – os Guardiões. Nas datas vindouras os Guardiões teriam essencial papel na defesa da Superfície da Terra, e a Atena e seus Mestres Alquimistas Lemúrianos estariam reservadas importantes missões em prol da humanidade.
 
BEM DISTANTE DA TERRA
 
Do alto de um imponente trono um ser de igual porte olha por um portal de luz as várias partes da Terra. Este era Asclépio do alto de tua morada.
 
ATENA POSSUI UMA IMPORTANTE MISSÃO. QUAIS SERÃO OS PRÓXIMOS MOMENTOS DA DEUSA DA SABEDORA E GUERRA JUSTA?
 

Editado por Phoenix no Ankaa, 15/08/2016 - 00:35.


#4
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Capítulo 02 — Lemúria e as raízes do passado Versão 2016

 
Incrustado no Oceano Pacífico, bem distante do continente há uma grande ilha oculta. Inexistente dos mapas e cartas náuticas. Lemúria, também chamada de Continente Mu, conta com a proteção divina de Atena, a deusa regente da Superfície da Terra.
 
Este local misterioso abriga um povo de natureza especial. Dotados de grande longevidade e sabedoria os Lemurianos são profundos conhecedores da vida e morte, e possuem a capacidade de usar as mais profundas capacidades do cérebro humano.
 
De posse dos antigos conhecimentos místicos, esse povo pode manipular os metais e a química antiga, como a prática da secreta alquimia.
 
Lemúria possuía um governo próprio, onde um sábio sacerdote, chamado de Gran-Mestre, e seus doze Conselheiros Alquimistas governavam com justiça, amor e fidelidade a sua deusa. Os doze Mestres Alquimistas eram os governadores das doze províncias da ilha. O nascido que se sagrasse o mais habilidoso alquimista de sua geração recebia essa honraria, sendo ao bater de sua velhice aceito na ordem dos Anciões de sua província após a transferência de seu cajado ao jovem da geração seguinte.
 
Ao Conselho de Anciãos, composto pelos cidadãos mais antigos e de notável sabedoria, cabiam grandes responsabilidades. A orientação nas decisões dos governadores das províncias, e a deliberação final de questões de grande importância eram as tarefas mais comuns. Mas uma responsabilidade ainda maior lhes era atribuída, quando da vacância na posição de Mestre Alquimista da vila, a importante missão da sucessão a eles era incumbida.
 
O Gran-Mestre, consagrado pelo poder de Atena, era escolhido dentre os Mestres Alquimistas do Gran-Conselho pelos sábios dos Conselhos de Anciãos das doze províncias da ilha. A província honrada com a sucessão da posição maior da Ilha elegia seu novo representante dentre os consagrados Mestres Alquimistas locais.
 
E assim seguia Lemúria, pacata e presente na batalha travada nas outras partes da Superfície da Terra.
 
Nessa terrível batalha encontrava-se Leo, um poderoso Lemuriano que na juventude de seus quinze anos salvara sua provincia de um ataque surpresa dos marinas de Poseidon, bem como a própria Lemúria um ano atrás. Sua coragem impressionou Atena. A deusa o recrutou a seu exército, e seu amor a sua terra natal elevou Lemúria a um importante patamar, seria a força de retaguarda na sangrenta batalha que se desenrolava.
 
Atentos a batalha o povo de Lemúria aguardava ansiosamente por ordens do Templo de Atena, quando num momento delicado da batalha chega mensagem urgente diretamente do Salão de Atena escrita de próprio punho pela deusa. Atena visitaria Lemúria em dois dias.
 
VÉSPERA DA VISITA DE ATENA
 
Um dia depois da chegada da mensagem de Atena todos os preparativos à recepção da deusa estavam acertados: o ocultamento do porto secundário pela névoa; o discreto e seguro caminho ao Grande Salão do Gran-Conselho; e a ornamentação simples porém respeitosa a importância da pessoa a se receber.
 
ATENAS — TEMPLO DE NIKÉ-ATENA
 
No pequeno porto da baia oculta entre as montanhas uma luxuosa embarcação esperava a deusa. Na entrada do cais estava Leo, um dos mais valorosos guerreiros em reverência com a chegada de Atena.
 
O navio com o selo do Santuário, coberto por lonas negras a fim de proteger a deusa em tempos de guerra, segue mar adentro com Atena a proa, apesar da recomendação de Leo para se resguardasse a seus aposentos.
 
O rumo da guerra contra Poseidon deixava Atena muito apreensiva, e seus guerreiros sempre em alerta máximo.
 
Após longa viagem Atena e Leo chegam ao porto escondido em Lemúria, sendo recebidos por um Lemuriano trajando belas vestes azul escuro. Após simples recepção todos seguem imediatamente ao Salão do Gran-Conselho, devido à urgência da mensagem e ansiedade de todos.
 
Chegando a entrada do salão dois guardas também trajados de vestes azuis abrem as portas, e mais adentro podia-se ver um vistoso tapete vermelho como caminho a um luxuoso assento na cabeceira principal da grande mesa. Leo, prontamente reconhecido por todos, após um sinal de cabeça do Gran-Mestre conduz Atena a seu lugar de destaque.
 
Os doze Mestres Alquimistas, após Atena e o Gran-Mestre, sentam-se. Leo o faz em seguida em assento especialmente posto ao lado da deusa.
 
O Gran-Mestre, como anfitrião faz as honras da casa:
 
— Muito nos honra tua presença, Senhora Atena. Aguardávamos ansiosos por sua chegada. Estamos a teu inteiro dispor.
 
Atena agradece a acolhida, e traz a todos o motivo de sua visita:
 
— A batalha pela paz na Terra, que muito angustia a todos, chega em um momento crucial. Somos em menor número e muitas foram nossas baixas. O espírito de luta e o cosmo de nossos guerreiros está vulnerável. Por isso decidi conceder-lhes vestes sagradas a proteger seus corpos, as armaduras sagradas. Assim que as vestirem passarão a ser chamados de Cavaleiros para os homens e Amazonas para as mulheres.
 
Após essas palavras, cheias de sentimento, Atena abre uma pequena caixa discretamente levada àquele momento.
 
— As Sagradas Armaduras serão em número de oitenta e oito, conforme as constelações existentes no céu. Serão divididas em três grupos de poder. À confecção delas lhes ofereço quatro metais: O Gamanium, o Ouro, a Prata e o Bronze. — Diz Atena retirando uma porção de cada metal do pequeno baú. — A fim de torná-las fortes, e traçar um caminho de energia entre o metal, o cosmo e as proteção das constelações ...  eis o pó de estrelas.
 
Nesse momento, a um singelo movimento de dedos de Atena surge no ar um rastro de finíssimas partículas douradas. As partículas se materializaram e se depositam no fundo de uma caixa ainda menor que a deusa retira da mesma caixa.
 
— As Armaduras nascerão como entes vivos, e com poder regenerativo. Concedo meu sangue divino para tornar isso possível.
 
Atena tira do baú uma pequena adaga e um frasco de vidro. Ela posiciona sua mão sobre o frasco destampado e a corta com a adaga, deixando gotejar seu sangue divino no recipiente. Após chegar a metade do volume do pequeno frasco, a deusa com um leve movimento de mão fecha a corte e tampa o frasco.
 
Assustados com a cena, os lemurianos se tranquilizam após verem um doce sorriso dado por Atena. Atena coloca o pequeno fraco com seu sangue próximo aos metais sobre a mesa, pegando um pedaço de bronze numa mão e de prata em outra.
 
— Visando proteger os guerreiros de menor poder, serão construídas as armaduras de bronze, com gamanuim, pó de estrelas e bronze. Em número de quarenta e oito peças.  Num nível superior, mas intermediário existirão as vinte e quatro armaduras de prata.
 
Atena coloca sobre a mesa os metais e apresenta um reluzente pedaço de ouro.
 
— Para a mais alta casta de poder dos guerreiros, serão doze armaduras de ouro, orientando-se pelas constelações presentes no círculo Zodiacal.
 
Os Mestres Alquimistas atentos a todas as palavras da deusa se surpreendem com mais um objeto retirado por ela da caixa.
 
— Por fim quatro armaduras especiais, feitas de um metal ainda mais especial, o Oricalco.
 
Calmamente, Atena guarda todos os objetos no baú e completa:
 
— Confio a vocês, Mestres Alquimistas de Lemúria, a missão de construí-las, e mudar o rumo dessa Guerra.
 
A essa tarefa Atena não define prazo, mas ordena o imediato cumprimento a começar pelos trajes de ouro.
 
Considerando o adiantado da hora, de maior vulnerabilidade em mar aberto, Atena após reunião é conduzida a seus aposentos naquelas terras.
 
Vendo Leo sempre a seu lado, a deusa após devidamente alojada chama-o para audiência.
 
— Obrigado por sua dedicação Leo. Está dispensado até amanhã pelo meio-dia. Visite seus familiares, pois aqui estou segura.
 
Leo, confiante das palavras de Atena e cheio de saudades de seu povo sai até sua província, onde é tido como herói.
 
No dia seguinte, às doze horas, seguem Atena e o Gran-Mestre até o porto, não mais coberto pela névoa, mas protegido por grande quantidade de soldados lemurianos em locais visíveis e não visíveis. Como ocorrido na partida à Lemúria no Templo da deusa em Atenas, na entrada do cais encontrava-se Leo de prontidão.
 
Diante das duas importantes pessoas que chegavam, Leo faz longa reverência.
 
— Levante-se Leo. Ordena o Gran-Mestre. — És um dos nossos e estás em tua terra. Leo se surpreende com a quebra do cerimonial.
 
— Mas ... Leo estava confuso.
 
O Gran-Mestre, quebrando o protocolo dá um grande abraço em Leo.
 
— Você goza da confiança de Atena e de todos aqui em Lemúria. Estamos certos que nos dará muito orgulho defendendo Atena e nossa Terra. Representas com honra nosso povo na linha de frente dessa guerra, e é isso que importa.
 
Leo, feliz com o reconhecimento manifestado e sorri.
 
— Obrigado. Diz Leo com a visão de um belo sorriso desenhado no rosto de Atena.
 
O barco parte de volta a Atenas com um reforço de soldados Lemurianos, dentre eles uma bela jovem chama atenção. Sua missão era transportar em segurança todos os Lemurianos de volta a Lemúria. Seu poder de teletransporte era notável. Lyra era a mais poderosa telepata de sua província.
 
Alheio a tudo isso, Atena pensava na guerra e nas medidas necessárias para vencê-la. Muitos desafios estavam por vir, pelo bem da terra e da humanidade.
 
Naquele momento Atena dava um passo essencial ao seu triunfo na guerra contra Poseidon que abalava a Terra, e em muitas outras em épocas vindouras.
 
Com o correr do tempo a força dos cavaleiros e amazonas vence a Guerra, mas não estanca a tristeza da deusa no pós-guerra. Atena tinha ousados planos para resolver essa nova situação. Asclépio aguardava ansiosamente o desenrolar desses planos.
 
 
NASCIAM AS SAGRADAS ARMADURAS DOS CAVALEIROS DE ATENA. A OUSADIA DE ATENA VENCE A GUERRA, MAS ALGO MAIOR AINDA ESTÁ POR VIR.

Editado por Phoenix no Ankaa, 15/08/2016 - 00:35.


#5
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Asclépio é considerado o deus da medicina, ou da cura, mas não figura entre os deuses do panteão olímpico. Sua morada é um planeta na órbita de uma longínqua estrela de certa constelação do céu, e seu poder seria de grande valia para Atena.
 
Atena ascende aos céus, e seu destino estava bem próximo ao círculo zodiacal. Trata-se das cercanias de Ras Alhague, a estrela alfa da constelação de Ophiucus. Um planeta na órbita da estrela Cheleb de menor brilho, próxima a Ras Alhague, é a morada do deus Asclépio, — Senhor da Cura e do reino dos Cristais.
 
Chegada a grande plataforma, sólida e feita do mais claro cristal, repentinamente surgem cinco guerreiros trajando brilhantes vestes de cristal dourado ornamentadas por pequenos cristais azulados. Observando-se os trajes imaginar-se-ia tratar de parte de alta casta do exército de Asclépio.
 
Eles se interpõem em seu caminho posicionados em forma de V invertido, em pares a esquerda e direita ajoelhados em posição de reverência. O guerreiro mais avançado, notadamente o líder do grupo, posicionava-se de pé diante da deusa.
 
Por um breve instante passou a mente de Atena: - Por que tal recepção ofensiva?
 
Segundos após tal pensamento o guerreiro postado à frente a reverencia e se manifesta:
 
— Seja Bem vinda, Atena, deusa da Sabedoria e Guerra Justa, e senhora do Sekai. Somos os Lumini, Guerreiros dos Cristais, exército do Senhor Asclépio. Desculpe-nos pela recepção inusual. Vossa Identidade nunca nos deixou dúvida. Não pretendíamos ser agressivos.
 
Mais tranqüila com a relação a recepção, suaviza o momento Atena.
 
— Não se preocupem, Não me senti ameaçada. Venho em audiência ao deus Asclépio.
 
O líder do grupo sinaliza e os demais guerreiros se levantam.
 
— Ele a aguarda, diz o Lumini. A conduziremos a presença de nosso senhor. Ele a espera no grande salão. Seremos sua escolta.
 
Caminhando pela plataforma Atena admirava a grande beleza do lugar, em belíssimas formações cristalinas muito bem delineadas. Uma longa escadaria postava-se a frente, semelhante a existente em seu templo em Atenas. Cristais de cor púrpura bem sobreo combinados aos de cor mais clara traçavam o caminho. Um brilhante céu verde azulado esmaecia a paisagem de rochas cristalinas.
 
Mais adiante um grande templo se desenhava. Em forma de semicírculo aparentava de cor branca, apesar dos cristais serem incolores, tal o número de camadas sobrepostas. Tal alvura lembrava as paredes eternas de gelo da região da Sibéria Oriental. Nessa geleira já repousaram duas das sagradas vestes de valorosos guerreiros de Atena: a Sagrada Armadura de Ouro da Constelação Zodiacal de Aquarius (Aquário) da primeira ordem da confraria de seu exército, e a Sagrada Armadura de Bronze do Constelação Boreal de Cygnus (Cisne) integrante da terceira ordem.
 
Recebendo aos que chegavam ao templo, um corredor com piso de suave cor dourada era coberto com belos arcos azuis-claros, ornamentados por belas flores de pétalas tom escuro perfeitamente contrastadas. Ao final desse caminho podia-se avistar a entrada do grande salão do senhor daquelas terras. Um portal dourado separava Atena daquele ao qual procurava.
 
Com um curto movimento de mão o líder dos Lumini abre o grande portal, gentilmente dando passagem a deusa enquanto o resto do grupo ao templo fazia reverência.  Asclépio a porta recebia a deusa Atena no centro de seus domínios.
 
Atena olha a frente e lá está presente o deus Asclépio, Esculápio para os Romanos, figura de porte alto e imponente com brilhantes vestes púrpura confeccionadas da mais pura seda de alto corte na forma dos mais luxuosos trajes do panteão olímpico do Tenkai. A deusa a este faz reverência, sendo imediatamente dispensada de tal formalidade.
 
Movimentando-se em direção a Atena o deus exibe sua veste divina, seu traje Kamui cristalino. O reluzente cristal dourado, ofuscante a toda cor ao redor, o cobria de corpo inteiro, detalhado com adornos azul claro ainda mais reluzentes. Ajoelhando-se o deus toma a mão de Atena e a conduz de pé antes que se ajoelhe por completo, gentilmente:
 
— Formalidades são dispensáveis, Atena, — Senhora do Sekai, da Sabedoria e Guerra Justa –, e importante deusa do Panteão Olímpico. Acompanhei seu triunfo diante Poseidon. Os últimos acontecimentos na Terra mostraram toda a sua fibra, e senso moral. Sinto-me honrado com tua presença. A aguardava ansiosamente.
 
Atena fica impressionada com o deus por sua figura e pela atenção a ela dispensada.
 
— Obrigada. Diz Atena.
 
Os Lumini, presentes em reverência aos dois deuses, como num brilho de cristal desaparecem da mesma forma que a Atena surgiram na plataforma de cristal.
 
Com um gesto suave Asclépio pede a mão de Atena e ambos seguem para dentro do salão.
 
Uma extensa área com grandes cristais verde-claros surgidos do chão como semente recém-germinada, e o esplendoroso brilho claro-azulado refletido do teto tornavam o pomposo salão  singelo e bucólico. Ao fundo um belíssimo trono montado de um lado por cristais dourados, e de outro do belíssimo tom azul fixados ao chão como estalactites caídas do teto.
 
Enquanto caminhavam Asclépio contava da surpresa quando do recebimento da solicitação de audiência por Atena.
 
— E solitário esse mundo cercado de cristais. Não é sempre que recebo visitas, ainda mais audiências com figura de tal porte. Nesse distante planeta fico mais protegido dos males do universo, mas isolado dele. Tua companhia muito me agrada.
 
Com grande expectativa com o sucesso de sua jornada ...
 
— Sinto-me honrada por ter-me recebido deus Asclépio, diz Atena.
 
Asclépio ri percebendo a tensão que tinha Atena.
 
— Dispense o formal Atena, me chame de Asclépio.
 
Atena se dera conta de seu nervosismo, e sem demonstrar acha graça daquela situação.
 
— Certo, Asclépio. Muito me entristece a morte como destino de meus bravos soldados. Este momento venho programando a algum tempo, mas tarefas de última hora tiveram que ser cumpridas na Terra.
 
Atento as palavras de Atena, Asclépio mostra-se animação pelo encontro.
 
— Acredito que esse encontro fora traçado pelo cosmos. Esse momento de certo renderá bons frutos a todos, tanto a Superfície da Terra e seus humanos, quanto o reino dos Cristais. Todos em muito lucrarão com os momentos que estão por vir.
 
Os deuses então chegam diante do trono de cristal azul-doirado. Asclépio com um leve movimento de mão faz surgir do chão trono outro tão exuberante quanto o seu. De cores branco e verde com um leve gestual o deus oferece o assento à Atena.
 
— Um trono digno de Sua Divindade. Espero que as cores te agradem.
 
Seguindo a simplicidade das reações Atena sinaliza que sim e pondera.
 
— Creio esses serem o momento e local ideais para se dar um grande passo ...
 
Com um sinal com a cabeça, o Asclépio concorda.
 
— De certo que sim. Sente-se Atena e sinta-se em casa. Estou a seu dispor. Faça seu pedido.
 
 
COMEÇA A AUDIÊNCIA DE ATENA E ASCLÉPIO, PARA O BEM DA TERRA E DO REINO DOS CRISTAIS. ATENA FAZ O SEU PEDIDO.

Editado por Phoenix no Ankaa, 31/08/2016 - 20:33.


#6
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Confortavelmente sentada Atena revela o verdadeiro objetivo de sua viajem ao reino dos cristais, ao atento olhar de Asclépio.
 
— Acompanhaste a última batalha ocorrida na Superfície da Terra. A luta foi árdua e muitos de meus valorosos guerreiros perderam suas vidas. Não desejo que sacrifícios como esses ocorram novamente. Gostaria de poder curar o corpo e a alma de meus guerreiros, e evitar sua morte no campo de batalha.
 
Visivelmente emocionada Atena respira e se recompõe.
 
— Venho em busca de seu legado. O poder de cura a meus guerreiros. Legado a ser passado a novos oitenta e oito soldados, para minimizar a dor do passamento da morte ...
 
Asclépio percebendo o momento, confirmando informação já sabida previamente, faz brotar do chão três pequenos cristais de cores azul, dourado e branco.
 
— O cristal dourado representa a alma. Explica Asclépio. — O azul representa o corpo, e os cristais claros representam o equilíbrio buscado entre ambos. O branco é o equilíbrio perfeito, atingindo mas nunca possuído.
 
Atena associa o que acabara de ouvir como o sétimo sentido atingido em momentos de necessidade pela força de vontade na luta.
 
Como numa transmissão de pensamentos Asclépio e Atena olham um para o outro e Asclépio sorri.
 
— Esse equilíbrio compara-se ao sétimo sentido de seus cavaleiros. Não pensavas nisso Atena?
 
Ainda mais surpresa com a perspicácia de seu anfitrião, confirma Atena a informação.
 
— És transparente em sentimentos, Atena. Pondera o deus. — Seu amor á humanidade é notável.
 
Nesse momento com um leve movimento de braço surge na mão direita do deus um cajado. De cor dourada e ornamentado por uma serpente prateada entrelaçada no corpo do cajado, brilhava o objeto, principalmente os dentes da serpente esganiçados.
 
Asclépio segurando firme seu cajado bate com ele no chão.
 
— Esse cajado é meu legado de poder. O disseminador da cura aos enfermos de bom coração. Ele possui o pode da Redenção aos que não mais habitam esse mundo, e da Maldição àqueles que vivem para espalhar o mal.
 
Desviando seu olhar para o chão entre os tronos surge a imagem do campo de batalha na terra, toda a destruição causada, as dezenas de lápides dos guerreiros mortos e os enfermos.
 
Atena triste pela realidade de seu reino faz surgir seu báculo, e a Asclépio olha profundamente.
 
O deus entende ser o momento e pronuncia com imponência as palavras que selariam de vez a relação dos dois mundos.
 
— Eu Asclépio, senhor da cura, concedo a deusa Atena, senhora da Sabedoria e da Guerra Justa, regente do Sekai, meu legado, minha herança de conhecimento do corpo, espírito e da vida. Em troca exijo a propagação da Redenção, aos puros de coração, e da Maldição, aos impuros de alma, com a formação de uma legião de homens curadores de homens, viventes por todas as gerações da Superfície da Terra. E que a quem for merecedor, que se leve luz ou trevas.
 
Atena após audição silenciosa profere suas palavras.
 
— Aceito a oferta. Juro utilizar com sabedoria o legado recebido para o bem de todos os homens e mulheres de meu reino. Dando o tratamento merecido a quem for destinado a isso. Aos humanos, árduos defensores da Superfície da Terra, transmitirei o poder recebido, para que se faça a cura com a responsabilidade geração após geração. A nova ordem de Guerreiros sob meu comando, a Ordem de Serpentário que fará deste legado sua missão.
 
Os deuses, como em transmissão de pensamentos aproximam ao centro seus instrumentos de poder. O báculo de Atena, a representação da deusa Niké, fiel colaboração da deusa e outrora vital na batalha vencida contra Poseidon, brilha manifestando o quente a amoroso cosmo da deusa. Também Asclépio empunha com vigor seu cajado, manifestando todo o brilho de seu poderoso cosmo. A luz emanada pelos dois cosmos anula o brilho dos cristais e encerra a visão da Terra, antes compartilhada pelos deuses.
 
Após cessar o intenso brilho uma forte luz dourada se faz persente, e a serpente prateada do cajado do deus transferem-se ao báculo e Atena. Elas tomam a cor dourada e percorrem o corpo do objeto da base ao seu topo, repentinamente o brilho se desfaz em uma grande explosão. Como num Big-Bang surge no ar uma peça de cristal, e intercaladas as cores dourada e azul se manifestam, convertendo-se na cor branca similar ao pó de diamante dos céus da Sibéria Oriental.
 
Afastando-se os objetos levanta-se Asclépio, oferecendo gentilmente a mão para que também o faça Atena. Instantaneamente o trono ocupado por Atena retorna ao chão, da mesma forma como surgiu. Surgem como num piscar de olhos os cinco guerreiros que receberam a deusa em sua chegada àqueles domínios, em reverência.
 
Feliz por sua conquista em vitoriosa jornada e confortável com a presença dos guerreiros de Asclépio, Atena retribui a reverência recebida.
 
Asclépio repentinamente desaparece, e dentre os cristais ecoa a mensagem:
 
— Sigas em paz a seu lar, — Sekai —, que tanto amas e abriga os que por sua paz deram a vida. Leva conforto a seus súditos. Assim, dou minha missão divina como cumprida.
 
Os Lumini em formação de pentágono se levantam, acendem seu cosmo, e conduzem Atena de volta Terra.
 
Num jardim, em algum lugar de seu reino, Asclépio assiste a viajem de Atena. Certo da palavra de Atena, o portal se fecha. Atena já está em seus domínios.
 
Na Terra, Grécia, Atenas, no Templo de Niké-Atena, de pé no mais alto degrau da longa escadaria encontrava-se Leo de Áries, que de conhecimento do retorno de sua deusa ali se postava a recebê-la.
 
Uma grande luz surge no pé da escadaria, e como num piscar de olhos surge Atena a poucos metros do chão em suave descida. Leo, feliz por seu retorno, inicia sua descida em direção à Atena, quando repentinamente na velocidade da luz desce o Cavaleiro Dourado de Áries e toma a deusa nos braços. O grande esforço da viagem de volta a havia esgotado, e não mais de pé podia sustentar-se Atena.
 
Já em seus aposentos, após minucioso exame de saúde, a deusa por telepatia cumprimenta Áries que ansioso por notícias nas portas do grande salão aguardava.
 
— Obrigada por sua recepção e preocupação, Leo de Áries. Diz Atena. — Irei a Lemúria em quatro dias. Espero sempre poder contar com sua presença e proteção.
 
Leo, escondendo a satisfação por telepatia afirma.
 
— Sempre que for preciso estarei presente. É minha palavra como cavaleiro.
 
Atena coloca a cabeça no travesseiro com sua mente imersa em decisões a serem tomadas.
 
 
ATENA RECEBE O LEGADO DE ASCLÉPIO. BROTA A SEMENTE DA ORDEM DOS GUARDIÕES.

Editado por Phoenix no Ankaa, 05/09/2016 - 00:43.


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Quatro dias se passam e Atena após sua pronta recuperação, no alvorecer de um novo dia, segue escoltada por soldados ao porto aos fundos do templo. Seu destino era Lemúria, — a ilha dos alquimistas construtores de armaduras -, oculta do mundo comum pela força do enorme cosmo da deusa.
 
Na chegada ao porto, Atena portando seu báculo caminhava a passos suaves e determinados em direção ao navio que levava seu selo. Em meio a transparente névoa que ao lugar cobria, próximo a cais encontrava-se Régia, a Amazona Dourada da constelação de Peixes. A beleza em seus leves traços em nada se comparava a seu ardoroso espírito de luta e letalidade quando no campo de batalha.
 
Levantando-se da reverência, apresenta-se Régia. Sua veste sagrada reluzente tinha o dourado realçado pela capa em tecido, branca e flamulante à vontade da leve brisa do porto.
 
— Atena... Sou Régia de Peixes e serei sua escolta. Fui designada pelo Grande Mestre a essa tarefa.
 
Atena sorri carinhosamente e com um leve movimento de cabeça cumprimenta sua amazona, que segue navio adentro após a entrada da deusa. Atena estava focada na difícil tarefa que iniciaria a tantas pessoas.
 
No navio em seus aposentos Atena discretamente passa a Regia um pequeno objeto, uma das razões daquela tão planejada viagem.
 
Após longo tempo no mar sinais de terra são avistados, dobras de montanhas cobertas por um incomparável verde de florestas nativas. O cosmo de Atena abria aos olhos de Regia a lendária Lemúria, terra que a amazona jamais esqueceria.
 
Chegado o navio ao porto os sacerdotes Lemúrianos devidamente paramentados recebem Atena. Um tapete vermelho a aguardava e uma carruagem a levaria a teu confortável templo naquelas terras.
 
Recomendado pelos sacerdotes a deusa fez um breve descanso, protegida por todo o exército da ilha e da imponente presença da amazona dourada.
 
Duas horas após, um farto desjejum preparado especialmente à deusa fora oferecido. Regia, concentrada em todos os movimentos nas imediações do templo é convocada por Atena. Adentrando-se o ao saguão do templo uma grande mesa com muitas frutas e iguarias, algumas delas nativas e exclusivas das terras de Lemúria, fazia boa vista. Atena convida a amazona a também usufruir o banquete. Regia pega uma fruta e permanece a postos no saguão.
 
Minutos passados e acompanhada do Gran-Mestre Atena adentra o salão de reuniões do Gran-Conselho de Lemúria, sendo recebida a reverências por todos os doze mestres alquimistas que de pé os aguardavam.
 
Os mestres alquimistas neste momento possuíam em suas vestes os símbolos dos doze signos zodiacais, um a cada mestre indicando os responsáveis pela confecção de cada traje dourado do exército de Atena.
 
Ao centro a grande mesa havia um novo entalhe, o círculo com as doze constelações da linha equatorial. Com riqueza semelhante os assentos complementavam a beleza do local, com recostos que levavam imagem semelhante ricamente adornados em ouro, prata e bronze. Posicionados ao lado de seus correspondentes assentos estavam os Mestres Alquimistas, aguardando a acomodação de Atena e do Gran-Mestre.
 
Em assento ainda mais vistoso levando seu selo senta-se Atena, seguida do Gran-Mestre, e dos doze Mestres Alquimistas.
 
Ao lado de Atena encontrava-se outro assento destinado especialmente a sua escolta. Régia resiste a oferta visto sua missão de proteger a deusa, mas senta-se após sinal positivo de Atena, agradecendo a gentileza dos Lemúrianos com um movimento de cabeça.
 
Atena sinaliza a Régia que do peitoral de sua armadura retira um pequeno cristal de três cores e a entrega.
 
— Obrigado a todos pela sua disponibilidade e recepção calorosa. Diz Atena.  — Estou sempre preocupada com a vida de meus guerreiros, e não gosto de vê-los perde-la no campo de batalha. Por isso fiz uma longa jornada ao reino de Asclépio, o deus da cura. No reino dos Cristais buscava o seu legado, o poder da cura.
 
Exibindo o cristal herdado de Asclépio, a deusa o faz flutuar e separa a peça única em três partes nas cores azul, amarelo e branco.
 
— Esses cristal representam a essência da vida. A parte dourada simboliza a alma, o espírito de luta, o cosmos. A cor azul representa o físico, a matéria, o corpo dos guerreiros. O branco é a conjunção do espírito e matéria, corpo e alma.
 
Atena faz os cristais unirem-se novamente ele se torna branco com um brilho ainda mais intenso.
 
— Criarei uma nova ordem de guerreiros, a Ordem dos Guardiões, Prossegue Atena. — Os Aurum e as Auras serão em oitenta e oito guerreiros, seguindo a ordem dos Cavaleiros e Amazonas. Serão liderados pelo Cavaleiro Dourado de Serpentário, o Décimo Terceiro Cavaleiros de Ouro.
 
Os Lemúrianos demonstram sua admiração por tão cuidadoso projeto elaborado por Atena, estando sempre atentos as palavras e olhar de sua deusa.
 
— Essa ordem secreta curara as feridas e restaurara os níveis de cosmo dos cavaleiros e amazonas durante e após as batalhas.  Diz Atena. — As vestes sagradas dessa nova ordem serão as “Crystallus”, feitas do mais puro cristal.
 
Atena busca as três pequenas urnas postas sobre a mesa, solicitadas quando de sua chegada a Lemúria.
 
O cristal branco, ainda flutuando e brilhante, explode desfazendo-se em poeira brilhante nas três cores. Atena dirige o pó de cada cor à uma urna distinta, reunindo as três urnas e colocando-as em uma grande caixa também presente na mesa.
 
— Esses cristais serão transmutados nas Crystallus dos Guardiões, e confio aos Mestres Alquimistas de Lemúria, — Senhores da ciência mais antiga da Terra — essa tarefa.
 
Honrados com tão importante missão, os Mestres Alquimistas demonstraram otimismo em seu novo desafio.  Respondendo por todos os Mestres Lemúrianos, manifesta-se o Gran-Mestre:
 
— Muito nos honra receber uma nova missão direta, Senhora Atena. Faremos o necessário para atender vosso desejo. Acompanhamos sua angústia durante a última guerra. A ordem dos guardiões será formada, conforme sua vontade.
 
Todos os Mestres Lemúrianos acenam confirmando as palavras do Gran-Mestre.
 
Diante de tal comprometimento Atena expõe sobre a mesa um pergaminho.
 
— Nessas linhas estão as instruções principais. A força do espírito e matéria dos guardiões. Conto novamente com vocês.
 
Por alguns segundos paira um grande silêncio no ar.
 
Atena levanta-se seguida por todos os demais. O Gran-Mestre recebe da deusa a responsabilidade da guarda da caixa com o pó de cristais e do pergaminho.
 
Finda a reunião Atena segue de volta a seu navio, aclamada por uma multidão de lemúrianos educadamente organizados no caminho do porto.
 
No cais, quando da despedida final aos Mestres Alquimistas, subitamente surge da multidão um jovem rapaz. Régia de Peixes imediatamente saca uma rosa vermelha e parte a defender sua protegida, quando com um movimento de mão Atena a interrompe.
 
Régia detém sua investida e o jovem se aproxima em reverência a Atena,
 
— Chamo-me Teon. Diz o jovem. — É meu grande sonho sagrar-se teu Cavaleiro. Seria para mim uma honra defendê-la. Daria a minha vida pela tua, Atena.
 
Impressionada com a força de espírito demonstrada por Teon, Atena responde ao jovem.
 
— Obrigada. Creio em tuas palavras e tenho certeza que teu sonho é possível.
 
Teon tinha os olhos brilhantes de êxtase pelas doces e firmes palavras de Atena, que prossegue.
 
— A esperança é a essência dos Cavaleiros e Amazonas. Define o espírito de luta de um guerreiro, e é sua fonte de poder. Tens esse poder, e para quem o possui nada é impossível.
 
Ainda mais sorridente, agradece Teon.
 
— Nunca perderei a esperança e não abdicarei desse poder. Tenho certeza que vestirei um dia ...
 
Entorpecido de emoção e com o coração acelerado o jovem dá uma pausa e faz uma longa respiração.
 
— Um traje sagrado. Completa Teon a frase. — E a defenderei com o mesmo ardor que sua protetora.
 
Teon olha para Régia em busca de seus olhos, ocultos pela máscara da amazona. Como se pudesse vê-los através dessa barreira Teon fixa seus olhos e Regia desvia o rosto.
 
— Serei tão forte quanto Régia de Peixes, a flor dos olhos dos quais talvez nunca saberei a cor.
 
Ainda com o rosto de lado, resmunga Régia.
 
— Azuis ..., dos olhos azuis.
 
Teon sorri, feliz pela atenção recebida pela bela amazona.
 
— A flor dos olhos azuis, completa Teon em reverência a Atena saindo correndo em meio à multidão, do mesmo jeito que surgira.
 
Atena embarca seguida por Régia, que antes de subir ao convés olha para trás em busca de algo em meio à multidão.
 
— Aquele brilho! Pensa Régia. — Eu o conheço. Já brilharam assim os meus ... há algum tempo atrás.
 
A caminho de Atenas, com as ondas do mar de paisagem, a janela de seus aposentos Atena pensa. Ela sente que aquele olhar cheio de esperança e brilho sincero, quentes como o cosmo, tornariam a ser vistos em breve. Régia à porta tinha isso como certo.
 
De volta ao continente, em seu salão, Atena refletia sobre a criação da ordem dos guardiões quando chega o Grande Mestre atendendo a seu chamado.
 
— As suas ordens, Atena. Diz o Grande Mestre.
 
Carinhosamente, a deusa o recebe.
 
— Obrigada por chegar tão prontamente. Inicia Atena. - Quais são as condições estruturais das ruínas próximas ao porto?
 
Com o pleno conhecimento dos planos de Atena ...
 
— A área encontra-se em boas condições. Responde o Grande Mestre. — Atende perfeitamente ao que desejas. O isolamento ainda maior que o porto o torna especialmente estratégico. Apenas os Cavaleiros de Ouro sabem de sua existência.
 
— Perfeito. Conclui Atena. Siga conforme o planejado.
 
 
ESTAVAM ESCRITAS AS PRIMEIRAS LINHAS DA HISTÓRIA DA ORDEM DOS GUARDIÕES. TEON, O JOVEM LEMURIANO, QUAIS SURPREZAS GUARDARIAM SEU FUTURO?

Editado por Phoenix no Ankaa, 11/09/2016 - 14:27.


#8
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Capítulo 006 - A Ordem de Serpentário Versão 2016

 
O Gran-Mestre, após a partida de Atena, ateve-se em guardar em lugar seguro a caixa com os pós de cristal e o pergaminho.
 
No pergaminho lia-se:
 
A Ordem de Serpentário: Os Guardiões de Atena
 
O PODER DO CRISTAL
 
Os cristais são a manifestação de poder do Deus da Cura e Medicina, Asclépio.
 
As variadas cores dos cristais representam dois poderes e seu equilíbrio: 
 
A cor dourada personifica o espírito, a alma do Guerreiro, a força de vontade e esperança que se desdobra no Cosmo. 
 
 A cor azul representa a matéria, o plano físico, o corpo que a tudo suporta amparado na força do cosmo.
 
As variações de cores claras representam o diversificado balanço e harmonia entre espírito e matéria, corpo e alma.
 
A cor branca absoluta representa o equilíbrio perfeito, atingido mas jamais plenamente obtido. Tal poder apenas o Cavaleiro de Ouro de Serpentário pode controlar seu acesso, representado com o equivalente ao oitavo sentido — Arayashiki —, a porta da vontade divina — o nono sentido.
 
AS AURAS E OS AURUM
 
Esses guerreiros serão protegidos pelas oitenta e oito constelações da abóbada celeste. Atuarão como os anjos da guarda dos Cavaleiros e Amazonas dos três níveis de poder: Ouro, Prata e Bronze.
 
Não haverá nível dentre esse grupo de guerreiros, sendo seu poder definido pelo nível de cosmo do Cavaleiro ou Amazona protegido ou protegida.
 
A ordem representa uma versão de cada signo representado nas constelações, com o poder do cristal.
 
A ordem é secreta, sendo apenas de conhecimento dos Mestres Alquimistas do Gran-Conselho de Lemúria e do Grande Mestre.
 
AS CRYSTALLUS
 
As Crystallus serão as vestes sagradas dos guerreiros dessa nova ordem. Deverão ser confeccionadas com os cristais de cor azul e dourado, representado o corpo e alma. O branco deve ser o cristal do peitoral da veste, pois lá se localiza o coração, onde o equilíbrio entre espírito e matéria deverá ser atingido.
 
Assim como a Armadura a Crystallus possui vida própria, interagindo com o cosmo do Cavaleiro e Amazona, absorvendo a cosmo-energia emanada por esses durante as batalhas. O poder do Cavaleiro e Amazona será armazenado no cristal e retornado ao mesmo pelo poder dos Guardiões.
 
O cosmo do Cavaleiro e Amazona poderá ser restabelecido em parte em caso de inconsciência total ou parcial do guerreiro. A Crystallus reagirá ao guerreiro repondo-lhe cosmo-energia suficiente até a sua própria gestão de seu espírito de luta.
 
Em caso de inconsciência irreversível ou não restabelecimento do guerreiro, o Guardião veste sua Crystallus e segue ao local de batalha.
 
O Guerreiro vulnerável é movido a local seguro e devidamente tratado com as técnicas de cura.
 
 
TÉCNICAS
 
O Guardião busca o restabelecimento do guerreiro em tratamento.
 
Quando do fim do processo de cura o Guardião executa a “Barreira Sagrada”. Essa técnica remove da memória do Cavaleiro e/ou Amazona os fatos ocorridos, mantendo a ordem em segredo. 
 
Em caso de morte o Guardião julga o equilíbrio entre o bem e o mal da alma do Guerreiro. Pelo “Fiel da Balança” a alma do guerreiro é julgada, com a ponderação entre o entre bem e mal, na busca do equilíbrio como no julgamento de valores feito pelo Cavaleiro ou Amazona Dourado de Libra.
 
Se o equilíbrio pender ao bem será executada a técnica de Unção da alma. Pela “Unção de Atena” a alma do guerreiro é purificada, recebendo o selo divino de Atena para sua entrada nos Campos Elíseos.
 
Em caso do mal prevalecer a alma é selada através do “Selo Sagrado”. A alma selada por uma esfera de luz da cor de ébano, brilhante como as jóias do submundo, seguem para o Tártaro.
 
A cosmo-energia remanescente no guerreiro e em sua Armadura é absorvida pela Crystallus.
 
A Crystallus após absorver tal cosmo-energia leva o Guardião ao seu local e estado de origem, voltando a sua forma original de cristal. O posto de Guardião da referida constelação fica suspenso até a escolha de um novo Guerreiro à constelação, quando a Crystallus é reativada e um novo Guardião é tocado pelo poder do cristal.
 
O CAVALEIRO DE OURO DE SERPENTÁRIO
 
O Cavaleiro de Serpentário será o Décimo Terceiro Cavaleiro de Ouro. Será regido pela antiga constelação de Serpentário, atualmente dividida em Serpens Caput, Ophiucus e Serpens Cauda. 
 
Caberá a ele liderará as Auras e os Aurum em sua missão.
 
A décima terceira Armadura de Ouro será confeccionada nos moldes dos trajes sagrados dos Cavaleiros e Amazonas, com a adição dos Cristais que a tornará receptiva ao cosmo da Deusa Atena.
 
O Cavaleiro será o Guardião de Atena e do Grande Mestre pela deusa consagrado, caso necessário.
 
Quando o equilíbrio entre o bem e o mal atingir níveis críticos poderá o Cavaleiro de Ouro de Libra auxiliar o Cavaleiro de Serpentário nesse julgamento. Como juiz dos atos dos Cavaleiros e Amazonas, na falta do Décimo Terceiro Cavaleiro, poderá o Cavaleiro de Libra assumir seus julgamentos e executar a sentença, a seu nível e sob condições previamente ajustadas.
 
Para maiores detalhes, o Grande Mestre do Templo de Niké-Atena poderá ser procurado, além de minha pessoa.
 
Certa de vosso empenho.
 
Atena
 
O Gran Mestre enrola novamente o pergaminho com o poder das palavras, objetivos e assinatura da deusa, e cuidadosamente o guarda.
 
— Aceitamos mais esse desafio, Atena. Pode contar novamente conosco. Diz.
 
 
ATENA REGISTRA A ORDEM DOS GUARDIÕES. O TRABALHO SE INICIA.

Editado por Phoenix no Ankaa, 25/09/2016 - 19:20.


#9
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Teon era um jovem habitante de Lemúria, órfão de pai desde seus nove anos de idade, sempre ajudou a mãe em todas as tarefas. Trabalhava em sua província como ferreiro, oficio que aprendera com seu pai Leônidas desde criança. 
 
Leônidas foi um grande sábio alquimista, sendo indicado à posição de Mestre Alquimista da Província de Casparian, quando um fatídico acidente o vitimou deixando esposa e filho. A amizade cultivada durante a vida por toda a família causou a todos grande consternação, e graças a esse carinho Teon crescia em meio ao cuidado de todos os seus vizinhos fortalecido por laços de amor.
 
No dia do enterro de seu pai, com muitas honras pelo importante cidadão que era, visto a moral e conduta ilibada, Teon fez uma promessa a todos.
 
Na inocência dos seus nove anos Teon, com uma maturidade que a todos impressionou, de pé diante o tumulo de teu pai ao lado de tua mãe e de todos que carinhosamente prestavam as suas últimas homenagens, dissera:
 
— Meu pai foi um homem honrado e um grande defensor da nosso local. Aprendi com ele a ser sempre honesto e justo. Serei um homem tão honrado quanto foi meu pai, e a todos defenderei com toda a força de minha alma. 
 
Teon olha para sua mãe e contêm as lágrimas.
 
— No Panteão dos Heróis, onde está sua alma agora ... com a benção de Atena ...  meu pai vai saber, como vocês saberão agora e eu prometo: Aqui  nasce Teon, o maior Mestre Alquimista que a província de Casparian já viu.
 
Teon deu a mão a sua mãe e saiu rumo a casa, por caminho aberto dentre todos, respeitosos da palavra dada pelo tão jovem lemúriano naquele momento.
 
O tempo foi passando e o jovem começara sua jornada de muito esforço entre estudo e trabalho aperfeiçoando-se cada vez mais como ferreiro, iniciando-se ainda aos dez anos nos princípios básicos da alquimia dos metais.
 
Sua evolução era acompanhada de perto pelos Mestres Alquimistas do Conselho de Anciãos da Província, admiradores e alguns deles professores de seu pai.
 
Seu desempenho e capacidade corriam os quatro cantos de Lemúria, e já aos doze anos era considerado como o futuro sucessor de Leon, o Mestre Alquimista da província e grande orgulho de todos.
 
Aos doze anos após prodigiosa conclusão da Escola Básica, Teon é cotado a como potencial candidato a vaga na Academia de Alquimia de Lemúria, o terceiro e mais alto nível de graduação da ilha, por muitos desejado mas a poucos permitido. Sua notável evolução nas artes alquimistas despertara a atenção do Gran-Conselho de Lemúria.
 
Sua Educação Profissional seguiu-se de forma também precoce, visto a rara habilidade com a alquimia dos metais jamais vista em tão jovem lemuriano.
 
O Colégio Técnico se preparara para receber um aluno de idade tão abaixo da média dos dezesseis anos, e potencial bem superior àqueles que nela ingressavam. Teon entra no segundo nível de educação de Lemúria sob a tutela do Conselho de Anciãos da Província de Casparian.
 
Aos quinze anos após ousado encontro com a Deusa Atena, e já esperada formação como Técnico Alquimista, o Gran-Conselho de Lemúria aprova o acesso do jovem ao mais importante nível de formação da ilha, atendendo a solicitação oficial do Conselho de Anciãos de Casparian.
 
O desempenho de Teon era acompanhado de perto pelo Gran-Mestre e por Leon, indicado pelos Anciãos de Casparian como seu Tutor Acadêmico. A tarefa recebida de Atena aparentava cada vez mais próxima de ser concluída. O excelente desempenho do jovem lemuriano, atendido pessoalmente por Atena, deixava claro quem seria o décimo terceiro cavaleiro de ouro do exército da deusa.
 
Dois anos se passam e a impressionante e avançada capacidade de aprendizado de Teon o deixa a um ano da completa formação como Mestre Alquimista.
 
O Gran-Mestre, visto a condição adquirida por Teon na Academia, consulta o Gran-Conselho de Lemúria acerca de aprovação do nome de Teon a posição de Cavaleiro de Serpentário ao findar do próximo ano. Tal votação se encerra com a decisão de onze votos e uma abstenção, de Leon por sua posição no processo. A aprovação à consulta feita era dada sem a necessidade do voto de qualidade do Gran-Mestre.
 
As vestes Sagradas dos Guardiões já estavam quase concluídas, e dois anos após a visita de Atena àquelas terras o projeto desenhado mostrava-se parcialmente realizado. 
 
Sempre com novos desafios a frente o Gran-Mestre e os Mestres Alquimistas vem ao Templo de Atena para audiência com a deusa.
 
Reunidos no salão do Grande Mestre, os Mestre Alquimistas aguardavam Atena, que gentilmente recebida pelo Grande Mestre recebe as reverências de todos os presentes. Externamente ao salão, Anryu de Câncer e Leo de Áries faziam a segurança dos presentes à seção.
 
Desejoso de notícias Atena vai direto ao ponto.
 
— Obrigado pela presença de todos. Gostaria de saber dos avanços de nossos projetos.
 
O Gran-Mestre assume a palavra.
 
— Certamente Atena. O Cavaleiro de Serpentário já foi escolhido, e creio que já saibas de quem se trata.
 
Atena lembra-se de sua reflexão a dois anos atrás.
 
— O jovem Lemúriano, Teon. Completa Atena
 
Leon de Casparian pede a palavra, e consentido pelo Gran-Mestre assume a preleção dos Lemúrianos.
 
— Sou Leon de Caparian, e acompanho de perto a evolução de Teon. Teon vem demonstrando um desempenho notável em seus estudos. Atualmente resta apenas um ano para completar a Academia e tornar-se Alquimista. Sua extraordinária habilidade nas artes alquimistas o torna a pessoa perfeita à posição
 
Atena sorri, lembrando-se da determinação vista nos olhos daquele jovem, confirmada na sua evolução nas ciências alquimistas.
 
— Confio na decisão dos senhores. Afirma a deusa. Desde o primeiro momento Teon demonstrou esse potencial.
 
O semblante da deusa muda.
 
— E quanto as Crystallus? Indaga Atena.
 
O Gran-Mestre, maior responsável pelo projeto, responde.
 
— As vestes das constelações do Círculo Zodiacal estão terminadas. A armadura de Serpentário brilha como o sol dentro de tua caixa de Pandora.
 
Nesse momento um portal no espaço se abre e surge uma reluzente caixa dourada. A caixa se abre e a Armadura de Ouro de Serpentário é apresentada a Atena.
 
— Eis a décima terceira Armadura de Ouro de seu exército. Completa.
 
Surpresa com o poder telepático que presenciara, manifesta-se Atena por sua real origem:
 
— Quem transportou esse objeto? Lyra, apresente-se!
 
Um tanto admirado, se desculpa o Gran-Mestre.
 
— Sim, Atena. Sua perspicácia não me surpreende. Desculpe-nos, não era nossa intenção enganá-la.
 
Atena saúda sua guerreira.
 
— Entre Lyra. Seja bem vinda.
 
Lyra atravessa o portal e Leo percebendo entrada de alguém por telepatia abre bruscamente a porta a fim de garantir a segurança de todos, em especial a de Atena.
 
A lemuriana prevendo a reação de Leo, sorri.
 
— Não se preocupe Leo. Diz Lyra. — Sou eu. Desculpe não ter usado a porta.
 
Por segundos Leo parece parar no tempo admirando a bela Lyra, pessoa que não via há alguns anos, estando ainda mais bela que sempre.
 
Lyra era uma bela mulher, trajando vestes sofisticados típicas de uma lemuriana de alta posição, portava uma máscara em respeito a deusa. Seus longos cabelos e olhos de uma rara cor castanho figuravam a mente de Leo, que junto a seu porte físico perfeito em suaves linhas e formosas curvas entorpeceram seu olhar.
 
De volta a realidade e receoso de ter sido inconveniente Leo olha a todos os presentes e abaixa a cabeça.
 
— Desculpe, Atena. Desculpe, Grande Mestre. Desculpe, Gran-Mestre. Desculpe, Sumo Sacerdotes. Desculpe ..., Lyra.
 
As autoridades presentes reconhecem a boa intenção do Cavaleiro de Áries.
 
— Compreendemos sua atitude, diz o Gran-Mestre.
 
O Grande Mestre cumprimenta Leo com um movimento de cabeça
 
— Continue teu bom trabalho. Diz.
 
Atena com um sinal positivo também aprova, agradece a Leo pela preocupação. Leo sai e fecha a porta.
 
Depois de tanta agitação Atena percebe a máscara em Lyra.
 
— Lyra. Chama a sua atenção, Atena. — Por hora é dispensável a máscara. Retire-a, deixe-me ver teu rosto.
 
Um pouco incomodada com o adereço Lyra a retira e fica bem mais a vontade.
 
— Obrigada.
 
Atena sinaliza ao Gran-Mestre para que continue. Ele passa a palavra a Alberion de Temísia que se levanta.
 
- Por consenso do Gran-Conselho avaliamos que o recrutamento e treinamento dos Aurum e Auras deveria começar imediatamente. Enquanto isso os trajes de cristal serão concluídos. Submetemos agora tal prévia decisão a sua aprovação, senhora.
 
Atena já há tempos pensava nisso, e somado a plena confiança que tinha em seus sacerdotes, via tal proposta como prova da total harmonia de todos para com a Ordem de Serpentário.
 
— Correto! Reponde Atena. — Confio no julgamento do Gran-Conselho. Creio ser Lyra uma das responsáveis por tal trabalho.
 
Surpreso com a velocidade de raciocínio da deusa, prossegue Alberion.
 
— Sim. Lyra é líder da província de Temísia. uma astuta Alquimista. Suas funções incluem o assessoramento ao Conselho de Anciãos do local. 
 
Lyra olha para Atena e com uma reverencia confirma as informações transmitidas.
 
— Lyra se responsabilizará pelo treinamento dos guardiões. Continua Alberion. — Lyra é um poderosa telepata e perfeitamente apta a essa missão.
 
Atena lembra-se da jovem que a acompanhara tempos atrás, naquele momento notadamente mais evoluída em sua cosmo-energia e atributos femininos.
 
— Tenho certeza que sim. Afirma Atena.
 
Atena em seus pensamentos sabia que seu projeto dera grandes passos. Uma poderosa guerreira agora lutaria ao seu lado, com determinação outrora por ela vista em Teon e mais anteriormente em Régia. 
 
 
O CAVALEIRO DE SERPENTÁRIO EM BREVE NASCERIA, BEM COMO AS AURAS E AURUM. ATENA VIA A FORÇA DE TEUS NOVOS GUERREIROS BRILHAR CADA VEZ MAIS INTENSAMENTE. TAIS FATOS MUDARIAM SENSIVELMEMTE O FUTURO DOS EXÉRCITO DE ATENA SOBRE A TERRA, E A DEUSA ESPERAVA ANSIOSA POR ESSE MOMENTO.

Editado por Phoenix no Ankaa, 25/09/2016 - 19:26.


#10
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Um dia depois da importante reunião com os sacerdotes lemurianos, no templo de Atena, no Salão do Grande Mestre era aguardada Régia de Peixes. Convocada repentinamente e ainda ofegante pela pressa com a qual caminhava, trajando sua brilhante armadura de ouro, a amazona se apresenta.
 
— Régia de Peixes. Em atenção a Sua convocação.
 
Percebendo o estado ansioso da amazona, com cuidado olha o Grande Mestre.
 
— Acalme-se, tome um pouco de água. Diz o patriarca.
 
Agradecida Régia dirige-se a uma pequena mesa, enchendo o cálice e bebendo uma boa quantidade de água.
 
Visualmente mais calma, a amazona termina de se apresentar.
 
— A sua disposição, Senhor.
 
O Grande Mestre dirige-se a seu assento.
 
— Pegue uma cadeira, sente-se, e então começaremos.
 
Régia se acomoda, e então o Grande Mestre conta o motivo da convocação.
 
— Venho acompanhando teu desempenho nas tarefas para com Atena. Considerando a afeição de Atena por você eu decidi nomeá-la, até segunda ordem, sua escolta pessoal permanente.
 
Régia fica feliz com o que começara a ouvir e tenta esconder essa sensação. O Grande Mestre continua.
 
— Em tempos de pós-Guerra Santa, e com o envolvimento pessoal de Atena na Ordem de Serpentário não podemos correr riscos. Esteja preparada.
 
Os olhos da amazona brilham como a ametista, quando levanta-se o Grande Mestre seguido de Régia.
 
— Está dispensada. Diz o Sacerdote. — Fique atenta às movimentações de Atena. Essa é sua missão prioritária.
 
Radiante com a missão recebida, por alguns segundos cala-se Régia. A amazona volta a si rapidamente.
 
— Certamente. Conclui a amazona. — Nossa deusa nada sofrerá.
 
Enquanto fechavam os grandes portões do salão uma imagem ocupava a mente do Grande Mestre, o brilho azulado outrora visto a alguns anos atrás, de mesma intensidade mas com outros sentimentos.
 
Régia, quase sem conter a satisfação lembra-se da dura realidade vivida e da realização pessoal recente. Seu grande sonho de proteger a quem carinhosamente a acolheu quando sozinha aos treze anos se realizara.
 
DOIS ANOS ATRÁS
 
Uma grande batalha se desenrolava em terras distantes, imediatamente ao sul da linha do Equador, banhada a leste pelo Oceano Atlântico e a oeste do Oceano Índico, após a espinha de montanhas.
 
Nas terras cortadas pelo rio Amazonas ocorriam grandes inundações. As vidas tragadas pelas águas descontroladas, e por quem nela se escondiam marcaram a mente da jovem Régia, nome dado em homenagem a bela flor aquática do local, Vitória Régia.
 
A guerra santa contra Poseidon atingira o lar de Régia, e em meio as tantas mortes uma chama de luz em breve surgiria, quando o ser causador do distúrbios das águas mataria diante seus olhos azuis toda a família.
 
Das águas violentas saia um ser coberto de escamas, e com um esguicho de água ele ataca os pais e irmão de Régia, que fugia junto a todos do local.
 
Régia vinha logo atrás, e junto a dor, fez brotar uma forte luz. Das flores que inocentemente brincava, Régia canalizou a essência da ira combinada a uma estranha energia semelhante à aura de um anjo.
 
Régia derruba o agressor envolto numa nuvem de pólen, podendo ainda ouvir de seus pais suas últimas palavras:
 
— Obrigado, minha filha. Sempre soubemos que eras especial. Não permita que isso continue. Estaremos sempre com você.
 
Nesse momento um grande sentimento de solidão toma a jovem Régia, sua cosmo-energia se eleva mais uma vez e toda a floresta é recoberta de pétalas de variadas cores. Um a um caem os marinas surgidos do rio. Sem nada entender Régia fica com a sensação de ter salvado muitas vidas, e uma grande sensação de alívio transmite a floresta.
 
Esgotada por tal supremo esforço, Régia ao tentar dar um passo cai quando é amparada por alguém.
 
Pouco tempo depois Régia acorda e vê, como um anjo, garota tão jovem quanto ela envolta numa aura de luz.
 
— Sou Atena. Diz a jovem garota. — A deusa da Sabedoria e Guerra Justa. Sentimos tua energia e viemos ao teu encontro. Sinto por tua família, mas ela estará bem. Salvaste muitas vidas hoje. Seu poder é notável.
 
Régia estava calma pelo caloroso e amável cosmo de Atena, mas estava confusa.
 
— Mas o que eu fiz? Indaga a jovem — O que foi aquilo?
 
Atena olha as almas dos parentes da menina e pacientemente a tranquiliza.
 
— Não se preocupe Régia. Não fizeste nada de mau. Tua família te agradece e todos do local também.
 
— Como sabes meu nome? Indaga Régia.
 
Régia estava ainda mais confusa, e Atena percebendo isso sorri.
 
— Tua alma me disse. Responde Atena. — Venha conosco. Podemos ser tua família. E nunca mais se sentirá só. Seu dom pode ser útil a toda a humanidade. Lutamos pela paz no mundo. Você pode em muito ajudar nisso.
 
Nesse momento as almas dos pais de Régia, dentre vários outros, se aproximam de Régia e Atena e em seguida sobem aos céus, sob o olhar calmo de Régia.
 
Régia acalentada pelo caminho de luz que via seguir sua família, e certa da bondade e sinceridadade de Atena, aceita sua oferta.
 
— Vou segui-los e defenderei a todos.
 
A energia daquele aceite sincero faz o cosmo de Régia reagir e o brilho azulado dos seus olhos torna-se ainda mais intenso.
 
— A servirei, deusa Atena. Declara Régia. — Serei o escudo dos inocentes e de todos aqueles que me estenderam a mão. Serei teu escudo, Atena.
 
Com uma expressão de felicidade Atena olha para Ozir, e uma grande esfera de luz sai em meio à mata em direção ao Atlântico.
 
Régia, um prodígio de treze anos dava seu primeiro passo em direção ao exército de Atena.
 
TEMPO ATUAL
 
Régia com lágrimas nos olhos toca sua armadura de ouro, e lembra com carinho de Atena e de Ozir, hoje o Grande Mestre, pela acolhida e reconhecimento. Lembra também do brilho que outrora havia visto no rosto de Teon.
 
- Seja forte Teon! Pensa ela. - Pelo bem da humanidade. Sei que em breve estaremos lado a lado, e será um grande prazer estar contigo.
 
 
RÉGIA É A ESCOLTA PERMANENTE DE ATENA. QUE PERIGOS AINDA ESPERAM ATENA?

Editado por Phoenix no Ankaa, 02/10/2016 - 23:02.


#11
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Com o recente pós-guerra um aura de paz e tranquilidade paira na terra, mas em Atenas no templo da deusa Atena muito trabalho estava por se fazer.
 
Lyra da província lemuriana de Temísia ali permanecera para organizar sua nova missão, servindo de ponte entre as duas terras.
 
Juntamente a Regia de Peixes Lyra fora incumbida pelo Gran-Mestre da proteção de Atena.
 
Tal fato causou descontentamento a Régia, sensação compartilhada por sua companheira amazona, Ariadne de Aquário. As amazonas sentiam que a presença de Lyra era obscura, havendo fatos ocultos e isso não as agradava.
 
Lyra tinha uma missão ainda maior que simplesmente proteger Atena, ela antecederia Teon como Guardião da deusa. Ele preparava-se para ser o décimo terceiro Cavaleiro de Ouro e liderar os Aurum e Auras da Ordem de Serpentário, insígnia de seu posto.
 
Sentada na escadaria do templo de Atena Lyra lembrava de fatos de tua vida, e das reviravoltas que estes lhe proporcionaram.
 
NO PASSADO
 
Lyra nascera em Lemúria na província de Temísia. Filha de um humilde artesão, muito antes de todos de sua classe podia controlar sua forte telecinese. 
 
Sua prodigiosa habilidade extrassensorial despertou o interesse de Alberion, o Mestre Alquimista da província. 
 
O treinamento de Lyra era intenso e seu avanço notável, mas o potencial percebido por Alberion não era atingido mesmo com a máxima dedicação da jovem. 
 
Consultados os Anciãos da província um complexo diagnóstico foi dado, uma grande provação de poder seria necessária para assim todo o poder de Lyra ser liberado.
 
A razão do bloqueio podia ser explicado por tristes acontecimentos ocorridos há alguns anos atrás.
 
EM ANOS ANTERIORES
 
Lyra, ainda no ventre de sua mãe, inconscientemente possuía grande poder.
 
Um grande vendaval ocorreu na província, e uma lamparina derrubada pelo vento causou um terrível incêndio. A grande velocidade de ação do fogo ameaçou Marya, ainda grávida de Lyra. A queda de partes da casa impedia sua saída pela porta. Marya com grande dificuldade de se mover, visto o avançado tempo de gravidez, via tudo parecer perdido quando então aparece do lado de fora da casa sã e salva. 
 
Lyra salvara sua mãe e a si mesma, mesmo sem saber o que houvera feito. 
 
Já criança demonstrava seu poder telepático, e com o passar dos anos sobre si recaia todo o tipo de pedido por parte de todos.
 
Quando Lyra completou cinco anos uma nova catástrofe atingiu Temísia, uma grande enchente que levava tudo que encontrava pelo caminho. Sua mãe foi levada, e Lyra nada pode fazer. Por não ter podido impedir tal fatalidade, Lyra frustrou-se enormemente isolando-se de todos.
 
Com a morte de teu pai aos doze anos passou a ser criada pelos anciãos da vila. No túmulo de seus pais fez uma promessa: Seria a maior telepata que Lemúria já tivera, mas em sua mente ficou marcada a inconsciente impotência diante os acontecimentos daquele fatídico dia.
 
Os anos se passaram e Lyra tornou-se uma importante guerreira de Lemúria.
 
Durante a Guerra Santa, quando as forças de Poseidon planejavam a invasão da ilha de Lemúria, os doze mestres alquimistas posicionados no litoral e nos pontos principais de suas províncias junto ao Gran-Mestre ao topo do monte Sagres (ponto mais alto da ilha), preparavam sua ofensiva.
 
Uma grande onda de telepatia protegeria Lemúria da invasão além da praia e rochedos, enquanto o exército de Lemúria e seus doze comandantes expulsariam os marinas de volta para o mar.
 
No lumiar do ataque de Poseidon, ao brilho intenso visto do monte Sagres, a barreira começou a ser montada.
 
Alberion doente se esforça, mas não resiste e desmaia. Diante da certa invasão do continente pela praia de Temísia, e com a lembrança da enxurrada que outrora levara sua mãe, Lyra brilha como uma estrela e um ponto de luz cresce, partindo de Temísia e varrendo toda a Lemúria até cinco quilômetro mar adentro. Os marinas são destroçados pelo agressivo cosmo emanado junto a proteção telepática e Lyra cai.
 
Antes que Lyra toque o chão surge o Gran-Mestre que a ampara nos braços. Lemúria estava salva e Lyra enfim vencera seus traumas despertando seu verdadeiro poder.
 
Reconhecida por todo o povo lemuriano Lyra é homenageada pelo Gran-Conselho. Ela prossegue seus estudos, ingressando na Academia Alquimista e aperfeiçoando-se nas técnicas de saúde e cura de enfermidades.
 
Seguindo a lendária associação da serpente à saúde, a amazona passa a estudar as serpentes e suas características. Seus conhecimentos na área a elevam a condição de Assistente do Mestre Alquimista de Temísia.
 
TEMPO ATUAL
 
Lyra e Régia são convocadas ao salão de Atena.
 
As amazonas anunciadas pelos soldados se apresentam fazendo a reverência a Atena, e aos demais presentes, o Grande Mestre do templo de Atena e o Gran-Mestre de Lemúria.
 
Lyra, surpresa com a presença do Gran-Mestre, vê uma caixa de armadura no centro do salão.
 
Atena dirige-se as amazonas.
 
— Obrigado por terem vindo tão prontamente, Lyra e Régia. — Lyra, por teus conhecimentos em saúde e cura, e por teu grande poder telepático permanecerás em Atenas.
 
A Lemuriana estava curiosa, pois tal informação já era em parte conhecida.
 
— Sim, Atena. Responde Lyra.
 
Mas a Lyra, Atena reservara mais surpresas.
 
— Mas não o fará como simples soldado amazona. Continua Atena. — A ti consagro a Sagrada Armadura de Prata de Ophiucus.
 
A caixa de Pandora se abre e a armadura veste o corpo de Lyra.
 
— Utilize o traje sagrado para a proteção de todos. Diz Atena. — Atuarás junto a Régia de Peixes. 
 
Lyra surpresa e sorridente desperta a admiração de todos os presentes.
 
— Esperamos uma boa relação entre ambas. Diz o Gran-Mestre.
 
— Uma parceria em nome de Atena. Completa o Grande Mestre.
 
Atena volta seu olhar a Régia.
 
— Régia ... terás Lyra de Ophiucus como companheira, inclusive como minha escolta. Atendendo as instruções dos Grandes Mestres e minha própria.
 
O Grande Mestre olha para Lyra, e tem a certeza de que paz ali fora selada.
 
— Esperamos que o descontentamento entre vocês seja superado em nome de Atena. Diz o Grande Mestre.
 
A Amazona de Peixes, vendo Lyra radiante com a sua armadura, sorri demonstrando a felicidade sentida por sua nova companhia.
 
— Certamente. Diz. Regia.
 
Regia e Lyra trocam olhares de cumplicidade.
 
— Pode contar conosco Atena, sempre. Diz Lyra.
 
Atena sorri e conclui o momento.
 
— Estão dispensadas.
 
Lyra trajando sua veste sagrada tinha um cosmo ainda mais poderoso e o mesmo brilho no olhar. A fim de definitivamente selar a harmonia, Régia a Lyra estende a mão.
 
— Seja bem vinda, Lyra ... à ordem dos Cavaleiros e Amazonas de Atena. Estou certa que nos daremos muito bem. Temos muito a aprender uma com a outra.
 
Lyra estava agora mais feliz, porque a partir daquele momento realmente era parte de algo. Com um sorriso no rosto ela dá um forte abraço em Régia.
 
— Com certeza, Diz Lyra. — Pensei que não ouviria de ti essas palavras.
 
Lyra e Regia seguem conversando, elas encontram Ariadne que fica sabendo das novidades, e compartilha a felicidade das colegas amazonas.
 
 
NASCE LYRA DE OPHIUCUS, MAIS UMA PODEROSA AMAZONA NO EXÉRCITO PRINCIPAL DE ATENA. QUAIS DESAFIOS ESPERARÃO LYRA DENTRO DOS PLANOS DE ATENA?

Editado por Phoenix no Ankaa, 25/10/2016 - 21:35.


#12
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Capítulo 010 — Aquele que foi tocado por Atena Versão 2016

 
 
Era mais uma bela noite em Atenas, e Anryu, — o Cavaleiro de Dourado de Câncer —, olha ao céu e o brilhar das estrelas o faz lembrar de sua história. O brilho de um punhado de estrelas que lhe concedeu sua nova vida.
 
GUERRA SANTA — DOIS ANOS ATRÁS
 
A Guerra Santa se desenrolava e era grande a perda de vidas humanas no confronto.
 
Os confrontos localizados nas diversas regiões da Terra dizimavam populações inteiras, incluindo mulheres e crianças. Os jovens e adultos estavam na linha de frente tentando impedir o avanço dos soldados das águas e proteger os mais frágeis, mas frequentemente não conseguiam.
 
Atena sofria, pois sentia cada perda humana como parte de sua vida se esvaindo, mas uma perda em específico abalou o cosmo da deusa como uma forte pontada em seu coração.
 
A morte ocorrera nas terras baixas do hemisfério sul, numa região próxima à grandes quedas d’agua em meio a densa floresta que a acercava.
 
No peito uma enorme sensação de perda, e no céu a constelação de Câncer perdia parte de seu brilho.
 
O assunto ocupara a mente de Atena, quando decidida em resolver tal situação saia a deusa de seu salão a passos firmes.
 
No caminho seguido pela deusa estavam dois jovens guerreiros, que surpresos a interpelam.
 
— Boa tarde, deusa Atena.
 
Surpresa com suas presenças, responde a deusa.
 
— Boa tarde, Sig e Ozir. Não os havia percebido, desculpe.
 
Sig e Ozir estranham a desatenção de Atena.
 
— Não se preocupe conosco. Responde Sig
 
— É a ti que nos preocupa. Continua Ozir. — Ao local aonde vais com tanta determinação, nós poderíamos acompanhá-la?
 
— Sentimos uma distorção no céu. Completa Sig. — Alguma estrela se apagou.
 
— Acreditamos que isso é o que a preocupa. Aponta Ozir — Gostaríamos de acompanhá-la. Sua segurança não pode estar em risco. Completa.
 
Atena confortada pelas palavras de seus dois valorosos guerreiros volta-se a eles e diz
 
— Vamos ao Yomotsu Hirasaka!
 
Os gêmeos Sig e Ozir se surpreendem com o destino.
 
— O mundo dos mortos? Surpreende-se Sig.
 
— O local onde vagam as almas em direção ao Mekai. Esclarece Ozir.
 
Com a determinação estampada a face Atena olha o céu.
 
— Resgatarei certa alma que perdi para Hades. Afirma Atena. — Precisamos manter a Terra em equilíbrio em tempos de guerra.
 
Atena envolve Sig e Ozir em bolhas de energia e todos partem em direção ao céu. O objetivo era o Sekishiki, um portal existente entre as estrelas da constelação de câncer, e a entrada para o Yomotsu Hirasaka.
 
Os três chegam ao Yomotsu, onde se podia ver a fila de almas humanas indo em direção a colina do Yomotsu, para sua morte sem retorno. Em meio a elas uma reluzia em especial.
 
Atena segue em direção a alma que desequilibrara a Terra com sua partida, quando é intercedida por Stand de Besouro Mortal, a Estrela Terrena da Feiúra, umas das cento e oito estrelas malignas do exército de Hades.
 
Sig e Ozir imediatamente se posicionam respectivamente entre Stand e Atena, e ao lado da deusa, quando uma densa voz a todos interrompe.
 
— O que fazes em meus domínios, Atena? Viestes buscar teu elo perdido?
 
Com vigor retruca Atena.
 
— Hades, vim buscar uma alma que ainda vive. A ti, ela não serve de nada.
 
Hades acha graça das palavras que ouve.
 
— Te equivocas, Atena. Caído no vale do Yomotsu Hirasaka, nada permanece vivo. Toda luz que tivera outrora se apaga, e passa a ser a minha alma por toda a eternidade.
 
Calma, apesar da situação adversa, e com a alma de luz que fora buscar Atena cada vez mais próxima da morte prossegue a deusa.
 
— Preciso manter o equilíbrio na Terra. Não tive a intenção de perturbar teu sono. Mas terei o que quero custe o que custar! Já perdi muitas almas para teu reino.
 
Atena olha para a fila de almas que prosseguem ao vale do Yomotsu.
 
— Dezenas de milhares em troca de apenas de apenas uma, considero até uma troca injusta.
 
O silêncio se faz ecoar no espaço, e após segundos de angústia responde Hades.
 
— Certo. É um pedido justo. Uma alma não a fará vencer a guerra. Muitas milhares de almas me presenteia Poseidon. Stand ... deixe-os passar! Pegue o que quer e saia! Não gosto de convidados indesejados!
 
Atena resgata a alma que almejava e em quatro esferas de luz saem do Yomotsu Hirasaka em direção a uma densa floresta na Terra, devastada pelos marinas.
 
Sig e Ozir ao leve movimento das mãos destroem os marinas que ocupavam o lugar, enquanto a alma retornava ao seu corpo.
 
O jovem de aproximadamente quinze anos acorda assustado.
 
— Estou de volta. Mas o que aconteceu?
 
O cosmo de Atena reluz e sua luz amável afasta o medo de seu coração tranquilizando-o. O rapaz que antes tinha testa franzida e olhar desconfiado agora sorri.
 
— Quem é você? Pergunta o jovem.
 
Atena toca o rosto do rapaz.
 
— Sou Atena. O resgatei da morte, por tua vontade de viver.
     
Repentinamente o cosmo do jovem brilha de forma tão intensa que a toda a floresta ilumina, como um clarão de luz.
 
Sig e Ozir olham um para o outro, e como numa transmissão de pensamento, juntos concluem:
 
— Renasce uma estrela.
 
Em plena harmonia com seus guerreiros completa Atena.
 
— E Câncer recupera seu brilho.
 
Apavorado com a manifestação de seu poder indaga o jovem:
 
— O que é tudo isso? Sinto como se fluísse energia por entre meus dedos.
 
E ao movimenta-los perfeitas esferas azuis surgem flutuando no espaço.
 
— Anryu ... Sua experiência de quase morte despertou teu cosmo. Explica Atena.
 
Assustado, Anryu pergunta
 
— Como sabe meu nome?
 
Como em tantas outras vezes Atena sorri.
 
— Sou uma deusa ... Li em tua mente. Percebi o apagar de tua vida, e junto a ela o enfraquecer de tua constelação guardiã.
 
Atena aponta para o céu a constelação de Câncer.
 
— Tens o poder de lidar com a vida e a morte. Está escrito em teu signo de vida. Lute ao meu lado. Junte-se a Sig e Ozir. Assim poderemos salvar a Terra dos invasores das águas, os guerreiros Marinas de Poseidon, o Senhor dos Mares.
 
Anryu olha a volta e vê muitos corpos, dentre eles o de um marina. Se aproxima, retira sua máscara, e este lhe implora misericórdia.
 
— Maldito! Diz Anryu.
 
Atena toca seu ombro e Anryu com um movimento de mão separa corpo e alma do marina. Atena envolve a alma numa esfera de luz, que em seguida explode.
 
Sig e Ozir ficam surpresos com o poder de Anryu, considerando este tê-lo despertado naquele instante.
 
— Quero enterrar a todos. Diz Anryu. — Eram minha família. Todos eles.
 
Os gêmeos se olham.
 
— Nós o ajudaremos. Solidários dizem Sig e Ozir.
 
Algumas horas depois, já caída a noite, Anryu coloca a última pedra sobre um túmulo em especial.
 
— Vingarei tua morte, irmão. Não viveste quase nada. Mas sua existência marcou minha vida.
 
Olhando ao redor, aos túmulos que o local agora tinha, ele profere sua indignação.
 
— Marcarei a todos que isso fizeram. Os brindarei com a morte, assim como fizeram conosco.
 
Atena, Sig, Ozir e Anryu são envoltos pela luz e seguem ao templo da deusa em Atenas. Naquele dia a constelação de Câncer recuperou seu brilho, e um brilho especial se fez presente no céu, o signo de gêmeos reluziu duas vezes mais forte.
 
ÉPOCA ATUAL
 
Anryu lembra-se de Atena, pessoa a quem deve seu renascer. Parado ao contemplar o céu pensa:
 
Atena ... A ti nada ocorrerá. Ninguém mais atingirá minha família. Nunca mais.
 
ANRYU RENASCEU PELAS MÃOS DE ATENA, SUA NOVA FAMÍLIA. O CAVALEIRO DE CÂNCER ENTRA EM CENA. O ELO REENCONTADO PELO EQUILÍBRIO DA TERRA.

Editado por Phoenix no Ankaa, 08/11/2016 - 17:57.


#13
Perseu

Perseu

    ???

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Cara, vou tentar acompanhar a Fanfic, mas tenta ter um cronograma de postagens, só em um dia você postou 3 capítulos, sei que deve tá empolgando pra mostrar a história, mas assim você acaba afastando leitores pelo fato da Fanfic já estar tão adiantada, não há nem tempo de comentar pois logo em seguida um novo capítulo é postado, não é todo mundo que tem tempo e disposição pra isso.

 

Enfim, é só uma critica amiga pra te ajudar. Já iniciei a Fanfic e em breve opino aqui no tópico. Abraços! 

 

P.S: Tenta postar pelo menos dois por semana, assim dá tempo de ler e comentar tranquilamente. 



#14
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Ok.

 

Valeu pela dica.

Acontece que já tenho  23 capítulos prontos, postados no blog da fanfic. Estou transportando para cá. Vou ir mais devagar sim.

Abraço.



#15
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Pelo que vi, o pessoal do fórum costuma ir criando a fic, e postando aqui, na medida que o capítulo sai.

 

Minha fic já tem 23 capítulos postados num blog criado para ela. De certa forma já está adiantada, e com muitos personagens e ideias construídas.

Eu poderia passar o link dos capítulos, e na medida do interesse o pessoal poderia ler.

 

Não que eu esteja desistindo de postar aqui, mas me parece que o pessoal gosta de acompanhar cada passo e ir ajudando no passo seguinte, e a minha já deu bastantes passos.

 

Para contribuir com a seção vou postando de leve, um capítulo a cada sábado como propus no cronograma, e aguardo as sugestões do pessoal de como postar de maneira interessante ao fórum.



#16
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A Ordem dos Guardiões estava nascendo, e era necessário iniciar o treinamento dos Aurum e das Auras.
 
O grande desafio era recrutar os homens e mulheres que vestiriam as Crystallus, dispostos a agir secretamente pelo bem do exército de Atena.
 
Contam os antigos que todo ser humano nasce sob a proteção de uma estrela. Algumas de brilho intenso, outras nem tanto.
 
Algumas pessoas nascem sob a proteção de uma constelação, esses são especialmente capazes de utilizar todo o seu potencial, despertar todo o seu Universo interior. Esses privilegiados são os potenciais Cavaleiros e Amazonas de Atena.
 
Mas há pessoas que possuem proteção igual, mas tem sua força vital regida especialmente por uma estrela, a mais brilhante de sua constelação. A essas pessoas Atena reservou as vestes de cristal, e a honra de compor a sua nova ordem de guerreiros.
 
Nessa fase do projeto de Atena compreender as estrelas e seu brilho seria essencial, mas para isso a deusa já tinha seus planos.
 
Ariadne sob ordens de Atena foi para a Sibéria — Vila de Graad, outrora duramente castigada pelas forças de Poseidon, para conhecer o que registraram os sábios antigos sobre a arte de ler as estrelas.
 
LESTE DA SIBÉRIA
 
Saudosa de tudo que ocorrera ali num passado não muito distante, Ariadne reencontra sua amiga Ada.
 
— Há quanto tempo, Ada. Saiu de Atenas sem dar notícias. Sem se despedir. Fiquei preocupada.
 
Sorridente, Ada recebe a velha amiga.
 
— Seja bem vinda de volta. Comigo está tudo bem, Ariadne. Estou muito feliz por revê-la, amiga.
 
Elas se abraçam longamente, matando as saudades de muito tempo separadas.
 
— Soube que estavam reconstruindo a vila, e vim ajudar na reconstrução. Voltei para casa, só isso. Responde Ada.
 
Ariadne retribui a calorosa recepção com um largo sorriso.
 
— Isso me deixa muito feliz. Sorri Ariadne.
 
Ada, informada previamente da missão da amiga, a confirma.
 
— Vieste conhecer a biblioteca, estou certa? Sob ordens de Atena.
 
Surpresa com o rígido planejamento de Atena a recém-chegada franje a testa.
 
— Recebemos de Atenas um comunicado. Informa Ada.
 
— Sim. Confirma Ariadne. — Você se lembra de quando minha mãe nos ensinava? Sua mãe, desculpe ... Ariadne fica preocupada.
 
As lembranças do retorno de Aria a vila devastada ainda povoavam a mente das duas amigas.
 
— Não se preocupe. Diz Ada sorrindo. — Vi quando Atena a levou. Sei que está bem onde quer que esteja.
 
Ariadne se lembra dos momentos felizes com saudade.
 
— Sim, era divertido e sempre levávamos na brincadeira.
 
Ada, com um semblante mais sério retorna a conversa à realidade, e na missão que trazia Ariadne àquele lugar novamente.
 
— Mas agora Atena precisa de nós, e do que aprendemos com minha mãe. Afirma Ada.
 
Feliz com o amadurecimento de Ada, Ariadne volta a sua atenção ao presente, com a empolgação da época da infância.
 
— E a ajudaremos! Com certeza. Afirma a amazona de Aquário.
 
A jovem anfitriã sorri, e junto a Ariadne segue para a nova Vila de Graad.
 
Elas caminham até uma casa modesta construída no pé de uma montanha. No local haviam materiais diversos, mas nenhum deles aparentava tratar do assunto que ali a levara.
 
Mais ao fundo, depois de um corredor num simples cômodo encontrava-se uma estranha parede de madeira. Ada move parte da parede e um corredor entre as pedras montanha adentro se mostra. Ada segue por ele e Ariadne sem nada entender faz o mesmo.
 
A umidade do local só aumentava, e o barulho de águas caindo também. Após uns cem metros de caminhada numa trilha montanha acima, a luz avistada desde o começo do caminho torna-se mais intensa. Era uma belíssima gruta, onde se encontrava a verdadeira biblioteca de Graad.
 
No local via-se prateleiras de madeira e muitos pergaminhos expostos. Diversos baús com inscrições dos mais diversos assuntos também podia se ver.
 
No teto estava a explicação da intensa luz vista desde o começo da trilha, um universo de diamantes como rico ornamento, lembrando nitidamente uma noite de céu limpo. O ambiente tinha uma agradável temperatura, visto a corrida de água que descia do alto da montanha, formava um pequeno lago, e mais a frente seguia montanha abaixo.
 
Uma estranha sensação de bem estar se sentia. Uma forte energia envolvia aquele lugar, como se as águas possuíssem uma cosmo-energia própria.
 
Ariadne olha mais atentamente a descida de água ao pé da montanha e se localiza.
 
— Estamos no alto da montanha, e mais abaixo é a fonte. Será por isso que a fonte resistiu ao ataque do Kraken? Esta energia ... Ariadne estava surpresa.
 
Já conhecedora da perspicácia e velocidade de raciocínio da amiga, Ada confirma.
 
— Sim. Responde. — Mas não apenas por isso. Venha comigo.
 
Ambas passam pela corrida de água que descia ao lago e seguem por uma estreita passagem natural.
 
Uma nova gruta lá se encontrava acima da anterior, e nela podia se ver musgos nas pedras, peixes num pequeno lago, além de raízes que saiam pelas rochas mais ao alto. Essa diversidade representava a vida naquele novo espaço.
 
Um corredor de água ainda maior descia a primeira gruta, mas algo diferente é notado por Ariadne. 
 
— Mas como? Indaga Ariadne curiosa. — Por onde ...
 
Ada prevendo a reação de dúvida, responde.
 
— Por baixo. Reponde Ada, antes mesmo de Ariadne terminasse a pergunta. — A ligação é subterrânea.
 
Elas seguem por uma trilha ainda mais íngreme, e a luz do sol então se faz presente. Saindo da gruta uma modesta floresta lá estava.
 
Com uma vegetação mais densa do que de costume àquela região, somado a presença de animais e pelo ambiente mais quente, tratava-se de um verdadeiro oasis naquelas terras geladas.
 
Podia-se ver o pequeno curso d'agua que serpenteava a leste da floresta e entrava por uma pequena fenda na rocha.
 
— Essa energia é a energia natural dessas montanhas, chamada de "Unidade da Natureza". Explica Ada. — Entrando em harmonia com essa Unidade é possível controlá-la, e quem o fizer terá em mãos um poder quase infinito. A integração da vida vegetal e animal, e da energia mineral manteve a fonte intacta ao poder do Kraken.
 
A explicação dada deixa Ariadne surpresa. Ela compara as informações e fica ainda mais confusa.
 
— Mas ... A fonte não funcionava. A água não circulava. Afirma Ariadne.
 
Ada calmamente explica a relação dos fatos.
 
— A água não circulava, mas lá existia. Sua conexão era pelas rachaduras da antiga construção. A Unidade da Natureza protegeu a fonte de Dimi de Kraken.
 
Ada e Ariadne começam a voltar para a gruta. O retorno é silencioso, permitindo a Ariadne refletir o quanto aprenderá naqueles poucos momentos com sua jovem sábia amiga.
 
— Mas, há quanto tempo sabe disso? Indaga Ariadne.
 
Ada sorri.
 
— Sempre soube, mas era sigilo. Responde. — Não entendi no começo, quando minha mãe me contou. Mas quando vi a gruta e subi a floresta pude compreender completamente.  Assim que voltei procurei a gruta e virei sua protetora, e agora todos sabem e a mantém longe de estranhos.
 
Ariadne naquele momento entende porque sempre mantiveram a montanha isolada no passado.
 
A caminhada segue e ao avistar a primeira gruta, Ada recorda mais uma vez do passado.
 
— Já estivemos na gruta, lembra-se disso Ariadne? Saudosa indaga Ada. Minha mãe nos trouxe. Achamos que o céu tinha se mudado para cá. Foi um ano antes do massacre. Essa data ficará marcada em minha alma.
 
Ela se lembra do susto que tivera na ocasião.
 
— Lembro sim, amiga. Responde Ariadne. — Também me lembro dos pergaminhos sobre as estrelas.
 
Coincidentemente ou não, ambas chegam a uma das grutas e Ada para.
 
— Chegamos! Diz Ada na Biblioteca.
 
Ariadne para, olha ao redor e fica pensativa ...
 
— Os pergaminhos ... Como ver a estrela mais brilhante .. Contar quantas vezes brilhava ... Comparar o brilho ... Me lembro como se fosse hoje ... Talvez não tenha levado tão na brincadeira assim.
 
Ada nota que Ariadne parecia estar em outro mundo e brinca.
 
— No mundo da lua? Lembrando-se da infância?
 
Ariadne ri.
 
— Sim. Lembrando-me dos ensinamentos de tua mãe. Responde. — De como ler as estrelas.
 
Ada lembra-se de algo e resmunga.
 
— Lendo as estrelas descobri algo ... Mas não posso te contar. É algo que já sabia, mas não havia me dado conta. Um dia talvez você saiba.
 
Ada se encaminha a saída da gruta e Ariadne curiosa pergunta.
 
— O que você descobriu?
 
Ada ri.
 
— Não posso dizer, já disse. Responde Ada. — Desculpe. Mas apesar de ser verdade, é assim que se faz um curioso. O baú a sua direita tem o que procuras. Bom estudo, amiga. Foi um enorme prazer vê-la novamente. Não se esqueça do jantar. É na hora de sempre.
 
Ada segue pela montanha em direção ao lado de fora.
 
— Obrigado amiga. Diz Ariadne. — O caminho eu já sei. Deixa comigo.
 
Ada balança a cabeça e segue seu caminho. Ariadne tinha muito a estudar. 
 
Na gruta Ariadne devora o conhecimento dos pergaminhos relembrando-se de muitas coisas que ainda criança aprendera.
 
À noite Ada e Ariadne vão a plataforma de gelo apreciar o céu, como uma aula prática a tudo que aprendera Ariadne naquele dia.
 
Contemplando o céu nada em especial notara Ariadne, até que seus olhos alcançam a constelação de gêmeos. Ela a observa atentamente e fica pensativa.
 
— Que estranho... A constelação de Gêmeos brilha diferente... Do jeito que brilhava antes daquela tragédia... Será que ... Ele está vivo? ... Não pode ser!
 
Ada vendo Ariadne pensativa olha para o que tão fixamente ela olhava. Ela descobre ser a constelação de Gêmeos de brilho renovado.
 
— Gêmeos? Pergunta Ada.
 
Ariadne estava tão concentrada que se assusta com a pergunta.
 
— Humm? Reage Ariadne que não ouvira a frase de Ada.
 
Ada entende o que Ariadne olhava tão estranhamente.
 
— Gêmeos recuperou seu brilho. Diz Ada. — Há alguns dias. É estranho.
 
Para isso só há uma explicação. Pensa Ada
 
— Sig e Ozir. Diz Ada. Os gêmeos e a tragédia.
 
Ariadne olha admirada com o nível de informação de Ada.
 
— Então conheces a história? Pergunta.
 
Ada séria corre seu olhar as estrelas do céu.
 
— Sei de muitos acontecimentos do exército de Atena, mesmo não sendo parte dele. Conheço a história de Sig e Ozir. Tenho a sensação de que essa história ainda não acabou. Vi o que você viu no céu. Sig, de alguma forma ... mantém viva a chama de Gêmeos. Deve haver alguma explicação para isso.
 
Ariadne volta seu olhar a Ada.
 
— Com certeza. Concorda Ariadne. — Mas, me diga Ada, não tem um dom especial? Algo que a consagre amazona de Atena?
 
Ada, abaixa a cabeça e lança a Ariadne um olhar cabisbaixo.
 
— Não tenho. Responde. — Já me frustrei por isso, mas hoje sei que posso ajudar assim mesmo. Estou feliz do jeito que sou. Posso ajudar Atena mantendo vivas muitas coisas, como a chama do conhecimento: a biblioteca de Graad, a biblioteca de Atena!
 
Ada se levanta e segue à vila, deixando Ariadne com as estrelas do céu.
 
— Fique com as estrelas, Ariadne. Não encontrarás companhia melhor. Além de belas, elas te contam muitas coisas. Basta saber ler e entender
 
No caminho pensa Ada.
 
— Mas não podemos saber de tudo ... Assim está escrito nas estrelas... E no destino ...
 
Ada lembra-se do importante encontro que tivera há dias atrás.
 
— Atena! ... Ela não se esqueceu de mim ... Meu sonho de menina se realizou ... Pena não poder contar a ninguém ... Nem mesmo a minha grande amiga ...  Tenho certeza que Ariadne ficaria muito feliz ... Mas sei que ficará feliz mesmo sem saber ... pois minha missão é mantê-la sempre feliz ...
 
TEMPLO DE ATENA, ATENAS - GRÉCIA
 
Ozir, O Cavaleiro de Ouro de Gêmeos e Grande Mestre, Comandante do Exército de Atena, é anunciado pelos soldados para audiência com Atena.
 
— Entre Ozir. Pronuncia-se Atena. — O que o traz aqui? Pergunta Atena após a reverência de Ozir. — Algum problema? 
 
Ozir se levanta e demonstra estar muito nervoso.
 
— Não um problema, mas uma estranheza. Responde Ozir.
 
Com a tranquilidade digna de Atena, ela se antecipa a Ozir
 
— Refere-se a constelação de Gêmeos, suponho.
 
Os olhos de Ozir brilham, na expectativa de ouvir algo positivo de Atena.
 
— Sim, Atena. Ela recuperou seu brilho perdido. Reacendeu sua chama. Será possível ... Sig estar vivo?
 
Atena abaixa a cabeça por um breve instante.
 
— Infelizmente não posso responder tua pergunta Ozir.
 
Ozir ao ver a deusa desse modo desanima, mas Atena a levanta em seguida.
 
— Tenhas certeza de algo, Ozir. Sig se foi bravamente. Lutando como um Cavaleiro.
 
Ozir se lembra da infância, e da determinação e poder de Sig.
 
— Como o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos. Completa Ozir.
 
— Sim. Diz Atena.
 
Ozir, sempre recatado e firme em seu semblante visto a posição que ocupava, naquele momento esboçava uma grande tristeza.
 
— Daria tudo para tê-lo ao meu lado. Saudoso, diz Ozir. — O brilho intensificado de gêmeos que se fez há dias atrás no céu, alegrou minha alma. E o fato de Anryu não ter achado seu espírito vagante pelo Yomotsu ... me encheu de esperanças.
 
Atena esboça um sorriso e caminha em direção a Ozir.
 
— Acalme-se Ozir, Pondera Atena. — Sig estará sempre ao teu lado. Mais perto do que imaginas. Dentro de teu coração.
 
A deusa ao caminhar emana seu cosmo, e o calor chega lentamente a Ozir.
 
— Sei disso, Atena. Aceita Ozir.
 
Atena toca o ombro de Ozir que se ajoelha em reverência.
 
— Sig a mim fez uma promessa, antes de seu desaparecimento. Diz Atena. — Que jamais o abandonaria. Sua lembrança e calor habitam esse lugar. Seu cosmo arde junto ao de todos que defendem a justiça. Em especial ao teu. Livre tua mente dessas preocupações. Sig está entre nós! Ele sempre estará!
 
Ozir estava mais calmo, aquecido pelo cálido cosmo de Atena.
 
— Eu sinto sua presença. Diz Ozir. — Obrigado por afastar essa sombra de meu coração, minha deusa Atena. Voltarei a meus afazeres. Sabes de notícias de Ariadne e sua missão? Pergunta.
 
Atena sorri.
 
— Está tudo caminhando como planejado, segundo me foi informado de Graad. Responde Atena. Lyra e Leo devem estar de volta em breve.
 
Ozir retorna ao seu semblante serio normal.
 
— Certo. Diz Ozir. — Teneo e Anryu estão trabalhando nas áreas de treinamento, e Régia está a postos. Informa Ozir.
 
— E isso está muito bom. Conclui Atena. — Obrigado pelo bom trabalho, Ozir.
 
— De nada, reponde Ozir. — Apenas cumprimos nosso dever pelo bem da humanidade.
 
Atena sente que afastara a grande angústia do coração de Ozir, mas sabe que a dor lá permanecerá para sempre. Atena sorrindo concorda com seu soldado mais valioso.
 
Ozir reverencia Atena, com a mente de volta a suas atividades.
 
— A deixarei a sós. Conclui o momento Ozir. — E novamente Obrigado.
 
Atena sorri, certa da fidelidade de seu Cavaleiro.
 
— De nada. Diz Atena. — Zelemos uns pelos outros, e todos ficaremos sempre bem e a salvo.
 
Ozir completa sua reverência e sai. Atena pensa na verdade por trás da chama do signo de Gêmeos.
 
Ele está ao seu lado, Ozir... Sempre ... Pensa Atena.
 
 
O BRILHO DE GÊMEOS SE INTENSIFICA NO CÉU E É NOTADO POR TODOS. QUAIS SEGREDOS GUARDARÃO OS ACONTECIMENTOS DOS ÚLTIMOS DIAS.

Editado por Phoenix no Ankaa, 15/11/2016 - 18:40.


#17
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Capítulo 012 - Os guerreiros do Signo de Gêmeos Versão 2016

 

Enquanto Ozir tentava esquecer a dúvida que habitava sua mente, na Sibéria Ada teria algumas boas teorias sobre a história de Sig.
 
SIBÉRIA
 
O avanço de Ariadne em sua missão em busca do conhecimento das estrelas era notável. Ada, mais experiente, vê com a alegria o aprendizado da amiga, mas sofre por não poder compartilhar com ela todas as boas notícias.
 
Ada se lembra da visita de Atena, e da missão que recebera pelo dom que sequer havia se dado conta possuir. 
 
TRÊS DIAS ATRÁS
 
Ada estava organizando os pergaminhos da Biblioteca Oculta de Graad, quando uma passagem se abre no espaço. Surgem Atena e uma Amazona portando uma belíssima Armadura azul escuro, reluzente sob a luz refletida dos diamantes ao alto da gruta.
 
Ada de pronto faz a reverência a deusa, que carinhosamente a acolhera em seu templo em Atenas.
 
— Obrigado, Ada, diz Atena.
 
Conhecedora dos fatos do templo de Atena, Ada mostra-se feliz por reconhecer uma amazona.
 
— Lyra ... Comenta Ada com alegria.
 
Com admiração em seu olhar completa Atena. 
 
— Lyra de Ophiucus.
 
Saudosa por ver uma armadura, algo tão sonhado para si, Ada se empolga.
 
— Sim ... Afirma Ada. Ophiucus, o "Serpentário" de Asclépio, o deus da cura.
 
Atena, observando o nível de conhecimento de tão jovem pessoa, logo percebe estar com a pessoa certa.
 
— Isso mesmo, Ada! Saúda Atena. — Sábia, apesar de tua juventude. Em breve virá a este lugar Ariadne de Aquário. Gostaria que a orientasse nos estudos sobre as estrelas. Quero que lhe ajude com os pergaminhos sobre o assunto. Esta missão é de suma importância. Espero poder contar contigo. Completa Atena.
 
Ada fica ainda mais empolgada por ter recebido missão da própria deusa Atena.
 
— Sim, com certeza Atena. Eu ... Começa, mas em respeito interrompe sua fala Ada
 
Atena sorri.
 
— Pode continuar, Ada. Diz Atena.
 
Ada estava curiosa sobre a constelação de Gêmeos.
 
— Notei algo diferente no céu noite passada. Continua Ada. 
 
Como na audiência com Ozir, Atena se antecipa a Ada.
 
— Refere-se a Constelação de Gêmeos, eu suponho. Conclui Atena.
 
Ada sorri.
 
— Sim, ela recuperou seu brilho perdido. Comenta Ada. — Será possível que o irmão do Senhor Ozir ... esteja vivo?
 
Atena balança a cabeça.
 
— Creio que tenha despertado. Afirma Atena. — Sig não morrera naquele confronto. Meu cosmo não sentiu o apagar completo de tua chama de vida. E além disso, Anryu não viu sua alma no Yomotsu. Algo aconteceu ... Precisamos descobrir o que foi. Preciso de seu dom Ada. Ache Sig pelas estrelas. Pede Atena.
 
Honrada pelo que acabara de ouvir de Atena, doces palavras a seus ouvidos, Ada pensa.
 
— Meu dom? ... Eu também tenho um dom! ... Nunca imaginei que tivesse um ... Atena o encontrou e o reconheceu ... Agora serei útil de verdade a Deusa Atena ...
 
Atena acompanha Ada em seus pensamentos eufóricos e sorri. Ada volta a realidade e Lyra as conduz a plataforma de gelo para que Ada contemple o céu.
 
— Pela frequência do novo brilho... Analisa Ada.  — Tudo voltou ao que era antes. Sem nenhuma alteração. Talvez o lugar ainda seja o mesmo. Sig talvez dormira e agora desperta no mesmo lugar onde ocorreu a batalha. Na mesma ilha onde lutara. Conclui Ada.
 
Atena fica contente com a nova possibilidade.
 
— Sim ... faz sentido. Comemora Atena. Já tenho por onde começar. Muito obrigada, Ada. Tudo se encaminha para boas notícias.
 
Ambas retornam a gruta e Atena encerra sua visita.
 
— Aguarde notícias, Ada. Receba Ariadne de Aquário. Conclui Atena o momento.
 
Ada faz reverência a Atena, e no mesmo portal no espaço onde chegaram agora partem Atena e Lyra.
 
Atena orienta Lyra a levá-las a uma região de muitas ilhas, incrustada no Oceano Atlântico Norte acima do Trópico de Câncer. A região com grande atividade vulcânica, estava localizada num baia. Neste local as correntes marítimas são por vezes implacáveis, com direções diversas, intensas e instáveis.
 
Nessa região ocorrera uma grande luta, onde Sig pelo bem de Atena e de uma ilha tem sua vida completamente mudada.
 
ILHA DO ATLÂNTICO
 
Atena e Lyra chegam a ilha, e não mais vêem as marcas da cruel batalha ali ocorrida.  Passada a praia e a vegetação mais adentro ao continente, Atena teria motivos para sorrir.
 
O cosmo de Sig é novamente percebido, para a grande alegria de Atena. Antes mesmo de chegar ao casebre onde agora vivia Sig era possível avistá-lo cortando lenha para seus senhorios.
 
Sig percebera desde sua chegada o cosmo de Atena, e preparava-se para recebê-la, ainda em dúvida de sua real intenção.
 
Atena percebe a cálida energia daquele ambiente, e pode prever o cuidado a Sig dispensado. Ela se lembra de Ozir e tem a certeza de que sua missão será bem sucedida naquele lugar e naquele momento.
 
A Sig, a deusa tinha uma proposta, mas apesar de saber que sairia vitoriosa, sente que seria uma difícil conversa.
 
— Sig. Fico feliz que tenhas despertado. Sorri Atena. — Sabia que não estavas morto. Esperava ansiosa por este momento.
 
A senhora que cuidara de Sig todo esse tempo aparece e cumprimenta Atena.
 
— Olá. Então essa é a jovem que você disse que viria, meu rapaz?
 
Sig olha para Atena, sem encara-la.
 
— Sim. Responde Sig.
 
A senhora olha para Atena, longamente.
 
— Sinto uma energia tão quente vindo dela. Parece uma deusa. Admira a Senhora.
 
Atena sorri, sentindo o carinho das palavras que ouvira.
 
— Obrigado. Diz Atena. — Sou a deusa Atena.
 
Muito sagaz, fica por segundos pensativa a senhora.
 
— Foi você que levou Aaron de nós? Indaga.
 
Atena sorri.
 
— Sim, e ele agora defenderá a todos do planeta. Responde Atena. 
 
A simpática e falastrona senhora sorri.
 
— Mas foi justa. Levou Aaron, mas deixou Sig. Comenta a senhora. — Mesmo dormindo protegeu a todos. Todas as tentativas de invasão foram frustradas. Não sei explicar. Sei que de seu corpo dormido saia uma energia que a todos os inimigos misteriosamente destruía.
 
A mente da senhora passeava a lembrança de Aaron e de seu irmão, que ela ia narrando.
 
— Mas você fez muito bem pra ele ... Levando ele daqui. Eu gostava dele. Cuidei de seu irmão quando se perdeu no mar pescando, e acabou vindo parar nessa praia.
 
Um ar de tristeza se estampa em seu rosto.
 
— Mas não podia dizer pra Aaron que seu irmão estava vivo. Ted não deixava. Mas ele sumiu um pouco depois. Foi tragado pelo mar.
 
Nesse momento, enquanto a Senhora continuava sua narrativa, Sig fica pensativo sobre seu último adversário.
 
— Ted? ... Que infeliz coincidência... Um irmão com a missão de derrotar o outro... Destinos ...
 
A senhora olha para Sig e percebe seu desligamento.
 
— Ted era muito diferente de Aaron. Continua a Senhora. — Não era generoso e amável como o irmão. Era teimoso e arrogante. Abandonou a própria filha. E olha que ela era um anjinho. As aparências enganam muito minha jovem.
 
Atena, atenta ao comportamento de todos, tinha Sig em especial atenção.
 
— Eu sei, Senhora. Diz Atena.
 
A senhora percebe a inquietação de Atena.
 
— Veja você ... Tão jovem e com tanto poder e responsabilidade. Continua a Senhora para o sorriso de Atena.
 
— Faço tudo por amor aos homens, mulheres e crianças da Terra.
 
A senhora foca seu olhar ao alvo rosto de Atena.
 
— Vejo isto em teus olhos, jovem Atena. Tens algum outro nome, minha jovem? Curiosa investiga a Senhora
 
Por instantes Atena se lembra de sua infância com saudosismo.
 
— Quando nasci me chamaram de Sofia.
 
As lembranças recordadas trazem consigo a tristeza pela escolha outrora feita.
 
— Sofia ... Pensativa, Comenta a Senhora. — Um nome lindo. Tão amável quanto você.
 
A senhora vê Atena em seus pensamentos e Sig com seu ar de resignação, e percebe o difícil momento que se seguiria.
 
— Vou deixar vocês conversarem. Mas ... Meu jovem. Dirige-se a Senhora a Sig. — Ouça com carinho o que ela tem a dizer. Tenho certeza que é algo bom. Vou agora.
 
A Senhora segue a casa resmungando coisas em tom bem baixo. Atena olha para Sig e este desvia o olhar.
 
— O que te aflige, Sig. Indaga Atena.
 
Sig esconde o rosto.
 
— Temo decepciona-la, Atena.
 
Atena já imaginara reação semelhante, e tenta tranquilizar Sig.
 
— Diga-me o que o faz pensar assim, por favor. Pede Atena.
 
Sig levanta a cabeça, e decidido dirige sua decisão a deusa.
 
— Desculpe-me Atena ... Não quero mais lutar contra outros guerreiros pela Terra afora. Quero esta vida simples. Gêmeos já tem seu Cavaleiro, muito mais forte e inteligente. O verdadeiro e o primeiro. O verdadeiro abençoado pelas estrelas de Gêmeos.
 
Sig respira fundo por alguns segundos, e prossegue.
 
— Nunca gostei de lutas e disputas, apesar de dar o melhor de mim quando era preciso lutar. Quero aqui viver e proteger este povo sofrido. Senti cada luta de meu cosmo contra cada soldado marina que desembarcou nessa praia. Procurava pelo Dragão Marinho para que despertasse e pudesse derrotá-lo. Só despertei agora e sei que a Guerra Santa já acabou.
 
Sig lembra-se do rosto de seu irmão, e seus olhos brilham de saudade.
 
— Meu irmão derrotou Ted de Dragão Marinho e isso muito me orgulha. Gostaria de ver a glória de Ozir, e hoje ele a tem. Não quero ofuscar teu brilho. Mesmo que para isso precise estar longe dele.
 
Atena sente a carga emocional do desabafo de Sig.
 
— Compreendo sua posição Sig, mas peço que ouça a minha proposta e pense nela com carinho.
 
Sig contém a angústia despertada por tal momento, e mantém controle de suas emoções.
 
— Sim, Atena.
 
Atena vê em Sig o valoroso guerreiro que já conhecia, e sorri em sua alma.
 
— És nascido sob a proteção da Constelação de Gêmeos. Lutaste bravamente contra o Dragão Marinho e seu desaparecimento afligiu a todos. Principalmente teu irmão. Isso o tornou mais forte. Sei que o ama, e o protegeria a todo o custo, então eis a minha proposta.
 
Sig estava atento a tudo que dizia Atena, e sentia a esperança inundar seu coração, apesar de não saber o porquê.
 
— Seja o Guardião de teu irmão. Aquele que protegerá o Cavaleiro de Gêmeos de todas as suas feridas do corpo e do cosmo. Seja o Aurum de Gêmeos, e Ozir sempre brilhará como a constelação que junto a ele você mantém viva.
 
Sem nada entender, Sig mostra-se confuso.
 
— O guardião de meu irmão? Indaga Sig.
 
Atena, já esperando a reação de Sig, sorri e explica.
 
— Como um anjo da guarda. Diz Atena. — Curando-lhe as feridas e restabelecendo seu cosmo. Receberás treinamento para essa tarefa. Seja parte da Ordem de Serpentário. A Ordem dos Guardiões dos meus Cavaleiros e Amazonas!
 
Sig olha para dentro de si, e encontra a Ozir e a constelação de Gêmeos.
 
— O Guardião de minha constelação protetora? Pensativo, indaga Sig
 
Sig olha para o céu e vê um brilho ainda mais intenso em sua constelação, em especial a estrela mais brilhante delas. Sig entende a mensagem recebida.
 
— Sim, Atena. Gêmeos me deu a permissão para fazê-lo.
 
Atena libera sua satisfação num grande sorriso, antes contido pela angústia que trazia Sig em seu coração.
 
— Sim, Sig. Feliz, comenta Atena. — Está escrito nas estrelas nosso destino. A estrela mais brilhante é a fonte de sua força de vontade. Enquanto dormia ela sempre brilhava mais forte por segundos, e as vezes por minutos.
 
Atena olha para o céu, e contempla o brilho das estrelas.
 
— Sabia que estavas vivo. O céu me dizia isso. Com o seu despertar ela brilhou ainda mais intensamente do que já havia brilhado. Por isso sabia de sua resposta, desde o início. Proteja Ozir, o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos. Siga o destino que Gêmeos traçou para ti.
 
Sig pensa na ilha e na sua vontade de proteger a todos.
 
— Terei que abandonar esta ilha. Isto me entristece.
 
Atena sente-se honrada, pela estampa de solidariedade dos membros de seu exército.
 
— Não é preciso Sig. Tranquiliza-o Atena. — Poderás proteger a todos. Compreenderás tudo com o teu treinamento.
 
Sig, ainda confuso, confia nas palavras de Atena e suaviza os traços de tensão de seu rosto.
 
— Isso é ótimo! Comemora Sig. — Protegerei esse povo que me acolheu ... E cumprirei minha promessa de sangue.
 
Sig, lembra-se da promessa que fizera a teu pai e a teu irmão há anos atrás, honrar a seu irmão e da alma de seu pai.
 
Atena e Lyra retornam a Sibéria, pois havia ainda uma missão para ser concluída.
 
 
NASCE O AURUM DE GÊMEOS. ATENA DÁ MAIS UM PASSO PELA ORDEM DOS GUARDIÕES.

Editado por Phoenix no Ankaa, 20/11/2016 - 17:37.


#18
Grimlock

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    Cavaleiro Sem Constelação

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Estou acompanhando!

 

Capitulo 1 lido, gostei.



#19
Phoenix no Ankaa

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    A Ave Phoenix renascida das cinzas

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Estou acompanhando!

 

Capitulo 1 lido, gostei.

 

Valeu, Grimlock.

Vou dar uma pausa nas postagens para o pessoal poder acompanhar no fórum.

Na medida que o pessoal for retornando irei postando mais. É o tempo que eu vou avançando na criação da estória.



#20
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A Constelação de Gêmeos tem seus guerreiros definidos. Atena parte a Sibéria para concluir a outra missão daquele dia.
 
SIBÉRIA
 
Certa de que daria mais um passo em direção a formação da ordem de Serpentário, depois da visita a Sig na Ilha do oceano Atlântico, Atena e Lyra retornam a Sibéria.
 
Atena viaja com o auxílio do poder telepático de Lyra surgindo na plataforma de gelo na bela noite daquelas terras gélidas.
 
Passando pelos caminhos da vila todos a reconheciam e a saudavam. Ela segue ao casebre da Biblioteca da vila, onde se encontrava Ada.
 
Ada a reverencia e se mostra surpresa em vê-la novamente no mesmo dia.
 
— Seja bem vinda, Atena. Saúda Ada. — Lyra ...
 
— Obrigada, Ada. Responde Atena. — Tenho a ti uma nova missão.
 
— Sim. Estou ouvindo. Diz Ada
 
Ada, Atena e Lyra são transportadas a plataforma de gelo, onde conversam a luz das estrelas.
 
— És protegida pela Constelação de Aquário. Prossegue Atena. — Está escrito em teu cosmo.
 
— Em meu cosmo? Indaga Ada. — Mas eu não tenho cosmo. Não sou uma amazona.
 
— Todos os humanos possuem cosmo, Ada. Pondera Atena. — Ele está latente e precisa ser despertado. O ser humano possui cinco sentidos: visão, olfato, paladar, tato, audição, e com a intuição, temos o sexto sentido. Mas um sétimo sentido poder ser atingido. Quando o poder máximo, o cosmo máximo, é despertado. Você pode despertá-lo, Ada.
 
Atena olha para Ada e aponta para o céu.
 
— Nasceste sob a proteção de uma constelação, mas, além disso, tua força está na estrela mais brilhante de Aquário. É essa estrela comanda o brilho das demais. Você comanda o brilho de Aquário. Você pode se tornar a guardiã de brilho do signo de Aquário. A Aura de Aquário.
 
Ada, num misto de euforia e duvida e começa a gaguejar.
 
— A ... Aura de Aquário? Guardiã de Ariadne ...?
 
— Sim, Ada. O Guardião é o responsável pelo brilho do Cavaleiro ou Amazona, como um anjo da guarda. Protegerás a Amazona de Aquário de suas feridas e fortalecerá seu cosmo sempre que necessário. Vestirás a Crystallus, e por intermédio dela restituirá o cosmo sempre que a vida de Ariadne estiver em risco. Olhe para o céu, Ada. Isso sempre esteve lá, você apenas não podia compreender. Protegerás Ariadne de Aquário a partir de agora, se aceitares esta oferta.
 
Feliz por ter enfim descoberto sua verdadeira missão para com Atena, sorri Ada.
 
— Sim, eu aceito. Responde Ada. — Prometemos que cuidaríamos umas das outras. Esta é minha oportunidade.
 
Ada olha para o céu e se e lembra da promessa que fizera junto a Ariadne e Aria, quando da chegada delas ao Templo de Atena na Grécia.
 
TEMPLO DE ATENA — DOIS ANOS ATRÁS
 
Depois de dias de viagem chegam ao Templo de Atena, Aria, Sig e Ozir e as meninas Ada e Ariadne.
 
Assustadas com tudo o que ocorrera e cansadas da longa viagem elas são recebidas por Atena, Aria e Leo no porto oculto. A presença de Aria torna o ambiente mais familiar.
 
De pronto Ada reconhece Atena e corre a meia distância a sua direção.
 
— Oi moça, Diz Ada. — Para onde você levou minha mãe? Ela está bem?
 
— Sim, pequena Ada. Carinhosamente reponde Atena. — Ela foi para um lugar lindo. E me pediu que te entregasse isto.
 
Atena abre a mão e um pequeno pingente preso a um cordão trazia a cruz do norte, símbolo das terras geladas de Graad.
 
Atena coloca no pescoço da menina que a abraça.
 
— Gosto muito de você. Você me faz sentir tão bem! Você é quentinha! Diz Ada referindo-se ao cálido cosmo de Atena.
 
— E você é um doce, Ada. Sorrindo diz Atena.
 
Ariadne a distância observa, quando Atena a ela se dirige.
 
— Olá, Ariadne.
 
— Oi Atena. Assustada com o novo lugar cumprimenta Ariadne.
 
— Você deve ser a menina de quem Aria me falou. Comenta Atena.
 
A menina surpresa olha para Aria.
 
— Você falou de mim? O que você disse? Ariadne ficou ainda mais assustada.
 
Atena sorri.
 
— Calma. Atena conforta Ariadne. — Ela disse que és muito inteligente, e queria ser como ela. Queria ser algo importante. Sabia de uma coisa ... tudo existe por uma razão, e você é importante, e terás tempo para descobrir o propósito de sua existência. Quando você crescer mais saberá.
 
Ariadne sente o amável cosmo de Atena e sorri.
 
— Eu sei. Responde a menina.
 
Atena retribui o sorriso, e olhando para Aria, aprova sua atitude.
 
— Vamos, vocês devem estar cansadas. Convida Atena. — Leo, cuide do barco. Venham também Sig e Ozir, vocês precisam descansar.
 
Todos com exceção de Leo seguiram ao Templo e se alojaram nos quartos do local, sendo as meninas sempre ao lado de Aria.
 
Algum tempo se passou e Ada e Ariadne se adaptaram bem ao seu novo lar, sempre prestativas e dedicadas aos seus novos estudos e afazeres, principalmente o grego.
 
Em dado momento um aviso de ataque ao templo foi dado, através de uma região mais exposta próxima ao porto.
 
Sig, Ozir e Leo partem para a defesa do local. Aria segue para a batalha mas é contida por Leo.
 
— Fique Aria! Proteja Atena e as meninas.
 
Aria compreende a preocupação de Leo e segue a Sala de Atena. Ela deixa com a deusa as meninas seguindo para montar guarda a porta.
 
— Fique aqui, Aria! Diz Ariadne.
 
— Vamos ficar juntas, e uma protege a outra. Diz Ada.
 
Aria olha para Atena.
 
— Fique, Aria. Pede Atena. — Elas têm razão, nós nos protegeremos.
 
Ada brinca ficando na posição de luta com os punhos cerrados.
 
— Se eles entrarem aqui a gente bate neles! Diz a menina.
 
Todas riem, mas logo todas voltam a seriedade do momento.
 
A pequena Ada parecia um alento naquele clima de perigo. Mas a menina num momento de seriedade fala coisas muito além do esperado a pessoa de tão pouca idade.
 
— Somos uma família agora. Temos que nos proteger. Eu prometo protegê-las sempre.
 
Ada olha a todas, com um ar muito sério. Atena abraça a menina e endossa a promessa.
 
— Eu também prometo.
 
— Eu também, dizem Aria e Ariadne juntas.
 
Todas se alentam num abraço único e por um instante os quatro cosmos reluzem juntos.
 
Um clarão sai da Sala de Atena e afasta de vez o perigo mar adentro. Sig, Ozir e Leo sentem os quatro cosmos partindo da Sala de Atena.
 
Eles olham-se e Sig e Leo partem a Sala da Deusa para ver se algo acontecera. Ao abrirem a porta presenciam a cena. Atena olha para eles e sorri.
 
— O cosmo do amor. Diz Leo
 
— A união que vence o inimigo. Conclui Sig.
 
Ozir, recebe a mensagem que instintivamente Sig o enviara e se tranquiliza enquanto corre o perímetro em guarda.
 
Sig fecha a porta permanecendo de guarda, impressionado por aquela grande demonstração de força, enquanto Leo segue até Ozir.
 
DE VOLTA ... VILA DE GRAAD.
 
Ada olha para Atena e conclui.
 
— Pode contar comigo, Atena. Somos uma família!
 
A frase dita por Ada traz a tona em Atena algumas lembranças.
 
— Eu me lembro Ada. Diz Atena. — Por isso sabia que podia contar contigo.
 
Ada vê a armadura de Ophiucus que vestia Lyra.
 
— Sempre me frustrei por não ter um dom para serví-la como Amazona. Diz Ada. — Como fez Aria, Ariadne e o faz Lyra. Pensei que tinha sido esquecida. Que não tinha um propósito nessa vida. Mas agora sei minha função. Serei uma Aura e vestirei minha Crystallus de Aquário.
 
Lyra vê a cena e se emociona lembrando-se da sensação de realização quando vira ao centro da Sala de Atena a armadura que agora vestia.
 
— Eu entendo, Ada. Diz Lyra. — Senti o mesmo ao ver minha armadura pela primeira vez. Sentir seu brilho e poder junto a meu corpo ... É fascinante!
 
— Você é lemuriana não é Lyra? Indaga Ada.
 
— Sim. Responde.
 
Ada sorri.
 
— Deve ser muito sábia, muito mais do que eu.
 
Lyra balança a cabeça.
 
— Não se subestime, Ada. Afirma Lyra — É o seu dom de ler a estrelas que trouxe Sig de volta para a nossa família. E será essencial a Ordem dos Guardiões.
 
Atena toca o ombro de suas guerreiras.
 
— Todo conhecimento é útil na hora e na dose certa. Pondera Atena. — Ler a estrelas irá criar os Aurum e as Auras. E será a sabedoria de Lyra, somada a de Teon que os governará. E foi o legado de Asclépio tornou tudo isso possível.
 
Ada e Lyra olham uma para a outra, e sob o quente cosmo de Atena e concordam com ela.
 
— Em breve receberás notícias sobre o treinamento dos Guardiões. Informa Atena. — Fique atenta! Sua missão começará em breve com a chegada de Ariadne. Partiremos agora.
 
Ada faz a reverência a Atena pela segunda vez naquele dia. Enquanto Atena e Lyra somem no espaço.
 
A guardiã de Aquário agora sabe que terá muito a aprender, e uma grande missão a espera. Proteger sua amiga de infância fora o maior presente que podia ter recebido.
 
 
LEMÚRIA — TEMPO ATUAL
 
Teon, após atividade especial na academia de Lemúria sai as pressas em atenção a importante convocação do Gran Mestre.
 
O tempo corria, e fora necessário concluir sua atividade antes dos demais alunos para cumprir a todas as tarefas que tinha.
 
Teon chega ao templo que abriga o Grande Salão do Gran Conselho, muito nervoso e curioso com o motivo de tal chamado.
 
O jovem lemuriano é anunciado e adentra o salão, onde vê todos os Mestres Alquimistas reunidos de pé ao lado de seu assento, e a cadeira da província de Casparian sem seu ocupante ao lado. O Mestre Alquimista de Casparian encontrava-se de pé ao lado do Gran Mestre.
 
Com uma meio reverência Teon saúda a todos, aguardando as palavras do Gran Mestre.
 
— Seja bem vindo, Teon. Diz o Gran Mestre. — Tua presença muito nos honra. Vimos um jovem prodígio galgar posição nas escolas de nossa ilha; Vimos um jovem perpsicaz que interpela a deusa Atena; Vimos um jovem esforçado no aprendizado dos plenos conhecimentos alquimistas na Academia de Lemúria; E depois de atividade especial concluída com êxito há pouco tempo atrás na Academia de Lemúria ...
 
O Gran Mestre pega sobre a mesa uma veste sacerdotal e um cajado aproximando-se de Teon.
 
— O Gran Conselho de Lemúria tem a honra de consagrá-lo ... Mestre Alquimista Teon de Casparian!
 
Teon fica surpreso com tal fato, visto que lhe fora informado faltar meio ano para a formatura, ainda com atividades a serem realizadas.
 
— Teu domínio das artes alquimistas dispensa as atividades que virão. Diz o Gran Mestre.
 
— O último teste acaba de ser aplicado com êxito total, nesse lugar. A prova que podes suportar múltiplas responsabilidades com o máximo e preciso desempenho.
 
O Gran Mestre faz o que Teon imaginava, mas duvidava que aconteceria. O Gran-Mestre se aproxima de Teon e o veste, conduzindo-o ao assento do representante da vila de Casparian.
 
— Sente-se Mestre Alquimista Teon de Casparian. Hoje o Gran-Conselho de Lemúria consagra o seu décimo terceiro Mestre Alquimista.
 
Teon sem poder crer no que acontecia senta-se e sente a energia que fluía daquele lugar, quando recebe as palmas do Gran-Mestre e dos demais doze Mestres Alquimistas ali presentes.
 
Todos os Mestres Alquimistas se sentam e o Gran Mestre retoma a palavra.
 
— Levante-se Teon de Casparian. Uma missão muito importante lhe aguarda. Serás o representante de nossas terras junto à deusa Atena. A missão a ti designada pelas estrelas será realizada no Templo de Atena. Partiremos em dois dias para audiência com Atena. E com a presença ilustre do Décimo Terceiro Mestre Alquimista do Gran Conselho ... Encerro essa seção.
 
LEMÚRIA — VILA DE CASPARIAN
 
Leo e Lyra receberam de Atena uma importante missão, encontrar uma certa lemuriana e levá-la ao Templo de Atena. Em Casparian eles levam adiante sua missão.
 
ADA E TEON SEGUEM SEUS DESTINOS, MAS MUITO AINDA ESTÁ POR SER REVELADO.

Editado por Phoenix no Ankaa, 27/11/2016 - 19:50.





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