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      "Não é preciso morrer para nascer de novo..." É por esse motivo que após mais de 10 anos de existência estamos recomençando... e do Zero! Estamos aproveitando o que as novas tecnologias podem nos oferecer para explorar uma paixão antiga de maneira diferente. Assim fazemos um convite a você para fazer parte dessa nova história do SSE. Lendário e Imortal!    
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      Queime seu Cosmo! Receba sua Armadura! Desafie seu Oponente!   22-12-2017

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Kardia de Escorpião

[Oficial] Defteros de Gêmeos x Kiki de Áries

7 posts neste tópico

Desafiante: Dafteros de Gêmeos 

Desafiado: Kiki de Aries 

Prazo: 15 dias

Minimo de 2 posts por Player para Desafio ser considerado válido.

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Em Jamiel:

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- Mestre Kiki eu trouxe a Areia Estelar que o senhor me pediu.

A jovem Raki entrava sorridente na torre em Jamiel, estava bastante feliz por ter conseguido completar a missão com sucesso para seu mestre. Ela havia ido em um esconderijo secreto nas montanhas para pegar um pouco de Areia Estelar para reparar as sagradas armaduras. E agora conforme o prometido ela ia aprender ainda mais dessa incrível arte. Veio saltitando com sua bolsa balançando indo em direção ao seu tutor que estava abaixado e de costas para ela. A muviana poderia avistar uma mesa com uma urna dourada, ao lado da armadura da mesma. A sagrada vestimenta de gêmeos.

- Hou, Raki, e bom vê-la de novo.

O ariano estava com suas ferramentas de conserto a mão, mantinha sua expressão serena e calma. Mas algo mexia consigo, a armadura brilhava e depois se apagava repetindo o processo como se quisesse chamar sua atenção. Ficou intrigado, pois era raro algo assim acontecer, e tal fato despertou sua curiosidade o fazendo parar para analisa-la, enquanto sua pequena ficava ao seu lado.

- O que houve? Há algum problema mestre? –A jovem dos olhos verdes ficou observando seu tutor em ação, ela colocou sua bolsa com o material em cima da mesa próxima a ele.

- É a armadura. –Fez uma pequena pausa. –Está estranha, e como se ela quisesse me dizer alguma coisa, geralmente elas são ligadas ao seu usuário, mas esta pareceu se esconder dele, ou melhor, dela. -Abria a bolsa em cima da mesa pegando um pouco da areia estelar. - A Integra disse que a armadura de Gêmeos estava se portando estranha esses últimos dias, como se não quisesse ser usada. –Suspirou pensando em uma forma de resolver aquele problema. – Por isso ela me pediu para que eu desse uma olhada, ela acha que deve ser por causa dessas rachaduras e por isso me pediu para consertá-la.

- Hm entendi. –Permanecia olhando curiosa o trabalho de seu mestre.

Viu sua discípula interessada na arte de reconstrução de armaduras, sorriu de leve e como havia prometido antes, iria ensiná-la. - Fique aqui e olhe, hoje você vai aprender a como consertar armaduras.

- Obaa –Abria um largo sorriso.

- Agora pegue um pouco de Areia Estelar. –Observando a pequena pegar o material com suas mãozinhas. – Mais um pouco. –Depois ela se aproximou de novo. – Isso, essa quantidade deve bastar.

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*Me considerar sem a armadura.

- Agora e só adicionarmos um pouco aqui e.. – Olhando mais de perto o carneiro dourado poderia ver um corte pequeno e profundo que despertou sua atenção. Tal que não poderia ser visto pelos outros, mas por apenas aqueles que tinham os olhos treinados na arte de reparação de armaduras. Estava bem escondido, quase invisível, mas tinha uma camada branca de cosmo quase oculta. ‘’Este estrago’’ Passou o dedo deslizando no peitoral da indumentária. ‘’E bem antigo, de pelo menos mais de duzentos anos atrás, quem poderia ter feito este tipo de coisa’’.

- E então mestre e agora? –Falou sua aprendiz, lhe acordando de seus pensamentos e querendo saber o que fazer.

Kiki adicionou um pouco do material e auxiliou sua pupila na dosagem aos poucos. Depois ele começou a usar as ferramentas para a restauração...

Após cerca de cinco minutos a armadura começou a emitir um forte brilho e um som de vida que ecoou por todo o lugar. – Mas afinal o quê e isso? O que está acontecendo? –O ariano deu uns passos para trás, enquanto isso a armadura de gêmeos começava a levitar, a mascará da vestimenta parecia os encarar, sentiu seu corpo ser paralisado e tomado pela energia da armadura. E então uma imagem, um tanto distorcida aparecia em sua cabeça junto com algumas vozes desconhecidas.

 

[...]

Haviam duas pessoas muito similares, embora parte de seus rostos permanecessem ocultos por aquela vista em meio a escuridão. Em um deles estava a sagrada armadura de gêmeos, e com o outro uma sapuris da mesma. Parecia haver uma grande colisão de choques de poderes, uma espécie de duelo até a morte. O ariano se encontrava como uma projeção astral naquele tempo, até acontecer um poderoso choque de energia devastando o local, e fazendo as lembranças se extinguirem...

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- Galaxian Explosion

[...]

 

Depois que lhe era mostrado aquelas lembranças ele voltava para o tempo presente, despertando a consciência. Mas então um forte clarão e uma pressão de vento acabou jogando o corpo dos dois presentes para longe em direção das paredes.

- Raki.

Se virando rápido, ele segurou o corpo de sua discípula a pegando em seu colo para protege-la do impacto antes que ocorresse, enquanto suas próprias costas batiam na parede, soltando algumas pedrinhas do teto sobre si, fechou seus olhos brevemente. – Você está bem?

- Sim mestre. –Abrindo os olhinhos e olhando para ele, esboçando um leve sorriso.

- Mas que bom. –Sorriu. E depois olhou para frente, sua vista quase se fechava devido a luminosidade que a armadura emanava, junto de um poderoso cosmo.

- Mas que cosmo é esse? E muito poderoso!

Colocou as mãos a frente do rosto, tapando um pouco daquela luz. Embora fosse tão clara como a resplandecência do sol, ele não deixou de reparar que uma sombra pequena se formava, e depois ia crescendo até ficar maior, até ganhar a silhueta de uma pessoa. Talvez tivesse libertado um espírito preso na armadura, ou algum resquício de cosmo pertencente a alguém, ou seria algo a mais. Algo além de sua compreensão?!.

- Seja lá o que for, ou quem for, não posso deixar que entre assim aqui desse jeito. Raki fique atrás de mim!

Se levantou tirando um pouco da poeira e pequenas pedrinhas de sua roupa. Enquanto sua pequena aprendiz estava ao seu lado, um pouco mais para trás, olhando o que quer que seja lá a frente.
 

----------------------------------------------------------------- FIM -----------------------------------------------------------------

 

Obs: Em Saint Seiya Omega e dito que o material que conserta as armaduras se chama Areia Estelar, enquanto que na Saga Clássica se chama Poeira Estelar. Como não faria muita diferença mesmo aqui na interpretação, ou talvez fosse apenas a 'tradução', já que se trata da mesma coisa optei por deixar o primeiro.

Obs²: Eu não estou usando a armadura de Áries no momento (como descrito abaixo da imagem).

Obs³: Podemos dizer que eu já consertei a armadura de Gêmeos.

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Lembranças... isso era tudo que tinha desde a última guerra santa, desde o início das eras, desde quando homens surgiram para lutar por Athena e defender a paz mundial. Um a um, o estalar do tempo, o badalar do relógio. Tímido, disperso, traiçoeiro. A vontade incôndita, o desejo de  superação. Existiram sim homens capazes de desafiar os deuses, independente de seus destinos já terem sido traçado...

- O que aconteceu com as Pífias, Aspros? Responda! - 

Ele mantinha-se de costas, recôndito por de trás das sombras. Um sorriso depravado escancarado nos lábios, e a altives em seu peito fazendo seu coração rebombar, a adrenalina, o cheiro da morte, o cheiro do medo, tudo, serviam para que seu orgulho aumentasse, e explodisse; entretanto ele mantivera-se ciente, não deixando que mais emoções escapassem, dissimulava muito bem:

- O que acha que aconteceu? Quando cheguei, elas já estavam assim, Defteros. Não se preocupe, tudo ficará bem... 

- E quanto ao Oráculo de Delfos, onde ele está? - 

- Ahahaha,  esse também foi assassinado. Parece que queriam ele bem longe, inclusive, é bom revê-lo nobre irmão, como está? 

Defteros esmagou ambos os punhos, não tinha plena certeza do que acontecia ali, porém, aquilo não lhe caia bem. Altivo respondeu:

- Você está diferente, Aspros! Se isso for por conta da nossa promessa, não ligo de tê-la que quebra-la e continuar vivendo como sua sombra. Se isso fizer com que  volte a ser o que era, eu não ligo de ter que abrir mão de tudo! - 

Aspros ficou mudo, fechou seus olhos e ergueu a destra acima da cabeça, e num estalar de dedos - tímido, quase imperceptível -, as hastes do tempo distorceram, rasgando-se abruptamente, tragando todos os corpos para si, para aquela fenda interdimensional. Num salto Defteros se dirigiu ao irmão, que virando tão rápido quanto, num piscar ínfimo de olhos, o interceptou:

- O que você pensa que está fazendo, Aspros? Você por acaso está maluco? - 

- Elas já não serviam de nada, ficariam aqui para apodrecer?Dei-lhes o sepulcro digno, oras! - 

O ranger dos dentes, o conflito de cosmos, a devastação, e o choque de egos. Cara a cara, olhos nos olhos:

- Não sei quem é você, não mais!!!! -

- Que interessante, pois eu posso dizer o mesmo, irmãozinho!!! 

[...]


Dizem que as armaduras são seres vivos e imortais, cujo sabedoria se iguala a de grandes homens que passaram pelo mundo. Elas não só guardam todas as batalhas para si, como cada emoção de seus portadores. Dentre as armaduras de ouro que são as mais poderosas, existe  uma em particular, que pode se dizer ter vivido sempre a perambular entre o bem e mal, está seria a indumentaria de Gêmeos, cujo poder de seus portadores fora capaz de se igualar a deuses, e até mesmo desafia-los. Ganância e corrupção, talvez fossem os maiores males e desventuras dessa herança, entretanto, uma hora ou outra essa sina deveria de se acabar.

No seio do poder, na centelha da esperança, eis que um cosmo ainda sobrevivia, era régio e poderoso, apesar de quase nulo. Necessitava de algo, necessitava de alguém para que se reanimasse; este alguém não seria os novos sucessores, mas sim, o Lemuriano Kiki, aprendiz de Mu. 

??? " Você tem certeza disso, Defteros? " 

- É provável que com isso eu deixe finalmente de existir, mas se de fato tudo isso é real, eu não passo de uma mera sombra do passado. O descanso eterno de cada lembrança, cada sentimento, tudo, me levará finalmente aonde devo ir. E pra ser sincero, estou cansado... -

??? " Compreendo... Você tem pouco tempo para passar sua mensagem. "

- Hmpf, tanto faz. -

E então ao cintilar e se unir ao cosmo de Kiki unificado ao pó de estrelas, o céu rompeu-se e a vestimenta ressoou todo o poder ali contido. Ele se lembraria! Não, ele teria visões, enxergaria o grande male na armadura, e só assim, saberia o que fazer para purifica-la duma vez por todas.

A Explosão forte lançou o jovem e a discípula para trás, emergindo logo depois a figura - do possível algoz -, a imagem não tinha reflexo, e era disforme, mas aos poucos fora materializando-se até finalmente dar vida ao homem alto e imponente, que agora caminhava em direção ao ariano. 
Ele ficou calado, não se sentia vivo, como também não sabia exatamente o que era, porém, seu proposito era vívido, o de salvar sua companheira...

___________________________________________________

Considerações finais: Peço desculpa pelo atraso, ou se algo ficou confuso. Segui seu turno, justamente para que possamos construir uma boa história.

Eu introduzi com um flashback sobre as Pífias, porque talvez ali fosse onde o grande male começou. Acho que é isso, qualquer duvida me chama!!!! 

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- Mestre o que está havendo, o que aconteceu?

- Eu também não sei Raki. Fez uma pequena pausa. Olhou para a pequena ao seu lado de canto de olho, sem desviar sua atenção da frente. – Mas seja lá o que for, logo logo iremos descobrir.

A figura do desconhecido, com o tempo começava a emergir. Ainda havia vestígios de energia no local, como se formasse uma pequena neblina ou fumaça, impedindo de ver a imagem tomando forma. O ariano manteve sua postura calma e serena, tentando descobrir o que se passava.

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- Quem e você?

Perguntou. Neste momento uma leve brisa adentrava o lugar, fazendo balançar seus longos cabelos castanhos que estavam presos em um rabo de cavalo que ia até a sua cintura, amarrado por uma fita branca.

Não obteve resposta, a não ser um grande silêncio, que pareceu aumentar no local, bem como suas dúvidas a respeito daquele ser. Deu alguns passos para frente, e viu a matéria começar a dar vida, até criar a forma de um homem alto e imponente, que agora pareceu vir em seu encontro.

Sua discípula neste instante se encontrava atrás, próxima da saída olhando o desenrolar daquilo tudo com um grande receio. -Mestre! Gritou preocupada não sabendo aonde aquilo iria levar, levantou ambas as mãos apreensiva abaixo do queixo, como se estivessem em um gesto de oração. Depois decidiu ir correndo em direção ao seu mestre para ajuda-lo, em seja lá o que for que estivesse em seu alcance. Deu dois passos para frente e a voz dele cortava sua ação a fazendo parar.

- Não se aproxime. Se expressou de maneira firme, preocupado com a menina, ao mesmo tempo que mantinha um olhar sereno para o invasor.

O local era tomado por uma energia maligna, de puro mal, e no segundo seguinte uma energia bondosa e acolhedora. Como se ambas estivessem se divergindo entre si para ter a primazia, uma após a outra. Tal era emanado da sagrada amadura de gêmeos.

[...]

O ariano estava intrigado, nunca havia presenciado tal situação ao reparar uma proteção de Atena. Achou que a armadura queria lhe mostrar algo, um meio de como impedir o que quer estivesse acontecendo, para que as coisas voltassem ao normal.

- ‘’Este homem, se parece com aquele que eu vi. Com o que a sagrada armadura dourada de Gêmeos me mostrou. Será que e ele que a impede de voltar ao normal. Ou há algum mal que ele queira me alertar?! '' Neste instante, pareceu que as disputas de energia entre o bem e o mal no local finalmente se estabilizaram, ou pelo menos naquele momento.

– Não, já não resta mais dúvidas. ‘’Este homem e a fonte do mal, tenho que derrota-lo. Mas então. Por quê também uma aura bondosa o envolve.’’

O encarou, e depois o olhou de maneira mais séria, dando um ultimato. –Este solo e um lugar sagrado para mim e meus ancestrais. Não posso deixar que pise aqui assim desta maneira. Me fale o seu nome é o que você veio fazer aqui. Dessa vez você irá me dizer, seja por bem, ou ...

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- Por mal.

----------------------------------------------------------------- FIM -----------------------------------------------------------------

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Postado (editado)

O chão se materializou. Era marmóreo como o das antigas construções Gregas, como também, nas doze casas. Ele sorriu, meneando a cabeça negativamente, lembrando-se do resquício de momentos que vivera ante aquele solo.
Defteros sentia todo seu corpo formigar, como também o ar a invadir-lhe os pulmões. Era estranho, parecia estar uma vez mais vivo - ou quem sabe, fosse apenas fruto das lembranças de quando estava de fato vivo. 

- Quem sou eu? Hm hm hm... - 

Riu, abaixando a cabeça, enquanto fechava os olhos:

- Tá aí uma pergunta que não faria questão de responder, e pelo que me lembro... - 

Abriu os olhos e mãos. Enxergou as palmas lisas, sem nenhum tipo de cicatriz, o que também foi uma incógnita:   

- E se eu te disser que sou um amigo, você acreditaria? Espere... um amigo, não, um aliado talvez; ou até mesmo quem sabe, um alguém. - 

Respirou fundo, parecia que tudo estava diferente. Ele olhou ao seu redor, e em espanto mudo, sorriu de canto, era complexo, totalmente diferente. Estava no mesmo ambiente que outrora, mas como as eras, ele estava mudado, transformou-se de acordo com o tempo¹.

- Me chamavam de escória. Demônio da montanha... Me atribuíram outros diversos nomes, e sabe, eu não gostava nenhum pouco deles. Me sentia completamente manipulado, afinal eles me induziram a agir como tal. -

E então ergueu a destra na altura do peito para depois esticar o braço, deixando-o em riste, o punho estava cerrado:

- Poderia agir como tal, afinal... - 

A mão fora aberta de súbito, no mesmo instante em que o cosmo uma vez mais fluiu, elevando-se abruptamente, transformando e materializando o ambiente ao seu redor. Kiki enxergaria essa transformação com toda certeza, afinal, as hastes dimensionais se distorciam, dançavam, até se romperem em hiperdimensões. Os três ali, se veriam no espaço, caso o Lemuriano nada fizesse: 

- Enxerga isso? Vê como tudo é facilmente distorcido?Desde o ambiente onde vivemos, ao que nós podemos ser, Lemuriano²? -

O cosmo projetava-se de todo o corpo para a palma da mão, começando a pulsar como nunca, como se fosse totalmente concentrado ali.

- O que você poderia fazer para proteger a si? O que poderia fazer para proteger sua pequena? -

Mirou a menina que estava atrás do mentor, seu sorriso era de total malicia, como se ele planejasse algo. No fundo, ele só queria testar as capacidades do novo cavaleiro, jamais machucaria inocentes, por mais que o tratassem como demônio, não era parte de sua índole.  Seu ensinamento seria a prova disso.

- Você acha mesmo que pode proteger alguém, e ainda assim, tentar me ameaçar... Oras, estou completamente curioso para saber do que é capaz... -


A armadura de ouro de gêmeos ressoou, iluminando o ambiente com seu esplendido brilho. Num instante ele vestia apenas as roupas costumeiras de treino, noutro, trajava a indumentária sagrada. Seu poder era grandioso demais, a nostalgia ainda mais, tal como o sentimento que reverberou no peito como trovoadas:

- Hmpf... Me lembro bem de como era usar essa armadura... - 

Perdeu-se por milésimos de segundos, na fração de primaveras aterradoras. Ele aguardou que o garoto fizesse algo, testaria suas capacidades como guardião, e sua sabedoria como cavaleiro. Ele o daria mais do que um ensinamento, ele o daria seu derradeiro presente... 

___________________________________________________________________________________________________________________________________
¹ Acreditou estar no santuário, não em Jamiel;
² Ele se lembrou de Shion, Hakurei e Sage por conta das pintas de Kiki, forma de se portar e até mesmo herança de cosmos. Todos muito parecidos. 


Desculpe pela demora. Espero que goste. ^^

Editado por Defteros de Gêmeos

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Aguardou pela resposta do desconhecido antes de mover-se. Outrora calmo, agora se mantinha mais atento, notou que mesmo após o ultimato, o ser não se incomodou, pelo contrário, riu. Seria ele alguém muito corajoso, ou algum inimigo forte preso nas areias do tempo?. No momento achou que fosse uma mistura de ambos.

- ...

Sua pergunta era ignorada, lhe fazendo surgir em sua cabeça outras dez. Tinha muita pouca informação a respeito, a única coisa que sabia e que ele tinha algo a ver com a armadura dourada de gêmeos, só lhe restava descobrir ser era uma pessoa boa ou má.

- Um amigo? Hm.. Notou que o desconhecido reparava todo o lugar, chegando a até ficar espantando, mas era como se fosse um sentimento de nostalgia. Imaginou que talvez ele já tivesse pisado em um lugar assim, feito aos moldes da antiguidade, um lugar como. – O Santuário. Pensou alto, deixando escapar suas palavras, era o único lugar no mundo cujas estruturas de mármores ainda remontavam ao período da antiga Grécia.

- O que está dizendo? Fechou brevemente seus olhos.

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– O que tenha acontecido no passado, saiba que estamos em um outro tempo. Não deixarei que faça o que quiser nessa era, seja lá o que você estiver tramando.

Kiki observou o homem emanando seu cosmo, era poderoso. O suficiente para distorcer o ambiente ao seu redor, em pouco tempo a imagem do universo poderia ser vista, se contorcendo como se estivesse viva, tudo vindo daquele homem, o deixando surpreso.

‘‘Esse homem não e qualquer um.. Será um perigo para o mundo se eu deixa-lo escapar vivo desse lugar. Ainda mais agora que acabamos de sair de mais uma guerra santa e o santuário está se recuperando‘’.

Logo após, sua energia também foi emanada como se quisesse lhe impor limites. Criou uma energia dourada em torno de si, que aumentava tomando conta da sala e a dividindo ao meio como em uma disputa. Do lado de si, estrelas brilhavam formando a constelação de áries, em seguida um carneiro criado por seu cosmo poderia ser visto sobre sua cabeça como se lhe desse forças. Do outro o universo e o homem com suas hastes dimensionais.

- Sou Kiki, o Cavaleiro de Ouro de Áries dessa geração. Quando o ouviu falar de sua raça, esboçou um leve sorriso, o homem parecia conhecer as pessoas de seu povo quando o chamou corretamente de Lemuriano. Talvez ele fosse da época de Shion ou ainda mais antigo, imaginou. Depois ouviu seu discursivo escorregadio, Kiki ignorou as palavras do homem, em seu coração só havia um destino, apenas um ideal, lutar e morrer pela justiça, por Athena.

– ‘Nós’ não podemos ser, já somos. O que vale e o aqui e o agora. Não há distorções, não há atalhos, só há um caminho.  Sou um Cavaleiro de Atena.. Fez uma pequena pausa.

- Gêmeos! Falou como se fosse chama-lo assim a partir de agora, o reconhecendo como o homem que portava tal armadura em sua visão, embora não soubesse qual exatamente das duas figuras ele era.¹

[...]

Balançou a cabeça de maneira negativa quando houve menções de proteger sua aluna. Falava sério, mudando a expressão de sua face e o encarando. - Deixe-a de fora disso!

Viu a energia ser formada na mão do invasor, seu coração bateu forte, já imaginando quem seria o alvo. Se mantinha calmo, não só naquele momento como em qualquer situação, algo que aprendeu com seu mestre Mu. E então, como se quisesse provoca-lo, o desconhecido lançou a energia na direção de sua amada pupila. Talvez quisesse testá-lo, ver suas capacidades, ou talvez fosse alguém realmente maligno, um demônio segundo o próprio. Mas a reação do ariano não deixava de perder a calma e a compostura, mas do que isso, quem não o conhecesse acharia que ele estaria pouco se importando com a vida de sua aluna, ainda mais quando ele nada fez, a não ser se manter em silêncio e fechar seus olhos.

- Me-Mestre..  Expressava a pequena assustada, vendo a energia brilhante vir em sua direção como uma grande luz, a fazendo fechar os olhos. Talvez como um reflexo, ela colocava suas duas mãos abertas para protege-la a altura do rosto.

A energia próxima de acertá-la, no último instante se desviava fazendo uma curva e indo para o lado, como em um milagre. Ela caia lá em baixo da torre e explodindo em algum lugar no solo²

- Mestreeee.. Com os olhinhos cheios de lágrimas – Você me salvou..

- Eu jamais deixaria que algum mal, lhe acontecesse Raki. Kiki virava sua face em direção a pequena sorrindo, como se estivesse feliz por ela estar bem, e por querer tranquilizá-la. – Agora preciso que você faça algo por mim.

- O que é? Coçando os olhinhos e se recompondo.

- Preciso que você vá para um lugar seguro. Voltou seu olhar para o invasor. – Que eu e este homem vamos conversar a sós.

- Mas, mestre e você? E se acontecer alguma c..

- Agora, vá! Falava mais firme, pois sabia que dali as coisas esquentariam, e não seria um bom lugar para que sua pequena pudesse ficar.

- Está bem.  Não gostava da ideia de deixar seu mestre sozinho, os dois passavam tanto tempo juntos, com ele lhe ensinando tudo o que sabia. É mais do que isso, talvez o visse até como uma figura paterna. Não podia deixar de se preocupar com ele, mas nada podia fazer. Ainda não tinha forças o suficiente e poderia atrapalhá-lo, decidiu acreditar, ter fé que tudo ficaria bem. – Não vou lhe perdoar se você não ficar bem. Depois de se despedir, o seu corpo deu uma leve tremida antes de desaparecer dali, como se sua existência tivesse sido apagada daquele local. Era uma habilidade de incrível velocidade capaz de rivalizar com os deuses, o teleporte, já dominado por ela, mesmo em tão tenra idade.

- Agora que ela saiu podemos prosseguir com isso.

Assim que a armadura de gêmeos surgia no ambiente, a vestimenta de áries também dava suas caras. Um carneiro como se estivesse com vida surgia na entrada do lugar como se fosse na direção de seu dono, depois ele flutuava como se cavalgasse no céu até as estrelas geradas pelo cosmo de Kiki, e depois se desfez em inúmeras peças, onde cada uma se encaixava perfeitamente no corpo do lemuriano.

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- Vamos acabar logo com isso.

Depois dessas palavras, imediatamente uma forte onda mental saia de sua mente em direção de seu oponente para lança-lo a alguns passos para trás, o fazia como uma forma de mostrar sua presença e que estava preparado para a luta. ³

 - O carneiro dourado de Áries irá pará-lo aqui e agora, em Jamiel!

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- Tome isso.

Fez com que o cosmo que passava em seu corpo pousasse em sua mão direita, a esticou de relance rapidamente soltando uma rápida rajada cósmica na direção do desconhecido. Kiki não era tão amador a ponto de achar que aquilo iria detê-lo, não, de maneira alguma. Ela tinha um objetivo, que era averiguar sua força e habilidade, para que então pudesse lutar de acordo. Estava confrontando um outro dourado ou alguém, com nível de um e por isso tinha que ser cuidadoso em seus passos, qualquer movimento em falso e poderia ser seu fim, e queria evitar uma guerra de mil dias a todo custo.

----------------------------------------------------------------- FIM -----------------------------------------------------------------

 

Obs¹: Não sabia se era a pessoa da visão que usava a Sapuris de Gêmeos, ou se era aquele que usava a Armadura de Gêmeos.

Obs²:  Eu entendi como uma rajada cósmica não muito poderosa, algo pequeno como apenas para assustar a menina. E não aquelas gigantescas que poderiam acabar com alguém. Por isso Kiki usou sua telecinese para mudar sua direção. Se achar que não ficou condizente com o que havia escrito, só me avisar que eu mudo ^^

Nota Especial: Na Saga Clássica e dito que o Palácio em Jamiel não possui portas, enquanto em Saint Seiya Omega já possui uma, embora não seja especificado que seja a mesma edificação, supõe-se que sim. E foi nessa abertura que Kiki desviou a energia.

Obs ³ Não foi um ataque, mas apenas um empurrão telecinético, nada que fosse lhe causar dano, e se atingiu ou não dependerá de ti.

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Disposição e sapiência, talvez estes fossem dois pontos benéficos do Lemuriano. Enquanto Kiki salvava sua discípula de - talvez - seu fim, o homem de Gêmeos aguardou, observando uma vez mais a morada de Jamiel. Cada ponto naquela construção, cada pedra lapidada sobre o solo. Ele sorriu, havia pensado no seu próximo passado, na sua disforme desventura. Sim, era tempo mais que suficiente para agir pertinentemente por entre as sombras. 

A isca já estava longe dali, muito mais distante do que poderia imaginar - ou não.
Um sorriso malicioso se desenhou nos lábios do Geminiano, o mesmo manteve-se em seu lugar, estático, aguardando a próxima ação do menor à sua frente - há bastante metros de distância, suficiente para que tudo ocorresse da forma que queria, quem sabe.

- Tão benevolente e emocionante, quase me fez chorar... Mas pirralho, vamos ao que interessa, sem delongas. -

Kiki ergueu a mão direita na altura de seu peito e espalmou, deixando que sua energia fluísse até o centro de sua palma. Defteros por sua vez não esboçou nenhum tipo de reação, muito pelo contrário, deixou que o mesmo o fizesse.
E então Kiki disparou um projétil telecinético contra o ex-cavaleiro que, simplesmente ergueu a cabeça. A energia viajava rápida, entretanto, o corpo desmembrou-se em fenda, como se não existisse, como se fosse feito  pura e simplesmente de energia.

- Assim você facilita demais... -

Kiki ouviria o sussurro partir por de trás de ti, e eventualmente - caso virasse -, o homem enigmático à teleportar para si. Defteros erguera os braços acima da cabeça, enquanto dizia em alto e claro tom:

- Viaje pela OUTRA DIMENSÃO! - 

Desta vez, diferentemente das outras, ele fez com que uma esfera quebrantada se projeta-se em torno do corpo do Lemuriano. Com a elevação dos cosmos do mesmo ela oscilaria até se comprimir, engolindo o corpo dele, enquanto que uma outra esfera se projetava no sentido oposto¹ - ele pensara assim por saber que talvez Kiki pudesse se teleportar, vide na ação anterior quando salvara sua pupila. 

- Existe muita diferença entre nós, mas ainda assim podemos nos considerar parecidos! - 

Comentou, mesmo não sabendo se sua investida dera certo aquém. Ele sorriu, continuando:

- Na época em que lutei, o Santuário me tratou como uma sombra por eu ser Gêmeo de Aspros. Nessa ocasião eles me baniram, pois visto pelo Oráculos de Delfos e as Pífias, um de nós, seríamos um traidor em potencial contra a estirpe de Athena... -

Pausara, enquanto falava, seu cosmo fluía:

- E acreditaram veemente que seria eu, porém não fora bem assim. Meu irmão fora corrompido pelo poder, fora corrompido por nosso sonho... Acreditávamos que se nos tornássemos o Grande Papa não teríamos de nos importar mais com essa maldita regra, e a refaríamos da nossa forma, entretanto, não foi assim que ocorreu... -

Era doloroso lembrar-se daquela época, mesmo que fosse a sombra do passado. Aquela ferida ainda doía em sua alma. Aquela ferida ainda estava aberta:

- Tal como nessa Era, eu sei que algo muito ruim está prestes a acontecer... Algo que nem mesmo os deuses podem prever ou explicar... Algo tão sombrio quanto a guerra santa. - 

_____________________________________________________________________________________________________________ 
¹ Visto que Kiki tem poderes telecinéticos, e utilizou do teleporte numa ação passada. Defteros calculou com seu cosmo um possível ponto de fuga, caso Kiki escapasse da primeira esfera que, projetara-se do entorno de seu corpo. A segunda esfera atingia um perímetro maior justamente para que às chances de acerto se tornassem maiores. 
Se ficou algo confuso, me diga. 
E perdão pela demora. ^^

Editado por Defteros de Gêmeos

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